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Violet Clouds

Do dia de hoje

Ora bem.

Primeiro dia pós Natal. Ainda as festividades vão a meio e já se pensa por aqui em canjinha e chá para fazer um ligeiro detox senão não se aguenta. Ainda há sobras, mesmo que este ano tenhamos feito menos doces para "não sobrar" mas há sempre maneira de isso acontecer. Também ando com os pesos de um lado para o outro por descargo de consciência. Acho piada quando me dizem "Esquece a balança e o exercício agora" e do nada, uma Dani meio inchada e refilona exclama: "Esqueço uma ova, posso não emagrecer mas ao menos não engordo, cacete!". E daqui saem sempre caras de espanto, acompanhadas de um "Não tinha pensado nisso dessa forma" ou um "Eh... Good point".

Nem me quero lembrar que ontem foi um Natal deveras sombrio, gente. A morte do George Michael ´foi mesmo de nos apanhar a todos de surpresa por trás, recheada de ironia até à raíz. Deus o tenha em bom descanso, assim como todos aqueles que sucumbiram a esta terrível onda de massacre musical que ocorreu em 2016. Credo... Já chega, ainda faltam cinco dias para o final do ano e uma pessoa já tem medo de quem possa ainda vir a seguir.

E por fim, como se já não me tivessem perguntado há uns dias atrás, está na hora de talvez pensar em resoluções de Ano Novo - e como faço todos os anos, espero trazer-vos essas resoluções para cá uns dias antes do Reveillon. É certo que já tenho umas pensadas, e vou-me repetir um pouco, houve algumas resoluções que correram bem. Mas há uma ou duas penduradas de um ano para o outro... E para o outro... E para o próximo... Que se calhar têm mesmo de ser revistas.

Sabem, aquelas resoluções que não se concretizaram e que já se deu quinhentas voltas ao assunto. Não falo de ideias como perder peso (essa é sempre constante, hei-de lá chegar) ou de ver alguma coisa em particular (como neve no meu caso, com certeza que um dia terei mesmo essa chance), mas falo daquelas resoluções que por muito que a gente tente, tem sempre um buraco e já se tentou demasiadas vezes. Talvez seja hora de serem revistas, sim.

Talvez seja hora de pensar melhor na minha vida doutro ponto de vista e procurar perspetivas de todo o lado... E mudar o meu ponto de vista.

 

Feliz Natal!

E porque o dia ainda não acabou (tenho 6 minutos ainda), desejo-vos a todos um feliz e santo Natal, cheio de coisas boas, amor e saúde! Espero que tenham passado um dia excelente em família e que o Pai Natal tenha sido generoso convosco, porque vocês certamente merecem!

Cá por casa passou-se o Natal conforme se pôde. Não faltou docinhos, mas faltaram as fotos (lamento, só mesmo das prenditas). Cozinhámos até tarde, fizemos batota com as prendas e o dia de hoje foi passado em DIY's que haverei de vos mostrar em breve! Já o Pai Natal este ano foi até muito generoso comigo e de facto sei que tenho mesmo muita sorte em ter saúde, família, amor e até mesmo umas prendinhas. Mas parece que este ano a mensagem foi para cuidar um pouco mais de mim, ser um pouquinho mais feminina e relaxar um bocado!

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E como foi o vosso Natal?? Contem-me tudo!

Boa noite,

Daniela

Christmas wishlist 2016

 É verdade que ainda não acabei de falar da viagem que fiz em Outubro, mas quando vim ver alguns dos blogues lindíssimos aqui do sítio, reparei que não tinha uma wishlist para este Natal.

E honestamente eu tenho algures um post nos rascunhos a falar sobre isto. Que não me tenho sentido muito natalícia depois de tantos problemas financeiros e tanta volta que foi 2016. Foi um ano péssimo e muito sinceramente não creio que me devesse preocupar com prendas. Em pouco ou nada sinto o espírito natalício este ano e as prendas não tapam esse buraco, o que é grave, sendo que o Natal é tempo de família e de amor.

Mas também é de esperança e essa tem-me faltado bastante.

No entanto, e porque tenho saudades de vos escrever, permiti-me escrever sobre o que gostaria de receber este Natal. Imaginei-me como se tivesse ganho o EuroMilhões ou parecido (se bem que não jogo, but you got the point!) e daí saiu... Isto.

 

 

 

 Bom a lista poderia ser muito maior mas mesmo que fosse milionária, ficaria satisfeita com apenas uma ds escolhas fosse qual fosse. E vocês, o que pediriam ao Pai Natal?

Boa noite,

Daniela

Fim de semana no Porto - parte 2

Ora, continuando o post anterior...

Não tive muita sorte em reencontrar alguns dos meus amigos enquanto estive no Porto. É verdade que poderia ter perguntado, enviado mensagem... Mas estava lá por outros motivos. Era um fim de semana de descanso a dois, de carinho e de um pouco de nostalgia.

Nostalgia essa que nos levou no domingo de manhã a atravessar a ponte em direção a Arcozelo. Levei o namorado a conhecer alguns pontos turísticos que ainda me recordava, começando pela capela da Santa Maria Adelaide.

No entanto, antes de partirmos, tomámos o pequeno-almoço no hotel e além de me ter envergonhado com a máquina do café (porque ainda estava meio cansada da viagem e não conseguia ver os botões), foi o suficiente para rir e notar que os empregados acharam que nós estávamos um bocado trocados nas ementas, sendo eu a mais larguita e ele o mais magro.

Digamos que enquanto eu optei por escolher frutas e coisas simples (fora as panquecas, essas foram obrigatórias no prato), o namorado encheu-se de panquecas e bolos e tudo a que tinha direito duas vezes. Mas foi excelente!

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 (não tenho veia de instagrammer, não senhor... mas escolhi de tudo um pouco!)

Senti borboletas no estômago quando comecei a reconhecer as casas, as ruas, o ambiente. Fiquei entusiasmada em dizer-lhe que já não ia precisar de utilizar o GPS durante algum tempo. Adorei a cara que ele fez, uma mistura de fascínio e assombro, quando entrámos na capela para ver a santa à medida que lhe contava a sua história e saímos em direção ao seu museu. Lembranças compradas e tudo o mais, prosseguimos para as próximas paragens.

Não pude tirar muitas fotografias porque escolhi ficar a viver o momento o máximo que conseguia. Mostrei-lhe onde morei e onde ia diariamente visitar familiares e amigos, fazendo questão de lhe mostrar o caminho que percorria para ir comprar pão quando lá estava (que sempre que lhe explicava que era horrivelmente longo, ele não parecia ficar completamente crédulo). Guiei-o pelas ruas, apontei para edíficios e contei-lhe histórias, ri sem razão aparente. Parámos em frente da antiga associação Nova (sucessora da associação SER) e contei-lhe os meses mais felizes da minha infância, mostrei-lhe onde aprendi a andar de bicicleta e onde aconteceram coisas estranhas entre adolescentes de terras diferentes como eu (essa fica para outro dia, porque tem a sua graça). Mostrei-lhe onde fui livre de preocupações, onde me desprendi do mundo, onde recebi as bases da minha educação que me fizeram crescer demasiado rápido.

E escondi a dor que me assolapava por já não morar ali, mas mantive a postura. Pedi-lhe para continuarmos e conduzi-o à zona costeira, onde andámos ainda um bom bocado pela praia da Granja e de S. Félix da Marinha (enganei-me, estava tão eufórica que me confundi com as praias da Granja e da Aguda, oops). Sentámo-nos um bocado à beira mar e contei-lhe mais histórias e algumas características da zona, as diferenças entre aquele local e onde moramos, o porquê do encanto. E como estávamos ainda bem a tempo, retomámos a viagem para visitarmos a praia do Senhor da Pedra.

Sim, aqui já tirei fotos. Passeámos um pouco pelo parque que existe perto da capela e tirámos algumas fotos aí antes de entrarmos na praia, onde a veia de pinguim surgiu e não perdi tempo nenhum em tirar as botas. Mostrei-lhe o interior da capela e as traseiras, banhadas pelo mar e contei-lhe a história que costumam contar na vila acerca da capela. Acredito pessoalmente que estava a dar-lhe uma maneira diferente de visitar estes locais, porque temos feitios diferentes e eu sou um bocado mais entusiasta que ele, mas fiquei na esperança de lhe ter dado alguma coisa de interessante para ouvir!

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 (a minha cara de parola está associada ao que o rapazinho me estava a dizer!)

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 (o interior da capela do Senhor da Pedra)

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 (parte 2)

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 (parte 3)

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 (parte 4)

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 (a entrada da capela)

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 (acho que tirei a foto quando estávamos a voltar para o carro...)

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 (... e por muito que reclamasse, ele fez questão de carregar as minhas botas só para eu poder ir à beira da água)

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 (e graças a isso pude apanhar estas pedrinhas bonitas =) )

E... como já me estiquei com as fotos e as memórias a divagarem enquanto escrevo, vou deixar a terceira e última parte para o próximo post, com o restante dia de Domingo e o regresso a casa na Segunda-feira. Mas passar por todos estes pontos numa só manhã (ou mesmo todo o percurso que fiz no fim de semana) souberam-me a pouco mas souberam-me muito, muito bem. E ainda me recordo de ouvir o meu namorado a rir-se ao olhar para mim e dizer que estava "elétrica". Mas só assim lhe consegui explicar porque é que semanas antes quis tanto ir até ali, estando a dois ou três quilómetros, quando visitei a minha irmã.

Só assim é que lhe pude explicar que foi ali que o meu coração achou que devia ser o meu lar. Independentemente que voltasse a morar ali ou não.

Foi ali que cresci aos poucos, de férias em férias. Foi ali que fui feliz.

É ali que sinto que estou onde deveria estar.

Bom feriado a todos,

Daniela

 

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