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Violet Clouds

Baby steps to somewhere.

Não tem sido fácil vir aqui.

Sinceramente nada tem sido fácil desde a semana passada. Não estou sozinha nisto, é um facto, mas se tenho meia hora por dia para descansar a cabeça é muito. Tenho ido para outro lugar dar algum descanso à minha tia porque estar em casa é demasiado mau. Acho que nem vou prolongar-me por aí.

Até lá espero por um e-mail que não me dá esperança nenhuma - nem sei para que vai haver uma segunda fase, não creio que ninguém vá sair dali. Já estou a começar uma turma de explicações nova, com segredos a meio. Tento rir-me para toda a gente, tento deixar as bocas e a "pena" passar-me ao lado mas ao final do dia cai toda a tristeza e a vergonha sobre mim. Eu já chego ao cúmulo de não compreender o porquê de me sentir envergonhada. Nesse departamento nem fui eu que criei o problema, não fui eu que espalhei a palavra. Não devia ser eu a frontend disto.

O gostoso do IEFP - not - também me espantou muito - muito not - por não terem nada para mim. Falam falam, que têm soluções, têm tudo, e vou lá eu meio desesperada e dizem-me que com o meu perfil nem sabem o que fazer. Se não andasse tão feita barata tonta, juro que ia a Setúbal.

No fundo, eu não sei já que fazer. Existem algumas luzes que piscam como se estivessem prestes a fundir-se, as quais observo sem saber se as deva proteger ou não. Lutar e proteger por sonhos não me tem levado a muitos sítios. E se for o negativismo a falar é nestas alturas que eu peço à vida que me mostre o contrário. Que me mostre que ao lutar temos o que queremos. Que sonhamos e temos de pôr o sonho em prática. Que quem procura alcança. Mas escusa de ser à besta, porque nem assim lá vai.

Há coisas que não compreendo. Talvez a felicidade tenha mesmo de ser vivida em segredo. Talvez tudo na vida tenha de ser planeado em segredo. Por agora a única coisa que entendo é que os dias continuam e eu não tenho outro remédio senão andar para a frente por uma estrada que não me mostra nem aponta para onde vou.

Talvez porque nem eu saiba já para onde deva ir.

 

.

Tennho tanta coisa que gostava de dizer. Quero tanto gritar até a voz falhar e os soluços pararem de uma vez só. Quero tanto, mas tanto, dizer do fundo do peito o quanto odeio o sistema, o quanto odeio os preguiçosos e também o quanto me odeio a mim própria neste momento.

Há tanta coisa para dizer.

Tanta coisa para pensar. Outra vez. Refazer planos, porque levei outra vez com a porta na cara. Já não sei para que lado me virar. Nem se me levante outra vez ou arrume as botas. Não que queira desistir. Mas é cansativo dar o litro, esperar verões inteiros, morder os lábios mil e uma vezes para não sonhar alto e depois cair tudo por terra sem sequer levantar vôo. Pela terceira vez. Talvez já esteja demasiado velha para estudar. Talvez seja sempre a azarada que leva com os erros do sistema. Qualquer dia pensam que é invenção minha, não fossem as provas.

Estou farta, estou cansada. Mas hoje não é dia de dizer nada. Por hoje vou só fechar os olhos e esquecer o dia de hoje, as horas de espera a fio, as várias asneiradas que voaram da minha boca.

Hoje é só mais um dia para me esquecer de que não consegui entrar na faculdade novamente.

 

 

Un petit a part #53

Note to self:

Não faças planos. Já sabias disso, que não se devem fazer planos seja de que forma for, a longo ou a curto prazo. Portanto não planeies de todo. Deixa a tentação de fechar os olhos e imaginar todo o resultado a partir de cada ação ficar apenas como isso mesmo, como algo a não mexer. Que os sonhos sejam só sonhos.

Por vezes o prazer de abrir as asas e voar por todo um céu de ideias e possibilidades não é mais forte do que a queda que se dá quando acreditamos mesmo nelas e a vida te faz aterrar à força. às vezes o receio que nós temos pouco antes de nos darmos a esse luxo, aquele de sonhar, era o melhor conselho que alguma vez devíamos ter conseguido.

Portanto vive o presente. O pouco que se aproveita de cada dia, já como o fazias. Assim nada te surpreende nem tão pouco te magoa. Aprecia cada momento, abraça cada segundo e não esperes pelo futuro para ser feliz.

Sê feliz agora.

 

 

Do blog.

Anda-se por estas bandas a cozinhar qualquer coisa para o blog, é verdade.

É hora de mais uma viravolta em todo o cantinho e de fazer limpezas outonais. Ver todo o meu percurso como blogger outra vez é qualquer coisa de entusiasmante: o nosso crescimento como seres humanos e como escritores. Tentei tirar o máximo de publicações que no fim de contas se tornaram desnecessárias e fora de contexto, deixei ficar algumas outras que valiam a pena. Recordei bons e maus momentos e reli as minhas próprias palavras como se fossem cartas futuras para o eu de hoje. Quiçá me ajude em mais uns dias de espera, que para minha infelicidade se tornaram rotina este mês. Mas 2017 tem sido um ano de mudanças e de coisas boas. Tenho esperança que haja algo bom guardado para mim também. E é nesse espírito positivo que em breve estarão sem dúvida alguma novidades novas por aqui.

Apenas gostaria de deixar uma dica a todos vós que lêem e também gostam de adornar os vossos blogues: muita atenção a que site retiram as vossas imagens. Por muitos anos retirei imagens do We Heart It e para meu desgosto, muitos dos posts mais antigos, até mais ou menos meados de 2015, desapareceram. Se querem que os vossos posts continuem com as mesmas imagens e também as retiram daí, sugiro a que também façam uma revisão ou que simplesmente tenham cuidado. Eu pessoalmente fiquei bastante triste com alguns posts cujas imagens eram perfeitas para o tema e agora nem sinal delas.

Enfim. Nunca mais é quinta-feira.

 

Boa tarde,

Daniela

Bem vindo, Setembro!

Eu tinha dito há algum tempo que ia deixar de fazer este tipo de posts mas a verdade é que já andava doida para ver o fnal de Agosto.

Não que tenha sido tão arrastado como costume, mas estes últimos dias passaram a passo de caracol. É provável que seja fruto da minha ansiedade, mas é diferente. Há uma esperança nova, uma atitude mais vincada. Cá no fundo acho que as coisas vão ser diferentes; as pessoas dizem-me que vai ser diferente. Portanto acho (e espero, muito sinceramente) em não cair num erro crasso ao dar as boas vindas ao novo mês na esperança de virar uma página nova na minha vida.

Portanto, o que espero eu de Setembro?

Primeiro lugar, e muito importante, espero não cair de cabeça pela ravina abaixo. Se fôssemos ilustrar a minha consciência com o típico tema do anjinho e do demónio, iríamos ver um consílio dos deuses dentro desta cuca teimosa. Uns de um lado a combater o pessimismo do outro e talvez um grupo mais a leste de quem só quer cinco minutos de silêncio, panelas a voar, todo um cenário ao estilo ACME. E logo a seguir a isso estar assegurado, espero muito poder mudar de ares. Já basta eu ter a noção de que me vou sentir uma "cota" na faculdade (embora saiba que há lá imensa gente da minha idade ou até mais velhos, I know, I know) mas pachorra para muita coisa, eu já sei que vai faltar. Mas espero poder conviver um pouco mais e sei lá, dar um up novo ao meu ano.

Até agora, 2017 não me tem falhado. Quiçá continue assim.

Ah. E por último, quero muito voltar ao ambiente outonal. É a minha estação do ano preferida e nem é pelo dito cujo sweater weather (cá com os meus botões, isso é mais lá perto do Natal). Já tive alguma praia, gostava de ainda lá ir mais uma vez este ano mas se não puder ser também não fico triste. O que importa é que Setembro comece com a força toda e que se mantenha assim, revigorante e cheio de surpresas boas.

 

E vós, o que esperam deste mês?

Boa tarde,

Daniela

 

A autora

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