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Violet Clouds

Lai.kâ

Bom dia meus amores!

Ah, um post com algo que não sejam somente as minhas lamúrias! Espero que esteja tudo bem convosco! Continuo meio-que-ausente - os estudos estão finalmente a começar a consumir quase tudo da minha parte, especialmente o tempo - mas já tinha saudades do blog. E vossas. E olhar para a lista de posts que ainda quero publicar, não esquecendo aquilo que tenho de fazer ao cantinho antes do Verão, deixou-me ainda mais apreensiva.

Assim sendo, toca a rever essa lista; um dos posts está bastante atrasado - acerca de uma comprinha que fiz antes do Natal - e prometi que falaria do assunto... Apenas não tenho conseguido fazê-lo. Em meados de Novembro andava extremamente curiosa para comprar um fio bonito, algo que não fosse muito grande mas não necessáriamente simplista (demais). Vagueei por algumas lojinhas no Facebook, vi muitos dos vossos posts a recomendarem algumas delas e encomendei um conjunto de dois fios da Lai.kâ! Fui muito bem atendida, ajudaram-me a escolher quais os pendentes que queria comprar, e acabei por ficar com uma pena e uma pedra da Lua muito gira! O preço foi bastante acessível (10,75€) e ainda hoje o uso! Não esquecer que veio num saquinho em organza muito bonito e até adequado ao tema festivo da altura da encomenda - em vermelho e dourado, como a época natalícia assim o dita. Apenas demorou algum tempo a chegar, mas a culpa já foi dos CTT (tanto que recebi os fios ao mesmo tempo que a Prenda do Pai Natal Secreto, a qual sem querer deixei passar demasiado tempo com a resposta devido a este atraso...). Fora o erro dos correios, foi enviado rapidamente.

Muito obrigada pelos escapulários! E pela vossa atenção e carinho durante todo o processo. Aconselho vivamente a darem uma vista de olhos na loja online e para tal, podem-no fazer através do Facebook e do Instagram.

E vocês, gostaram?

Boa tarde,

Daniela

 

Da tal reportagem sobre os blogues...

Não tenho muito a dizer sobre o assunto, dado que vi metade da entrevista e tal parte me deixou num pranto e num praguejar de palavrões no meio da cozinha, à hora de jantar. E nem sequer quis saber do resto que perdi.

Dei conta de alguns bloggers que até sigo e que se ganham algum dinheiro com o seu cantinho, são eles que o escrevem, que se esforçam e que mantêm um equilíbrio entre o pessoal e o rentável. Até aí tudo muito bem - e palmas com mais intensidade para quem vende o seu próprio produto no seu blog, que sempre faz o dobro do trabalho dos outros e nunca acaba por sair de dentro da redoma do tema pessoal que criou para o blog! Até eu já pensei várias vezes em vender aqui o meu peixe - já que muitas vezes falo daquilo que faço por estes lados.

Mas cá está. Quem fala sou eu. Não é uma equipa contratada por mim. Nem tenho dinheiro para mandar cantar um cego, como bem se costuma dizer; se o tivesse certamente que o investiria doutra forma no blog, não a contratar quem mo escreva. Quem melhor do que a minha própria pessoa para chegar aqui, abrir um novo post e desabafar com as palavras mais adequadas e certeiras acerca do meu dia-a-dia? Ninguém, pois claro. Naquela entrevista, não vi bloggers com grandes templates, fotos giríssimas de si próprias a mostrar um produto em específico ou textos bonitos. Vi uma equipa de empregados contratados por alguém que acabou por se tornar no próprio produto de um blog a quem eles mesmos pagam para ser desenvolvido. Não é de x ou y mostrados no cabeçalho, mas sim dos coitados que se esfolam para escrever algo minimamente próximo e preciso de quem no fim do dia, sem muito esforço ou cansaço, chega ali e assina o post. De esforço próprio, sentimento e carinho pelos seguidores, aquilo não tem absolutamente nada. Zero. Rien.

E se é para ser por essas condições, por muito que os dias de hoje estejam complicados e que toda a forma de arranjar algum dinheiro seja muito bem-vinda, prefiro fazê-lo a um ritmo muito mais lento e mesmo sem ganhar algum, receber carinho e amor misturado em palavras de pessoas que perdem o seu tempo para partilharem daquilo que o meu cantinho lhes têm a mostrar ou contar. Esforço-me, muitas vezes nem consigo ser tão assídua com gostaria - porque detrás do teclado a vida é complicada, como não gosto de esconder (o blog não se deveria tratar apenas do lado arco-íris da vida, digo eu) - mas cada palavra vinda da vossa parte compensa todo o trabalho.

Portanto no meio disto tudo, tenho a agradecer a todos os meus subscritores por tomarem sempre um pedaço do vosso tempo para me visitarem e me responderem. ♥

Boa tarde,

Daniela

Parece que foi para isto que cresci.

Acho que me odeio pelo que sinto, mas também não creio que vá dar a volta ao pensamento assim tão rápido. Cada vez fico mais farta das notícias e daquilo a que vejo os meus e os outros a confrontarem. Irrita-me.

Penso que não falo em vão quando digo que a minha geração foi educada e criada a seguir uma falácia por parte das instituições educacionais e patrimoniais. Que fomos incentivados a competir saudavelmente, a sermos cada vez melhores e mais criativos, mais emantecipados, que fomos instruídos a amar o nosso país para após a escola o abandonarmos. A extraírmos grandes médias do ensino secundário e até da faculdade, a sonharmos com um futuro melhor para os nossos pais e mesmo até avós ou tutores, que nos criaram com tanto esforço, dedicação e suor. Ou até para aqueles que tiveram de escalar desafios sem fim para "serem alguém na vida" porque não tinham apoio de lado nenhum. E no fim, querem expedir-nos para fora como um produto, como mercadoria.

Enoja-me como os mais novos são vistos como caça-tesouros. E destroça-me ver o lado inverso da moeda, aquele que o Governo nunca irá querer ver. Fico revoltada sempre que alguém meu conhecido ou amigo, que sempre sonhou em crescer, instruir-se e empregar-se para ter um futuro melhor, ser obrigado a emigrar de mãos atadas atrás das costas porque aqui não há ninguém que queira "crianças inexperientes no mercado de trabalho" com mais instrução escolar do que muito político que anda por aí. Seja, toda a educação pela qual lutámos e estudámos, nem sequer ser apreciada. Supostamente nem nos ser útil porque o que se quer é experiência. E ver essas pessoas a preparar as malas e reuniões de despedida porque não fazem ideia de quando alguma vez voltarão para casa, se é que voltam. A saírem daqui com o coração cá, preocupado com a família. Enojou-me ter ouvido há poucos anos a comparação feita entre nós e "cientistas brilhantes de grande mercadoria" ou como o vinho do Porto. E dói-me ver pessoal da minha idade ou até mais novos abandonarem as suas casas e muitas das vezes perderem o chão que pisam porque não fazem a menor ideia do que se passa com os entes queridos. Ou sequer o que lhes vai acontecer no maldito avião que os transporta. Ou até mesmo o destino que os espera do outro lado.

E agora, após tantos anos a expedir "mentes brilhantes", começam a perceber que precisam de nós cá. Aumentam e inovam formas de ensino e planos de estudo, criam estágios e incentivam ao mercado de trabalho. Parabéns. E quanto àqueles que já saíram? Como querem que amemos e cuidemos do nosso país se nem nele há lugar para nós tanto residencial como profissional? Como querem que abandonem a vida que lhes custou a criar lá fora num estalar de dedos agora que se viram num aperto?

Quem é que vai repôr o tempo perdido, a distância mantida, as preocupações que nem um telefonema resolve porque se está tão longe e ausente? Quem é que vai pagar as lágrimas daqueles que na ausência das suas forças não têm onde se agarrar, onde se aconchegar? Ou de quando alguém que nos é querido precisa da nossa presença? Dos aniversários perdidos ou festejados por uma chamada no Skype. Do nascimento ou do óbito de um familiar. Ou até daqueles que ficam cá e vêem os pequenos partir, sentindo-se incompetentes por não terem feito mais, apesar de terem feito tudo a seu alcance.

Ninguém.

 

Peço desculpa a quem está fora ou quem já planeia ir, porque reconheço a vossa força e por muito que me custe admiti-lo, compreendo-a e aceito-a, ainda que não o faça facilmente. Mas... Às vezes não sei se penso de forma certa ou errada. A razão diz que é natural, o coração discorda.

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