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Violet Clouds

Do último esboço...

... Saiu algo assim:

clash of the multiverse[0](grey).png

Já não aguentava as saudades da mesa gráfica e apesar de estar muito enferrujada, lá terminei o sketch. Apliquei muita coisa nova aqui e apesar de os efeitos não estarem muito a meu gosto, orgulho-me de o ter feito à "mão". Nada de brushes pré-feitos aqui. Também não foi aclamado por muitos, mas fiquei feliz pelos poucos que se sentiram interessados. E agradeço bastante a quem mo diz. Enchem-me o coração de alegria por ter dado um passo fora da minha "zona de conforto", ainda que não pareça ser um passo muito comprido.

Enfim... Sei lá. Há muito tempo que não me sentia tão satisfeita nesta área. Faz anos a última vez em que fiz um desenho tal e qual como o queria. E certamente que vou ignorar as más línguas acerca disto (isto é essencialmente para quem sabe o que fez). Há mais de dez anos adorava um dia chegar a este objetivo de desenho e hoje em dia anseio por melhorar ainda mais, mas para a little me do passado:

There you go.

Un petit a part #46

Com o fim do mês vem o recomeço do aperto que tenho no peito. Agarro-me às garantias de que vai correr tudo bem, e detrás de toda esta ansiedade, eu sei que vai ficar. Mas não deixo de temer por aqueles que amo, por muito que me pergunte todos os dias se vale a pena, se e para o que deva avançar.

Mas acho que é positivo - e um tanto ou quanto engraçado - confessar que arranjei qualquer coisa para me distrair. Compreendo que a minha melhor hipótese neste Verão tremendamente longo é esperar por novidades e que se houver forma de o fazer sem martelar o cérebro por coisas que não posso fazer, é de aproveitar.

... E não é que tenho?

Não abandono por completo as minhas "musas" de desenho, até por sou uma espécie de romântica incurável (à excepção para comigo mesma). Mas a modos que ver esta e aquela série, dou-me conta que fiquei extremamente agarrada ao protagonista da série The Flash - o próprio Barry Allen, interpretado pelo Grant Gustin. A última vez que isto aconteceu foi há muitos anos com o infamous Harry Potter...

... E depois de me aperceber disto, o lápis de carvão voltou a trabalhar. E enquanto o desenhei fugi do mundo que não conseguia pôr na pausa.

Tinha saudades de desenhar e precisava mesmo de o fazer. Portanto, decididamente, fiquei rendida ao Scarlet Speedster!

E para caso de suscitar a curiosidade, aqui está o rapazinho:

 

 

Olho da tempestade

Sou novata em muita coisa.

Chegar a esta conclusão é estranho e ao mesmo tempo é óbvio. Há muita coisa para aprender na vida e quando pensamos que já vimos de tudo, que já experimentámos de tudo, há ali algo que vem para nos dar um "caldo na cabeça" (estilo Gibbs, NCIS) e avisar-nos que não é bem assim. Faz parte do crescimento do ser humano e é normal. No entanto não é nada fácil levar com os primeiros impactos. E como pude ler hoje algures, nunca estamos bem preparados para uma dificuldade na vida, porque se estivéssemos, não seria evidentemente difícil.

E entre o alvoroço que essas situações levantam, é raro haver um momento em que tudo de repente se resolve na nossa consciência. Apesar da raridade, acontece e acho que cheguei a esse cúmulo recentemente. No meio de tanta coisa e após tantos anos existe a tendência de esquecermos factos que outrora foram óbvios e incontornáveis, talvez porque a dada altura não haveria motivo para serem alterados e foram tomados como dados adquiridos.

O que quero dizer no meio disto tudo é que há uns anos atrás, certos factos eram óbvios para mim. Não queria ir para a faculdade e tinha ideia de que vias seguir: formações numa determinada área e buscar trabalho sem descanso, cuidar dos meus, ser feliz e crescer. Recordo-me que a certo ponto senti-me feliz por saber o que fazer. E entretanto pelo caminho, com tanto empurrão da vida, achei que talvez até pudesse tentar entrar na faculdade e encarei o desafio. Verdade seja dita ainda nada foi revelado, portanto pode ser que aconteça. Mas às vezes a realidade faz o favor de nos chamar à atenção e fez-me perceber que no stress e na correria de estar a tentar, esqueci-me de que há outras vias, que não tenho de ser como os outros da minha idade, que há formas. Que não preciso de desistir de uma coisa, mas que posso fazê-la quando for a hora certa para mim e não para a qual a sociedade atual achou que devia acontecer.

Que todos nós temos o nosso ritmo de crescimento e que nem sempre é pelo mesmo caminho.

Sosseguei-me a certo ponto, depois de me enervar semanas acerca do que pode ou não acontecer. Não perdi nada em estudar e no futuro não me arrependerei de não o ter feito. Se entrar ótimo... Se não entrar, não era para ser já. Mas importa que não desisti, nem quero desistir, e que de facto preciso de ter mais fé em mim mesma e no Mundo. E claro que depois de um texto deste tamanho, há que fazer aquilo que foi escrito e ter esperança para um futuro melhor, seja qual for o desfecho.

E decididamente, tenho mesmo de tomar consciência daquilo que realmente quero e tenho de fazer.

... Ainda bem que nunca fui daquelas crianças que ansiava por ser adulta. Não são as responsabilidades que me atormentam, mas o mundo de hoje? Ah... sim. É desse que quero proteger a criança que existe em cada um de nós.

 

 

 

Das tais mini-férias

Bom, tenho mesmo de ganhar genica e enfrentar o stress, portanto vamos lá então falar do que já queria ter falado.

Prometi-vos que ia contar qualquer coisinha acerca das minhas mini-férias em Julho, uma semanita em Fiães. Apesar dos problemas que deixei atrás das costas (os quais não podia, nem posso fazer nada acerca deles...), uns dias longe de casa ajudou bastante a rever muita coisa a nível pessoal e geral. Não saía de casa há imenso tempo. Foi pouco depois de as lágrimas começarem a cessar que me apercebi que estava no comboio, a ir para longe. Estava a fazer o que me dava muitas saudades, ainda que não fosse para o destino preferido: entrar no comboio e zarpar para "casa".

Podem passar os anos que passarem, mas Porto vai ser sempre casa para mim. Não sei porquê. Já nem tenho lá habitação, mas tenho memórias e histórias, tenho amigos e conexões. Sinto-me mais em casa lá num só dia do que um ano inteiro em Lisboa e até hoje não houve nada que mudasse isso. Mesmo assim não passei por lá... Saí em Espinho. E um pedacinho de mim estava a chorar rios porque naquele Domingo ia ser lançado o oitavo livro do Harry Potter, mas do mal ao menos.

Foi uma semana de compreender muita coisa, de sair "da caixa" e aventurar-me. Não posso dizer que foi cinco estrelas, longe disso; há coisas para além do aceitável que lá se gramou, mas não era comigo e passou-se bem. No entanto, a minha irmã agarrou em mim todas as noites e levou-me a conhecer a terra. Pode não ser muito grande, mas é muito bonita.

Vi pirilampos ao vivo pela primeira vez, a passearem à minha volta. Explorei o mato e as ribeiras. Dei uma olhada a cada curva e cada sítio e respirei ar puro. Levantei-me toda a semana com o sol na cara sem os berros das minhas vizinhas, mas com os berros dos miúdos (ao menos não se queixavam das outras vizinhas cuscas). Voltei a cantar (haja saúde, pensava que se tinha extinguido) e descobri que não sou apta a tocar guitarra. Conheci gente nova e simpática e voltei a ver alguns amigos queridos do passado. Senti o carinho de uma irmã, que é sempre importante para mim, e ganhei mais três, dois amorzinhos e um ainda por nascer.

Perdi horas a olhar para o céu estrelado que por aqui raramente se consegue ver, embalada com o som do vento e da natureza. Fui à praia e consegui ficar com uma tez normal (milagre, tenho marca do biquini e tudo!). E sempre que chegava à praia, olhava incessantemente para a direita, à procura do paradão onde passei horas, infelizmente muito longe da vista. Fechei os olhos e tentei esquecer que não podia chegar-me só um pouco mais perto, não podia vaguear ali, não podia reencontrar velhos amigos e velhas memórias. Relembrei-me n vezes que não passam de histórias no passado.

Mas certamente que não me importaria absolutamente nada de um dia, quiçá, construir ali o meu futuro. Com tantas voltas que o mundo dá, uma viagem de comboio apenas torna decisivo o ponto de vista para o qual miro essa escolha, essas mudanças, esse fado.

E foi isto... De lá trago experiências novas, uma forcinha extra, quilos a menos e convição para deixar de beber café. Até que foi muito bom. Agora é ser forte e paciente, que Setembro já está aí perto com muitas novidades e alarido.

 

 

 

E vós, já tiveram as vossas férias?

Boa tarde,

Daniela

Acerca da última postagem

Venho por este meio pedir-vos desculpa perante o meu último post. Compreendo que não fui rude ou indelicada, mas sei que estava desesperada.

Francamente, ainda estou. Mas com o passar dos dias fui ajudada a pensar com mais alguma clareza. Continuo sem saber a informação que queria - e continuo a apreciar quem me possa dar umas dicas - mas estava a sofrer por muita antecipação. O que sempre foi um defeito meu.

Na maior das sinceridades, o receio ainda cá habita, mas está dormente. Espero eu ter o controlo suficiente para que surja quando tenha de surgir, possibilitando a grande proeza de ainda assim, aí o ter sob controlo na mesma. Embora eu tenha essa qualidade de me acalmar no olho da tempestade, o que é irónico. Não é de facto o que tem acontecido ultimamente, mas tenho noção de que o motivo paira sobre um número elevado de problemas à tona.

Toda esta situação acaba por ser um grande confronto entre mim e aquilo que ainda não fiz e já devia ter feito. De facto, saí da escola e corri para uma formação quando os currículos eram esquecidos por quem os recebeu. Procurei emprego e quando tornou a falhar, tornei-me explicadora. Mas ainda não fui capaz de ter calma no reboliço destes cinco anos. Não que fosse fácil, mas podia ter tentado. E é a pensar nestes anos todos, em retrospetiva a tudo por aquilo que já pensei, que me pergunto "Porquê eu?".

Mas é também no passado que encontro respostas, nas minhas origens. É no passado que compreendo que tenho muita coisa em meu favor. E é com o passado que sei que agora no presente, sou capaz de ultrapassar isto se tiver calma.

É hora de me agarrar firmemente e rezar, pedir força para conseguir.

Hei-de conseguir. Ou assim o espero.

 

Já fui e já vim de férias

Desta vez a ausência do blog justifica-se:

Estive fora uma semana daqui destes ambientes. Verdade seja dita não fui para um lugar extremamente melhor, mas precisava de uma mudança de ares. E fez bastante efeito. O que não nos mata faz-nos mais fortes, não é?

Estive quase lá. Tão pertinho. Estive tão perto de casa que me doía o coração por não poder lá ir ter. Ainda que dita casa, fisicamente, já não exista. Mas aquela terra foi o meu lar e que, em momentos de tristeza, me arrependo de ter recusado em ficar lá fixamente. Mas matei saudades de outras coisas - afinal era mesmo ali ao lado.

E no meio do caos e da tempestade, reencontrei-me. Isso é muito mais que excelente.

 

Portanto hei-de falar-vos melhor sobre onde fui e o que fiz muito em breve aqui no blog. É um "já venho" muito rápido. E que Agosto, que ainda agora começou, traga mais bons momentos de Verão.

Capturar.PNG

 (Estação ferroviária de Espinho)

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