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Violet Clouds

Empurrão para a frente

É de manhã que se começa o dia. E é de manhã que se estreia o blog outra vez.

Quando anunciei uma breve ausência, esperava ficar fora mais tempo. Mas em alguns dias, já reuni muita coisa para vos contar - coisas boas, coisas más. Coisas da vida, que como muitas de vós disseram, é sobre o qual devo escrever sem medo, sem receio. Durante, principalmente, a última semana, senti um balde de água gelada a cair-me sobre a cabeça. Já sabia que correr ou tapar-me ia ser escusado, viriam mais; assim sendo, preparei-me para os próximos. Caíram todos e muito honestamente, não querendo agoirar, não sei se não cairão mais. Quando se deu uma breve pausa, percebi que não é a afastar-me que iria manter-me de pé. Estava a fugir outra vez. Tenho de me segurar com firmeza, pensei eu. Tenho de aguentar, tentei eu.

E os dias não têm sido fáceis. Mas recordei-me de quando comecei este blog e sorri. Sabia perfeitamente quem eu era na altura. Essa pessoa de 19 anos tinha a resposta que julgava ser agora imprópria para mim. Tomei-a e voltei ao meu caminho: erguer-me com o sol que nasce e viver a vida como se não houvesse amanhã. Amar os próximos e sorrir. Voltar a ter esperança e lutar por ela quando não há vestígios dela. Esperar o melhor de tudo e preparar-me para o pior. Ser livre. E sonhar, ser criança, porque só as crianças contêm o segredo para a paz no mundo: serem elas próprias, sem condições.

Hoje lá tive uma luzinha acerca do visual do blog, já há muito preciso. Sinto-me orgulhosa do pequeno e simples cabeçalho e das mínimas alterações que fiz! Mas ainda falta alimar algumas coisas acerca das tags e dos posts para os menus. Já me decidi com as tags principais. Já limpei o pó ao cantinho. E como vocês recomendaram, um passinho de cada vez. Não venho em força, mas venho com uma cara nova.

A todos vós obrigada pela vossa paciência, e sejam bem vindos ao Violet Clouds!

 

 

Daniela

Hiatus... Isto para não fechar o blog.

Penso que seja a melhor decisão a tomar.

Os últimos tempos têm sido difíceis de dominar e hoje, com um abre-orelhas, percebi o seu cúmulo. Olhei para trás e apercebi-me que era escusado continuar a lutar contra o inevitável. Apercebi-me de que sonhar, seja com o que for, não passa de um sonho mesmo. Senti-me um saco de lixo, um monte de inutilidades. Olhei para o que tenho feito e reparei que estava a viver uma espécie de mentira.

A seguir e a ler coisas que no fundo não são do meu verdadeiro interesse para me inserir na sociedade. Conversas acerca de algo que discordo mas que a certo ponto perdi a voz para dizer o "não quero falar sobre isso". Deixei que me espezinhassem. Deixei que me usassem. E não me apercebi. Desleixei-me com quem eu sou e quem eu pretendo continuar a ser. E tenho noção de que feitas as contas, tudo isto começou há pouco mais de um ano.

Olhei para o blog e percebi que estava já muito longe daquilo que eu tinha estipulado para ele. Um blogue que representasse a minha vida, as minhas opiniões, a minha personalidade. Esqueci-me completamente de que teria apoiantes, mas muitos mais inimigos e não me preparei para ripostar. Os posts passaram a ser fruto de coisas que não eram bem o que pretendia representar. O blog perdeu o seu ser. O blog estava a tornar-se uma mentira pegada.

Decidi apagar todos os posts e deixar um anúncio de 24 horas para o seu encerro e comecei a selecionar tudo, a apagar dias inteiros.

Até que me deparei com aquilo que nunca foi mentira - as publicações que ainda me retratavam a sério.

Até que cheguei à linha por onde, mais uma vez, fui idiota e me desviei. E deixei de ser quem realmente era para dar lugar a outra pessoa, supostamente mais adaptável à sociedade. Deixei os meus pensamentos e o medo apoderarem-se de mim outra vez. Compreendi que apagar o blog era um erro. E que afinal de contas, nem tudo era mentira e ele acabou por cumprir o seu dever: relatar os meus dias, dias que vivi e cumpri, dias que registei para um dia, fosse para o que fosse e quando tivesse de calhar, me relembrasse das minhas ações e daquilo que sou. Foi a primeira vez em tantos blogues que me apercebi que ele estava finalmente a registar a minha essência e a servir o seu propósito.

E conclui que assim como eu, o blog precisa de uma pausa. Para voltarmos à mesma linha de raciocínio e apagar aquilo que foi errado ou mal colocado. Re-alinharmo-nos com o nosso verdadeiro ser. Voltar a retratar o estipulado, o que eu quero. O que eu sou.

Não, não faço a menor ideia de como reformular o blog, peço menos visualmente - que num blog faz uma grande diferença. Nem faço a menor ideia de quem lerá isto, uma vez que me apercebi de que perdi o interesse de muitos leitores. Mas hei-de ter ideias, eventualmente. Não recusarei uma ajuda, muito menos um conselho.

Mas preciso de tempo. Antes de voltar ao mesmo poço. E o blog, que me representa, também precisa.

Perdoem-me as palavras negativas. É por elas existirem que aqui estou a contar-vos que pretendo livrar-me delas - e confesso que talvez haja aqui por entrelinhas um pedido de socorro qualquer. Assim sendo ausento-me, com fé em voltar a encontrar-me comigo mesma e retomar à atividade da blogosfera, desta vez em condições.

 

Até um dia,

Daniela

Desafio Isto ou Aquilo

Eu tenho n desafios para fazer. Mas vi este no cantinho lindo da Just_Smile e decidi "roubá-lo". Acho que se podem preparar para os próximos posts terem estes desafios. Este desafio consiste em escolher entre uma opção ou outra. Algumas respostas marecem ambas ou nenhuma... Mas pronto, lá fiz! E se quiseres fazer também, façam favor! =)

 

1 - Não poder ter sentimentos OU não poder demonstrar o que sente

Esta é difícil. Não poder ter sentimentos iliba-nos de sentirmos a dor que muitos causam, ou até mesmo os seus lados colaterais. No entanto não poder demonstrá-los... Epá, ficam cá dentro a moder-me, não. Prefiro não poder ter sentimentos.

2 - Morrer afogado OU morrer queimado

Ambas... Parecem aflitivas. Eu acho que morrer afogado... Nem sei. Tá escolhido, pronto.

3 - Óptimo salário e péssimo emprego OU Péssimo salário e fazer o que se ama

Péssimo salário e fazer o que se ama. Ser miserável num emprego só por dinheiro que provavelmente não poderei usufruir tanto quanto quero... Nah.

4 - Ser imortal OU saber a data que se vai morrer

Saber a data em que se vai morrer. Ser imortal... Ver o mundo a deformar-se cada vez mais e ter de observar isso. Ao menos a saber a data, apesar de andar com macaquinhos na cabeça, ninguém me paraca de fazer tudo aquilo que alguma vez pensei fazer.

5 - Morder a língua OU bater com o dedo mindinho do pé

Morder a língua, Meu rico mindinho, já é pequenino... E já dói demais!

6 - Ser cego com um incrível talento para a música OU Ser surdo com um incrível talento para as artes

Ser surdo com um incrível talento para as artes. Apesar de ser algo muito difícil de imaginar. Viver no escuro é horrível, mas também é igualmente aterrorizante viver no silêncio.

7 - Viajar para o passado e conhecer seus ancestrais OU viajar para o futuro e conhecer os seus descendentes

Acho que ia dar um passeio ao futuro e mostrar aos meus tetranetos os ancestrais deles. Escolho viajar para o futuro e conhecer seus descendentes.

8 - Voar OU ler mentes

Voar. é como uma espécie de liberdade. Ler mas mentos dos outros dá-me ideia que iria ler muita coisa má. Credo.

9 - Elevador OU Teleférico

Elevador! O teleférico dá a ideia de que vai cair ;w;

10 - Por favor OU Obrigado

A ausência de ambos é irritante, mas ao menos que agradeçam... Portanto, o Obrigado.

11 - Dois pais OU Duas mães

Duas mães. O meu problema aqui não é com o facto de serem do mesmo sexo, mas sim por não me dar lá muito bem com a figura paternal.

Hello July! Obrigada pela prenda!

Acordei, não muito cedo, mas cheia de vontade de vir até aqui. Senti o mesmo impulso que surgiu quando pensei em recriar um blog: de agarrar num caderno e planear temas, rever os que já lá estavam por fazer, pegar na câmara e explorar o mundo. Para vos mostrar.

Penso que este sentimento desapareceu com a minha própria inatividade. Não que esteja mais ativa agora, mas... Não faço ideia, simplesmente voltou. O acontecimento pode também ser baseado em factos banais como a primeira vez em qualquer coisa. A sair à noite, a vestir uma saia comprida. Compreendo que coisas desses género não sejam de grande interesse, mas foi nisso que dei conta esta manhã. O blog é sobre mim. As minhas aventuras, momentos, opiniões. Provavelmente, ao tentar desviar-me para algo mais coerente ou mais comum, perdi-me na minha linha de raciocínio.

Fear not. Vou pôr o estaminé outra vez de pé. E vou listar as rúbricas que tenho e fazer delas qualquer coisa.

E vou ver os vossos blogues, que morro de saudades vossas!

Olá Julho! E obrigada por me devolveres o entusiasmo de ser blogger!

 Portanto até já. (=

 

 

Daniela

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