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Violet Clouds

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Tennho tanta coisa que gostava de dizer. Quero tanto gritar até a voz falhar e os soluços pararem de uma vez só. Quero tanto, mas tanto, dizer do fundo do peito o quanto odeio o sistema, o quanto odeio os preguiçosos e também o quanto me odeio a mim própria neste momento.

Há tanta coisa para dizer.

Tanta coisa para pensar. Outra vez. Refazer planos, porque levei outra vez com a porta na cara. Já não sei para que lado me virar. Nem se me levante outra vez ou arrume as botas. Não que queira desistir. Mas é cansativo dar o litro, esperar verões inteiros, morder os lábios mil e uma vezes para não sonhar alto e depois cair tudo por terra sem sequer levantar vôo. Pela terceira vez. Talvez já esteja demasiado velha para estudar. Talvez seja sempre a azarada que leva com os erros do sistema. Qualquer dia pensam que é invenção minha, não fossem as provas.

Estou farta, estou cansada. Mas hoje não é dia de dizer nada. Por hoje vou só fechar os olhos e esquecer o dia de hoje, as horas de espera a fio, as várias asneiradas que voaram da minha boca.

Hoje é só mais um dia para me esquecer de que não consegui entrar na faculdade novamente.

 

 

Un petit a part #53

Note to self:

Não faças planos. Já sabias disso, que não se devem fazer planos seja de que forma for, a longo ou a curto prazo. Portanto não planeies de todo. Deixa a tentação de fechar os olhos e imaginar todo o resultado a partir de cada ação ficar apenas como isso mesmo, como algo a não mexer. Que os sonhos sejam só sonhos.

Por vezes o prazer de abrir as asas e voar por todo um céu de ideias e possibilidades não é mais forte do que a queda que se dá quando acreditamos mesmo nelas e a vida te faz aterrar à força. às vezes o receio que nós temos pouco antes de nos darmos a esse luxo, aquele de sonhar, era o melhor conselho que alguma vez devíamos ter conseguido.

Portanto vive o presente. O pouco que se aproveita de cada dia, já como o fazias. Assim nada te surpreende nem tão pouco te magoa. Aprecia cada momento, abraça cada segundo e não esperes pelo futuro para ser feliz.

Sê feliz agora.

 

 

Do blog.

Anda-se por estas bandas a cozinhar qualquer coisa para o blog, é verdade.

É hora de mais uma viravolta em todo o cantinho e de fazer limpezas outonais. Ver todo o meu percurso como blogger outra vez é qualquer coisa de entusiasmante: o nosso crescimento como seres humanos e como escritores. Tentei tirar o máximo de publicações que no fim de contas se tornaram desnecessárias e fora de contexto, deixei ficar algumas outras que valiam a pena. Recordei bons e maus momentos e reli as minhas próprias palavras como se fossem cartas futuras para o eu de hoje. Quiçá me ajude em mais uns dias de espera, que para minha infelicidade se tornaram rotina este mês. Mas 2017 tem sido um ano de mudanças e de coisas boas. Tenho esperança que haja algo bom guardado para mim também. E é nesse espírito positivo que em breve estarão sem dúvida alguma novidades novas por aqui.

Apenas gostaria de deixar uma dica a todos vós que lêem e também gostam de adornar os vossos blogues: muita atenção a que site retiram as vossas imagens. Por muitos anos retirei imagens do We Heart It e para meu desgosto, muitos dos posts mais antigos, até mais ou menos meados de 2015, desapareceram. Se querem que os vossos posts continuem com as mesmas imagens e também as retiram daí, sugiro a que também façam uma revisão ou que simplesmente tenham cuidado. Eu pessoalmente fiquei bastante triste com alguns posts cujas imagens eram perfeitas para o tema e agora nem sinal delas.

Enfim. Nunca mais é quinta-feira.

 

Boa tarde,

Daniela

Bem vindo, Setembro!

Eu tinha dito há algum tempo que ia deixar de fazer este tipo de posts mas a verdade é que já andava doida para ver o fnal de Agosto.

Não que tenha sido tão arrastado como costume, mas estes últimos dias passaram a passo de caracol. É provável que seja fruto da minha ansiedade, mas é diferente. Há uma esperança nova, uma atitude mais vincada. Cá no fundo acho que as coisas vão ser diferentes; as pessoas dizem-me que vai ser diferente. Portanto acho (e espero, muito sinceramente) em não cair num erro crasso ao dar as boas vindas ao novo mês na esperança de virar uma página nova na minha vida.

Portanto, o que espero eu de Setembro?

Primeiro lugar, e muito importante, espero não cair de cabeça pela ravina abaixo. Se fôssemos ilustrar a minha consciência com o típico tema do anjinho e do demónio, iríamos ver um consílio dos deuses dentro desta cuca teimosa. Uns de um lado a combater o pessimismo do outro e talvez um grupo mais a leste de quem só quer cinco minutos de silêncio, panelas a voar, todo um cenário ao estilo ACME. E logo a seguir a isso estar assegurado, espero muito poder mudar de ares. Já basta eu ter a noção de que me vou sentir uma "cota" na faculdade (embora saiba que há lá imensa gente da minha idade ou até mais velhos, I know, I know) mas pachorra para muita coisa, eu já sei que vai faltar. Mas espero poder conviver um pouco mais e sei lá, dar um up novo ao meu ano.

Até agora, 2017 não me tem falhado. Quiçá continue assim.

Ah. E por último, quero muito voltar ao ambiente outonal. É a minha estação do ano preferida e nem é pelo dito cujo sweater weather (cá com os meus botões, isso é mais lá perto do Natal). Já tive alguma praia, gostava de ainda lá ir mais uma vez este ano mas se não puder ser também não fico triste. O que importa é que Setembro comece com a força toda e que se mantenha assim, revigorante e cheio de surpresas boas.

 

E vós, o que esperam deste mês?

Boa tarde,

Daniela

 

Lógicas da Batata #9 (qualquer coisa)

O número é o dez, mas houve por aí uma temporada em que não as entitulava com o nome da rúbrica de tão danada que estava.

Desta vez não é assim tão grave mas não posso deixar de reclamar.

É preciso alguém estar com uma grande fé de que é desta que volta a pegar nos estudos para que os hipermercados e as papelarias não vendam material de jeito?! O ano passado era só coisas giras, há dois anos igualzinho, este ano vai que não vai... Nada. É verdade que não preciso de muita coisa; ou já tenho a maioria das coisas em casa de anos anteriores de aulas e explicação, ou é porque não vai ser preciso muito já de antemão. Também devia de estar atenta a que tipo de malas deve alguém usar, porque as mais discretas e simples... Não as vejo em lado nenhum.

 

Já não se usam malas de mensageiro ou... Tenho mesmo razão e a oferta de material escolar hoje em dia é mesmo horrível?

Já em modo de espera + Tipo de blogger?

Boa tarde a todos! Espero que o mês de Agosto esteja a correr bem e que quem teve ou ainda está de férias esteja bem feliz!

Já devia ter publicado antes mas nem tenho tido tempo entre escrever, editar e publicar (sim, isto anda apertado). Mas agora já aqui estou. Na altura devia dizer-vos que já estava quase tudo despachado e por agora já posso afirmar que está tudo pronto. Candidaturas feitas, rezas de cor, já não está nas minhas mãos. Agora é esperar por meados de Setembro - nunca achei que o tempo andasse tão devagar em Agosto. Torna-se ridículo, até. Mas com paciência há-de chegar a hora e com boas notícias, espero eu.

Tais notícias podem mesmo vir a mudar o rumo aqui no blog. E entre muitas horas de pensamentos e suspiros, deparei-me com uma dúvida meio que existencial. Não faço a mínima ideia de que tipo de blogger sou. Sempre tive a ideia de pertencer à area do quotidiano/dia-a-dia (talvez ao lifestyle?) mas agora que esse ponto é mesmo importante... Surge a dúvida. Mas creio que isso está mais nas vossas mãos, que lêem e comentam, do que nas minhas.

 

E vocês, que tipo de blogger são? Onde me enquadrariam?

Boa tarde,

Daniela

Un petit a part #52

Digam-me que eu não sou a única a ter um nervoso miudinho, meio que a evoluir para um ataque cardíaco, quando estou ao telefone com algum serviço importante ou alguém desconhecido.

É meio constrangedor quando preciso de contactar alguém para esclarecer uma dúvida ou para solicitar algum serviço e, em milésimos de segundos, o meu tom de voz muda, as palavras tremem e perco a postura como se tivesse doze anos outra vez. Eu sei que ninguém me vai morder do outro lado do telefone mas enfim! E o mesmo se passa quando vou seja onde for em pessoa.

Não deixo de fazer o que tenho a fazer por causa disto mas fico com a sensação que as pessoas do lado de lá ficam com ideia de que sou uma idiota, chucra. No meio disto tudo eu prezo quem trabalha com telefones. Gente com coragem! Será que eu simplesmente tenho pré-designado no cérebro que os telefones têm dentes..?

 

 

Saber ter fé.

Antes de começar, eu sei. Enervar-me não me leva a lado nenhum, já tenho o não garantido, nunca se sabe quais são as voltas que a vida dá, tudo pode acontecer.

Eu tenho toda e perfeita noção disto tudo e quando falam comigo acerca do assunto "escola" sinto os olhos a lacrimejar e a fazer tudo para que não caia nada pela cara abaixo. Se não fosse a fé de quem acredita em mim, não tinha esta necessidade de me abrir à possibilidade de acreditar também. Conforta-me e motiva-me quando me dão força para não desistir e tentar ter fé.

É a terceira vez que estou a tentar mudar o meu rumo para evoluir. E é a terceira vez que procuro agarrar-me à fé. Sim sou religiosa e não questiono a minha fé em Deus. Acredito piamente que aquilo que é meu, a mim virá, seja qual for a resposta. A única que precisa mesmo de acreditar em tudo isto e ter coragem de abrir o coração ao risco sou euzinha, mais ninguém.

Já estamos em Agosto e por agora ainda não perdi completamente a cabeça. Espero que se mantenha intacta até Setembro. Faltam 43 dias para voltar a fazer contas à vida. Vou voltar ao blog - já tenho conteúdo a transbordar aqui, portanto está ótimo - e vou ser mais proativa.

E até lá dá-me um fanico, mas pode ser que esteja aconchegada quando for hora!

Un petit a part #51

Numa tentativa frustrada de ao menos ver que recompensas deram no primeiro aniversário do Mystic Messenger (que já agora acabei por desinstalar de vez, porque não recebi nada e já fiz o jogo todo), descobri que o meu telemóvel branco - o que morreu sabia-se lá porquê e só conseguia estar ligado se eu não o bloqueasse - decidiu voltar dos mortos.

Eu na cozinha a atualizá-lo, a ver do jogo, quando a tia me vê com o desgraçado e me diz "Então, já trabalha??" e ao qual eu respondo "Não...Já que aqui estás, eu bloqueio-o e tu vês". E como diz o bom do alentejano, o cabr** não começou a reiniciar feito louco.

Consegue bloquear e simplesmente estar parado.

Consigo atualizar tudo.

Consigo usá-lo e nem me gasta muita bateria.

Resumindo: não sei até quando isto vai durar mas espero que tenha sido só uma paranóia temporária e que esteja de volta para mim.

Fuga

Voltei a casa há cerca de três dias, de umas pequenas férias no Baixo Alentejo.

Fui a tremer, com o olhar perdido pela paisagem que passava e me prometia mostrar terras novas. Ando domada pelos nervos e pela inquietação, levei horas a dizer a mim mesma que tinha de sossegar e procurar pela coragem para seguir em frente. São muitos objetivos para um só Verão que promete ser atribulado e que esconde muitas surpresas, boas ou más. Eu sei que já sou crescidinha (e não é pouco, quem me dera ser pequenina) mas há coisas na vida que requerem um aperto de mão silencioso, um sorriso singular que nos dá aquele último empurrão em direção aos nossos sonhos.

O ser humano procura por motivação, desde a hora em que dá o primeiro passo até ao fim do seu caminho, onde terá de ensinar alguém a ter coragem para caminhar pela primeira vez.

Tentei perder-me pela beleza das terras douradas de Évora. Deixei-me levar pelas águas do Guadiana na nova praia fluvial de Monsaraz, que acabo de saber que foi inaugurada a 1 de Junho deste ano. Caminhei e sorri, fugi por breves momentos para ver o céu estrelado pouco depois da meia-noite, e sabe Deus o quão sentia falta de fazer algo assim. Durante este primeiro dia, forcei-me a pôr um travão nas emoções, a consumir cada pormenor ao máximo. Quis relembrar-me das minhas bases e saber voltar a emergir sem receio, determinada.

Os restantes dois dias foram para continuar a explorar. Visitei Beja pela primeira vez e no último dia pude ver com os meus próprios olhos a Capela dos Ossos, em Évora. Retornei a casa com novas memórias e um pouco mais de esperança em mim.

Para fotos, isso fica para o próximo post (assim tenho motivo mais urgente para cá voltar! eheh) mas vos garanto que senti muita falta do meu S5. Uma pessoa habitua-se ao telemóvel para tirar fotos e estraga logo tudo. Enfim... Mas consegui tirar algumas para vos mostrar em breve! Agora são horas de continuar com o dia.

Boa tarde,

Daniela

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