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Violet Clouds

Um já foi, outro está para vir

A Dani já despachou um dos exames, o de Português. Que achei curioso, agora já não se entitula de Português A.

Manifestações interiores e silenciosas, várias tentativas de homicídio involuntário por parte da campainha da escola (precisamente por cima da janela ao meu lado) e alguma confusão à parte, os meus sentimentos perante o exame são ambíguos. Li primeiro a prova e achei que aquilo era de aparência simples. E quando a esmola é muita, o pobre desconfia. Reli a prova e tentei responder às perguntas todas quanto sabia e o mais pormenorizadamente possível. Dei por mim a pedir às professoras uma folha de rascunho e a fazer mapas mentais, o que apenas me proporcionou um par de olhares. Parece que os hábitos de estudos da minha turma já não se aplicam às novas, pelo menos ali.

Saí do exame e deparei-me com o esperado: as pessoas comentavam o quão fácil tinha sido a prova. Eu continuei com a pulga atrás da orelha e vim para casa. Não me atrevi a ir ver os critérios e prefiro aguentar as pulgas da expetativa até ao dia dos resultados; nunca gostei de fazer especulações nas notas, deixam-me demasiado enervada. E já me bastou saber que pelo menos 1 valor não tenho graças à parvoíce de fazer uma troca pequenita. À noite, ouvi dizer que os professores esperam uma descida nas médias porque os exames tinham sido de uma dificuldade média-alta. Tremi. As professoras da minha escola apenas reclamavam baixinho sobre a idiotice de numa prova de três anos com oito obras obrigatórias só sair uma, e não duas, assim como a contabilização dos "erros ortográficos" (aka o Aborto Ortográfico).

Enfim, já lá vai. E logo se vê. Credo. Agora o próximo será Biologia e Geologia, que me preocupa mais. Mas terei a mesma atitude e tentarei não subir paredes com a ansiedade. Entretanto a minha "barriguinha dos exames" já me acompanha e que remédio tenho eu senão resignar-me a esperar que desapareça. O que importa é que já só falta um. E caso as coisas não corram pelo lado melhor, estou a apressar-me em tratar de um backup plan até ao ano seguinte.

A ver vejamos. E vós, como tem sido o vosso mês? Tenho saudades vossas e dos vossos cantinhos! Espero retomar à blogosfera em condições brevemente!

(Era bom era...)

Boa tarde,

Daniela

Happy (belated) birthday to me ♥

Atrasei-me com o post sobre o meu próprio aniversário. De facto isto de estudar confunde-me os horários todos. Ainda assim venho muito a tempo de o fazer... Ou assim o espero.

Como todos os anos, posso dizer que o celebrei em dois dias - assim como o meu amigo de berçário, que nasceu um dia antes de mim e que toda a vida me acompanhou. A dia 13 celebrou-se o dia dele. A dia 14 celebrou-se o meu. Mas já no sábado se planeava em como me pôr a beber à meia noite, como no domingo se comentava os primeiros minutos do rapaz. É sempre engraçado, é sempre pegado.

Mas este ano foi diferente.

As prendas não foram tão diversas, focando-se 90% em vestuário. Precisava-o. Claro que tenho roupa, mas não sou das que pode renová-lo a cada época de saldos. E a necessidade para algo digno de uma entrevista de trabalho ou sem remendos já era muito grande. Acho que pela primeira vez me senti bem em comprar roupa numa loja; apesar da C&A ter roupa de tamanhos grandes, não precisei de ir a essa secção. Pela primeira vez os números correspondiam à realidade e as primeiras escolhas cabiam quase sempre, ou caso não o fosse, havia números maiores (ainda fora da secção de plus size). Deduzi que a dieta estava finalmente a dar frutos, após três semanas. E pela primeira vez estava a escolher peças com as quais me identificava, ao invés de padrões estranhos como os que a avó escolhia na minha adolescência. Às bolinhas ou às cornucópias. Quase sempre roupa preta e cinzenta para fazer um luto imposto ou que ela também pudesse vestir. E uma das peças foi especial.

A Dani vestiu pela primeira vez uma saia. Quer dizer, já vesti em mais jovem, mas não nestas circunstâncias. Não foi uma saia qualquer. Não era daquelas pretas sem pregas como as que as senhoras velhotas usam, nem de ganga, escolhidas dentro dos mesmos parâmetros descritos acima para as blusas. É branca, é fluída e é comprida. Dei por mim no fim do dia, a caminho da festa de aniversário do meu amigo, a brincar com as bainhas da saia pelos dedos dos pés, como uma criança. E apesar da minha largura, sentia-me bem. Sentia-me bem de corpo, de espírito, em todo. A última vez que me senti tão divertida com uma saia foi entre os 12 e os 14 anos, quando comprei uma curta rodada, também muito gira. A dieta, por consequência, acabou por me reeducar na alimentação e desintoxicar. E o exercício físico tem-se refletido na resistência, na elasticidade e até na sensação não tão boa de ter as pernas rijas como rochas.

Nessa mesma noite também me estreei no convívio noturno. Pela primeira vez saí a um sábado à noite. Ríamos em grupo na rua e não me senti deslocada do grupo, mesmo com gente acabadinha de conhecer. Fugíamos da chuva e não me pareceu estranho ou embaraçoso. Estreei-me nos shots (!!!) e achei graça por ser a única a não me queixar de ardor no estômago. Rimos, a meia-noite chegou, fui bombardeada de mensagens e carinho. O retorno a casa foi marcado pela chuva que apesar de fria, foi bem-vinda. Olhei pela janela do carro e refleti sobre tudo. Dei por mim a sorrir.

O meu 22º aniversário prolongou-se até ao final de Domingo com mais chuva, gargalhadas numa festa pacata e a molenguice que se apressa a chegar depois de um almoço de fim-de-semana. Houve quem dormisse e não me importei. Notei que estavam todos relaxados e divertidos. E apesar de uma controvérsia ou outra, o dia acabou comigo a sentir-me recarregada e motivada. A dieta ficou na pausa mas não havia problema, era um dia especial. E ninguém que não fosse bem recebido o interrompeu. E agora, até à próxima Segunda-Feira, vai ser só trabalhar no duro.

Afinal, aquele feeling de que algo bom me esperava este ano estava mais do que certo.

 

Daniela

 

E depois dizem que é mau feitio

Chegam-se ao pé de mim com conversas tristes e depois de me fazerem a tampa saltar e de ouvirem o que não gostam, dizem que tenho mau feitio.

Duas vezes numa semana, gente. Duas. Vezes. Que me tentaram desmotivar a candidatar-me a Psicologia na faculdade. "Ah, Psicologia tem uma taxa de desemprego muito elevada, tenho amigas X que são psicólogas e não têm emprego","Ah, Psicologia tem uma média tão alta, candidata-te a algo mais baixo para teres a certeza que entras","Porque não te candidatas a algo mais produtivo?","Porque não te candidatas a mais opções!?".

 

As pessos que me dizem isto devem achar de que eu não pensei já no assunto ou que sou burra o suficiente para não estar atenta aos factos, creio. Assim sendo, a todas as antas quadrúpedes cujo objetivo de vida é desmotivar-me:

Deixem-me sossegada. Psicologia é o que eu quero conseguir fazer. Se não der não deu, tento para o ano ou para o próximo.  Não me vou candidatar a outra coisa qualquer se não me sinto bem nessas áreas. São as MINHAS opções de vida, SOU EU que as decido, são AS MINHAS metas. MINHAS. E quando eu algum dia mudar de ideias, se isso de facto acontecer, EU É QUE SEI PARA ONDE VOU.

Porra. Apetece-me berrar praticamente toda a secção caluniosa do dicionário.

Um dia sonhei com... #1 - Um sótão.

Espero que esta rúbrica cole.

Muitas vezes me dizem que devia sonhar mais por ser tão pessimista. Na verdade apenas guardo os meus sonhos para mim, com medo de que sejam igualmente destruídos. Mas há pequenos pormenores que se podem partilhar. Este surgiu há coisa de meia hora, quando ia sendo assassinada pelo meu roupeiro. Tenho uma avó que ateima em guardar o maior número de tralha possível e todas as divisões são vítimas, incluindo o meu quarto. Também lá tenho coisas minhas claro, coisas que um dia gostaria de levar comigo para uma casa. Porquê?

Desde criança que um dos meus sonhos é ter uma casa com sótão. Daqueles cujo teto é oblíquo e tudo. Por sorte o meu namorado só quer uma espécie de escritório/biblioteca onde possa criar prateleiras para pôr as suas recordações, mas eu queria mesmo esta divisão específica. Caves assustam-me, não têm o mesmo encanto. Penso que ganhei esse fascínio por viver numa casa onde o meu bisavô tinha quartos cujos tetos rebaixavam e por fim, um sótão em separado. Os filmes de criança também me faziam sonhar com isso. A luz que invade o espaço pela janela pregada no teto, que reluz as madeiras velhas e as caixas de sentimentos e carinho, que dá passagem à luz da lua para me abraçar em noites de solidão ou de simples consolo, o mesmo luar que esconde a magia da noite dentro daquelas paredes. E até mesmo com uma pequena cama de solteiro velha.

Sempre quis ter um sótão onde pudesse guardar a minha infância e revê-la de quando em vez. Ter lá momentos de paz quando a restante família está num reboliço, como fazem os miúdos ainda. Ser tema ou motivo de brincadeiras, como de caça ao tesouro, por exemplo. Talvez até uma pequena herança de memórias para os meus futuros filhos verem o quanto fui feliz. E até mesmo uma forma de manter a minha criança interior viva e saudável, ainda feliz e sonhadora, como hoje em dia temo ser. Era muito bom até. Talvez um dia.

 

Boa noite,

Daniela

A autora

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