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Violet Clouds

Lógicas da batata #1 - Entrevista de trabalho

Após o "excelentíssimo" dia que tive hoje, decidi criar o "Lógicas da Batata": tag para tópicos referentes a acontecimentos/ocorrências que não têm ponta por onde se lhe pegue. A primeira desta série é sobre a rica entrevista de trabalho que tive hoje.

 

Diga-se de passagem que saí de casa de nariz torcido. Fui calmíssima, já preparada para o que ia acontecer, mas de pé atrás com o facto de que a morada que me tinha sido atribuída ser de uma garagem. Fiz questão de consultar a Google maps para dar uma olhada à zona e não vi nada a indicar um estabelecimento Zon... juntando isto ao facto de ter conseguido esta entrevista quando um senhor pediu "pessoas para vários postos de trabalho" - sem se especificar - fui avisada de que podia ser uma ratada qualquer.

 

Portanto... Fui acompanhada. Tínhamos em mente passar pela zona e se não víssemos nada a dizer Zon ou ninguém nos soubesse dizer onde é que era o dito cujo sítio, dávamos meia-volta e compensávamos a viagem a distribuir currículos pelo Colombo inteiro. Por casualidade estava lá um poster com o nome da empresa e portanto, entrei.

Nunca vi sítio mais desorganizado. Aquilo parecia um autêntico galinheiro. Todos a fumar lá dentro, os trabalhadores a olharem-se de alto a baixo, secretárias cheias de trabalho por fazer trocado por um jogo de solitário ou por um telefonema repleto de risadas, obviamente alheio ao trabalho. A minha tia diz que enquanto preenchia um formulário, o chefe andava de um lado para o outro a pedir para que se comportassem, apontando (in)discretamente para a nossa localização. Algo como "portem-se bem, senão aquela não fica cá". Soube disto cá fora... Mas não demorou muito para que mo fosse dito, porque a minha entrevista de trabalho demorou 1 minuto e meio... Se tanto!

Se o homem me fez duas perguntas, foi muito. Além de me perguntar "Então é o seu primeiro emprego!?", com o meu currículo na mão, pergunta-me se tenho dificuldades em comunicar com os outros e quanto é que eu estou à espera de receber. "Damos-lhe um dia à experiência com outros três colegas e no fim poderá dizer-nos se deseja continuar cá ou se desiste do cargo", finalizou o homem e abriu-me a porta.

 

Ora bem. Questionar-me sobre o meu primeiro emprego com o currículo nas unhas era desnecessário, porque as letras são jeitosas, grandes e redondas. Perguntar-me quanto é que eu gostaria de receber foi pior ainda, porque isso quem quer saber sou eu. Não andei a ler na testa do pessoal que lá andava aos berros quanto é que eles recebiam... Oferecer-me um dia de experiência até nem me pareceu mal. Concordei em fazê-lo até ter saído e me terem explicado o que se sucedeu, enquanto eu procurava por números de BI e contribuinte e quês. Agora fazerem ambiente bonito para me convencerem a lá ficar? E despacharem-me em menos de dois minutos?

 

A sério?

 

Resultado: para não perder 7 euros em viagens, esqueci o assunto e fui distribuir currículos no Colombo. Fui melhor atendida e esclarecida pelas meninas dos balcões do que por um suposto patrão. E amanhã, toca a distribuir mais.

 

Isto há com cada uma... Quem é que já teve uma experiência assim parecida, sem cabimento?

 

Boa tarde,

Daniela

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