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Violet Clouds

Un petit a part #49

Já estamos em Fevereiro de 2017 e embora não veja grandes mudanças, noto que têm aparecido coisas novas, tendências diferentes. Já voltei a desenhar, não como antes (pudera, mal tenho tempo de me coçar) mas já com alguma frequência, tenho tido interesse em alguns desafios e até mesmo em DIYs.

São praticamente todos a ver com o telefone, porque entretanto é aquilo que mais utilizo no meu dia-a-dia, mas sempre é qualquer coisa. Despachei muita gente que me deixava o cabelo em pé com conversas fora de série e voltei a interessar-me por coisas que gosto. Quanto muito, acho que isso já é uma evolução muito boa. Os fones voltaram a ser os meus aliados e quem paga as favas é a minha bateria, mas ao menos estou a gastá-la por algum motivo que me entretenha. Já não fazia isso há muito tempo; perder tempo com hobbies em cada buraco que encontre no meu trabalho. Em parte relembra-me os velhos tempos em que fugia para o cantinho do cais das ambulâncias do Hospital Geral de Santo António e perdia lá horas a desenhar à espera de ser chamada para serviço.

Ou mesmo quando era mandada, de bicicleta, ir buscar pão e jornais para o café às sete da manhã e quando estivesse livre, voltava a passar horas pela manhã fora a apanhar sol no parque, agarrada a um caderno. A ver os esboços ganhar vida, a ter algum interesse. A criar laços com aquilo que só o lápis consegue criar.

De facto nunca fui alguém sociável. Não sou assim tão besta nem repudio ninguém, mas sempre preferi estar sozinha. A diferença foi que com o passar do tempo esqueci-me de como é que isso me fazia feliz ao achar que devia tentar adaptar-me à sociedade. Porque a escola era assim mesmo, porque seria um ambiente novo, porque ficar sozinha o resto da vida ia deixar-me miserável, diziam eles.

Balelas.

Claro que não vou andar a pregar por aí acerca do quão fantástico que é, mas sou feliz em saber quem é mesmo meu amigo e conservá-lo. Dar-lhes toda a minha merecida atenção. Sou feliz por estar em paz comigo mesma e estou mais do que contente por voltar a aprender a aceitar-me como realmente sou e a celebrá-lo sem pensar que ser assim é "errado".

I'm happy in my own little world.

 

Constipações, trabalho e correria

Boa tarde gente! Como vai a vida por aí?

 

Parece que a tendência para estar ausente demasiados dias seguidos no blog tem persistido, mas pelo menos não é por falta de conteúdo. Por aqui a vida tem estado um pouco agitada: lidar com "dramas" da terceira idade, dar explicações aos pequenitos e por vezes sentir que estou na verdade a ser ama deles, escrever resumos noite fora para os miúdos mais velhos. É o que me é exigido e estar parada é que não pode ser, portanto é sempre a andar.

Não tenho tido muito espaço para fazer aquilo que me acalma e deixa satisfeita, mas pelo menos já me consegui desligar de muito stress virtual que me andava a seguir desde 2015 por parte de outras redes sociais (particularmente do deviantART... Quem acha que aquilo é só desenhos bonitos vai muito bem enganadinho e para espanto de muitos, as birras vêm de pessoal mais velho que eu). Ainda assim tenho pedido bastante ajuda e dicas por parte de artistas mais experientes para voltar a desenhar com mais assiduidade e praticar mais vezes. Isto de andar parada há muito tempo ou a fazer um rabisco ocasional aqui e além não ajuda nada, de todo.

Por outro lado, tenho-me rido com os meus alunos mais velhos e as suas "pancadas" da adolescência. Parece que Kizomba já não é giro e agora o que oiço sair dos fones deles é funk brasileiro, o que me questiona acerca do gosto musical dos miúdos. Algumas jovens mais velhas começaram a ouvir K-Pop (pop coreano) e têm paixonetas pelos cantores. Mas nesse aspeto não posso falar muito, porque na falta de coisas melhores para fazer comecei a jogar numa aplicação de visual novels coreana. Primeiro era o Japão a espalhar-se e agora é a Coreia do Sul? Jasus!

Uma delas já andou a pesquisar sobre a possibilidade de casar com um dos cantores, vejam bem.

 

No meio da confusão consigo sorrir e aguentar. Pode ser que em breve volte com toda a força e temas que tenho anotado à parte para falar aqui!

 

Boa tarde,

Daniela

Falhei o desafio!

Uma das minhas resoluções para 2017 era fazer o 100 happy days challenge... E ainda consegui chegar até dia 8, mais ou menos, dia 9 já foi atrasado. E calma gente, não foi por falta de tempo (como acusa a maioria dos desistentes), eu andei a tirar fotos feita louca, eu insisti no desafio de procurar o lado positivo de tudo.

Mas para alguém como eu, que leva o dia em casa (incluindo a trabalhar), acabo por ficar sem coisas para fotografar. Não digo que o desafio seja impossível, porque não é. E é extremamente gratificante.

Eu é que estou demasiado embrenhada numa rotina constante, uma que não é a que quero, sem forma de a romper.

 

"Ah, mas basta ter força de vontade, o primeiro passo para mudar de vida é querer mudar!"

 

Eu vou concordar com isso quando o segundo passo não me aprisionar tanto, magoar os que amo e ser egoísta. E quando o terceiro passo não for impossível de alcançar porque não há mesmo mais soluções a meu redor. Não sou pessoa de estar estagnada, de estar parada, mas estava a espernear tanto contra as paredes que se têm levantado que me magoo a mim e a quem está perto de mim pela impaciência de querer continuar com a vida para a frente e nem por cima ou pelos lados ou à marretada consigo passar.

Again, acredito que as coisas possam mudar e que estes desafios - seja de fotos ou de vida - não sejam impossíveis. São muito possíveis até.

Apenas não é a altura certa ainda e o desafio maior que tenho em mãos é ter paciência e não desistir. Portanto quando for finalmente a hora... Hei-de recomeçar o desafio, porque sei que sou capaz.

 

Ainda de 2016 - A tattoo

Pois é, aqui a maria Dani andava a falar muito de tatuagens isto, tatuagens aquilo, se fazia ou não, tinha que ser algo muito certo...

Acabei por fazer e por uma boa causa. Bom, não fui eu a ter o gesto nobre mas sim a magnífica Daniela Salvador, que trocou tatuagens de 5cm por bens alimentares e outros essenciais para auxiliar uma família da localidade em necessidade. Para mim continua a ser um gesto de ajuda - até porque o decidi marcar na minha pele ao invés da minha tia.

E também foi para lhe mostrar que não dói assim tanto, embora estivesse um tanto ou quanto borrada de medo mas pronto. Também pulei logo para um sítio que nunca ninguém se lembra, quando a tatuadora (linda!) me diz que na verdade até é dos sítios que dói menos. E então lá foi: combinei tudo isso com algo que adoro tanto e que de uma forma ou outra sempre marcou os meus blogs, principalmente o primeiro. Daí surgiu...

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Adorei-a, não doeu praticamente nada. Aliás, ia adormecendo na marquesa. Já tenho de a retocar porque as estrelinhas à volta já sumiram mas disseram-me que é normal; entretanto divirto-me com a reação das pessoas, principalmente as que não esperavam que eu fizesse algo assim. E fico de coração cheio quando olho para ela e sei porque a tenho. Ah... E fico sempre super feliz quando me dizem que é a minha cara!

Feliz Ano Novo e as tais resoluções!

Levei o dia inteiro a escrever este post. Sinto-me cansada (por um bom motivo, o Ano Novo foi fantástico) e sem muitas palavras para vos falar acerca das resoluções de Ano Novo. E sendo sincera estou a fazê-lo novamente porque para meu espanto, no meio de tanto desastre, consegui cumprir quase todos os objetivos que estabeleci para o ano de 2016.

Pintei o cabelo, fiz o exame de Biologia e Geologia (e tive positiva!) e candidatei-me à faculdade (embora não tenha entrado), desenhei um pouco mais para mim, consegui terminar a Ayumi, viajei e fui uma boa porção de vezes à praia, consegui começar as limpezas à casa (mi-la-gre!) e fui obrigada a tornar-me mais forte. E no meio disto tudo e de muito choro e desespero, aprendi muita coisa nova e fui feliz, ainda que por breves momentos, quando menos esperei. Portanto, seguindo a mesma fé que me levou a escrever um post sobre os meus objetivos para o ano novo, cá vão as ditas resoluções para 2017.

 

Retomar ao programa da perda de peso

Esta é do ano anterior... E não a cumpri. Estudar para os exames fez-me inchar imenso e por muito que pedalasse e corresse o peso e a largura não iam abaixo. Portanto a ver se retomo a este objetivo com pés e cabeça e força nas canetas. Pode ser que este ano chegue a meio da meta e fique feliz aos 95 quilos.

 

♥ Arranjar trabalho e tomar uma decisão acerca da faculdade

Já procuro trabalho há muitos anos e não tenho tido sorte, o que me conduz a começar uma turma de explicações por volta de Setembro e Outubro. Mas preciso de continuar a crescer. Quero ajudar mais em casa e ajudar-me também. Em 2016 voltei a ir aos exames e embora tenha conseguido a nota que pretendia, não foi suficiente para a candidatura. Sei que é o preço a pagar por ter desistido do futuro quando estava no secundário, mas não é razão para ficar especada ou para continuar a correr contra a mesma parede que insiste em não abrir uma porta, janela ou buraco que seja de oportunidade. Talvez se possa intitular de uma crise de valores pessoais, mas tenho pensado que talvez seja hora de rever os meus objetivos de vida e o que quero realmente fazer a respeito de educação.

 

♥ Aprender a costurar e a plantar

Costurar e plantar são duas habilidades que predominam na minha família mas que não foram ensinadas às gerações mais novas. Além de aprender mais qualquer coisinha, posso finalmente aprender a cultivar para proveito próprio e costurar ou remendar, usar tecidos que tenho cá por casa para projetos bonitos e prendas para quem mais gosto. O saber não ocupa lugar, não é?

 

Juntar dinheiro

This one is pretty self explanatory. No que toca a finanças o ano anterior foi horrível, péssimo, macabro e não quero que se repita. É necessário juntar algum dinheirito para garantir alguma qualidade de vida aos meus familiares e adaptar a casa às necessidades deles.

 

Ver neve

Esta é aquela pobre resolução que salta de um ano para o outro e nunca se concretiza. Haja saúde...

 

Viajar

Viajei mais do que esperava. Há anos que tenho ficado por casa, pela terra em que moro, sem me perder pelos encantos de Portugal. No entanto surgiu a chance de voltar a apreciar uma viagem de comboio, de ir à praia e voltar a ter a pele ligeiramente bronzeada, de vaguear e rever terras queridas. Portanto se não for pedir muito, gostava de o poder voltar a fazer este ano junto dos que mais amo.

 

Continuar com as limpezas e obras

Em terra de avós que guardam recordações e traquitanas até à vigésima quinta geração, já foi uma grande vitória começar a dar a volta a tudo o que cá temos e a separar o que nos faz falta do que pode ser dado a quem mais precisa e do que já cumpriu os seus propósitos e merece ir fora. Este ano pretendo continuar com essa saga de renovação e organização para que depois das obras em casa, possamos sentir mais alguma segurança e conforto na simplicidade do lar.

 

Voltar ao blog

Tenho saudades vossas e não vos tenho dado a devida atenção! E quero voltar e falar de mais coisas e mostrar-vos o pouco que me deslumbra do mundo!

 

Aprender a ser feliz

Aqui englobam-se todos os factores importantes. Os últimos doze meses foram de desafios, quedas e perdas. Corações partidos, dúvidas assombrosas, a grande tentação de desistir por mais que isso não vá fazer diferença nenhuma. Houve muita dor e decepção, mas houve mais razões para limpar as lágrimas e levantar-me das cinzas, pensar noutra solução. Foi um ano de crescimento. Fui feliz por breves momentos, descansei e aproveitei-os até à última gota, mas sei que tenho mesmo de começar a ser mais calma e a enfrentar os problemas de frente e com coragem.

Este ano tenho de aprender a dançar na chuva, a sorrir mais vezes, a ter mais fé e a encontrar o lado bom da vida em cada minuto, cada detalhe, cada olhar. E espero conseguir.

 

E sem mais demoras, não vos chateio mais hoje! Espero que tenham aproveitado o Reveillon e que tenham festejado muito! Desejo-vos um feliz Ano Novo repleto de saúde, paz, amor, alegria e prosperidade!

Boa noite,

Daniela

 

 

Do dia de hoje

Ora bem.

Primeiro dia pós Natal. Ainda as festividades vão a meio e já se pensa por aqui em canjinha e chá para fazer um ligeiro detox senão não se aguenta. Ainda há sobras, mesmo que este ano tenhamos feito menos doces para "não sobrar" mas há sempre maneira de isso acontecer. Também ando com os pesos de um lado para o outro por descargo de consciência. Acho piada quando me dizem "Esquece a balança e o exercício agora" e do nada, uma Dani meio inchada e refilona exclama: "Esqueço uma ova, posso não emagrecer mas ao menos não engordo, cacete!". E daqui saem sempre caras de espanto, acompanhadas de um "Não tinha pensado nisso dessa forma" ou um "Eh... Good point".

Nem me quero lembrar que ontem foi um Natal deveras sombrio, gente. A morte do George Michael ´foi mesmo de nos apanhar a todos de surpresa por trás, recheada de ironia até à raíz. Deus o tenha em bom descanso, assim como todos aqueles que sucumbiram a esta terrível onda de massacre musical que ocorreu em 2016. Credo... Já chega, ainda faltam cinco dias para o final do ano e uma pessoa já tem medo de quem possa ainda vir a seguir.

E por fim, como se já não me tivessem perguntado há uns dias atrás, está na hora de talvez pensar em resoluções de Ano Novo - e como faço todos os anos, espero trazer-vos essas resoluções para cá uns dias antes do Reveillon. É certo que já tenho umas pensadas, e vou-me repetir um pouco, houve algumas resoluções que correram bem. Mas há uma ou duas penduradas de um ano para o outro... E para o outro... E para o próximo... Que se calhar têm mesmo de ser revistas.

Sabem, aquelas resoluções que não se concretizaram e que já se deu quinhentas voltas ao assunto. Não falo de ideias como perder peso (essa é sempre constante, hei-de lá chegar) ou de ver alguma coisa em particular (como neve no meu caso, com certeza que um dia terei mesmo essa chance), mas falo daquelas resoluções que por muito que a gente tente, tem sempre um buraco e já se tentou demasiadas vezes. Talvez seja hora de serem revistas, sim.

Talvez seja hora de pensar melhor na minha vida doutro ponto de vista e procurar perspetivas de todo o lado... E mudar o meu ponto de vista.

 

Feliz Natal!

E porque o dia ainda não acabou (tenho 6 minutos ainda), desejo-vos a todos um feliz e santo Natal, cheio de coisas boas, amor e saúde! Espero que tenham passado um dia excelente em família e que o Pai Natal tenha sido generoso convosco, porque vocês certamente merecem!

Cá por casa passou-se o Natal conforme se pôde. Não faltou docinhos, mas faltaram as fotos (lamento, só mesmo das prenditas). Cozinhámos até tarde, fizemos batota com as prendas e o dia de hoje foi passado em DIY's que haverei de vos mostrar em breve! Já o Pai Natal este ano foi até muito generoso comigo e de facto sei que tenho mesmo muita sorte em ter saúde, família, amor e até mesmo umas prendinhas. Mas parece que este ano a mensagem foi para cuidar um pouco mais de mim, ser um pouquinho mais feminina e relaxar um bocado!

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E como foi o vosso Natal?? Contem-me tudo!

Boa noite,

Daniela

Christmas wishlist 2016

 É verdade que ainda não acabei de falar da viagem que fiz em Outubro, mas quando vim ver alguns dos blogues lindíssimos aqui do sítio, reparei que não tinha uma wishlist para este Natal.

E honestamente eu tenho algures um post nos rascunhos a falar sobre isto. Que não me tenho sentido muito natalícia depois de tantos problemas financeiros e tanta volta que foi 2016. Foi um ano péssimo e muito sinceramente não creio que me devesse preocupar com prendas. Em pouco ou nada sinto o espírito natalício este ano e as prendas não tapam esse buraco, o que é grave, sendo que o Natal é tempo de família e de amor.

Mas também é de esperança e essa tem-me faltado bastante.

No entanto, e porque tenho saudades de vos escrever, permiti-me escrever sobre o que gostaria de receber este Natal. Imaginei-me como se tivesse ganho o EuroMilhões ou parecido (se bem que não jogo, but you got the point!) e daí saiu... Isto.

 

 

 

 Bom a lista poderia ser muito maior mas mesmo que fosse milionária, ficaria satisfeita com apenas uma ds escolhas fosse qual fosse. E vocês, o que pediriam ao Pai Natal?

Boa noite,

Daniela

Fim de semana no Porto - parte 2

Ora, continuando o post anterior...

Não tive muita sorte em reencontrar alguns dos meus amigos enquanto estive no Porto. É verdade que poderia ter perguntado, enviado mensagem... Mas estava lá por outros motivos. Era um fim de semana de descanso a dois, de carinho e de um pouco de nostalgia.

Nostalgia essa que nos levou no domingo de manhã a atravessar a ponte em direção a Arcozelo. Levei o namorado a conhecer alguns pontos turísticos que ainda me recordava, começando pela capela da Santa Maria Adelaide.

No entanto, antes de partirmos, tomámos o pequeno-almoço no hotel e além de me ter envergonhado com a máquina do café (porque ainda estava meio cansada da viagem e não conseguia ver os botões), foi o suficiente para rir e notar que os empregados acharam que nós estávamos um bocado trocados nas ementas, sendo eu a mais larguita e ele o mais magro.

Digamos que enquanto eu optei por escolher frutas e coisas simples (fora as panquecas, essas foram obrigatórias no prato), o namorado encheu-se de panquecas e bolos e tudo a que tinha direito duas vezes. Mas foi excelente!

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 (não tenho veia de instagrammer, não senhor... mas escolhi de tudo um pouco!)

Senti borboletas no estômago quando comecei a reconhecer as casas, as ruas, o ambiente. Fiquei entusiasmada em dizer-lhe que já não ia precisar de utilizar o GPS durante algum tempo. Adorei a cara que ele fez, uma mistura de fascínio e assombro, quando entrámos na capela para ver a santa à medida que lhe contava a sua história e saímos em direção ao seu museu. Lembranças compradas e tudo o mais, prosseguimos para as próximas paragens.

Não pude tirar muitas fotografias porque escolhi ficar a viver o momento o máximo que conseguia. Mostrei-lhe onde morei e onde ia diariamente visitar familiares e amigos, fazendo questão de lhe mostrar o caminho que percorria para ir comprar pão quando lá estava (que sempre que lhe explicava que era horrivelmente longo, ele não parecia ficar completamente crédulo). Guiei-o pelas ruas, apontei para edíficios e contei-lhe histórias, ri sem razão aparente. Parámos em frente da antiga associação Nova (sucessora da associação SER) e contei-lhe os meses mais felizes da minha infância, mostrei-lhe onde aprendi a andar de bicicleta e onde aconteceram coisas estranhas entre adolescentes de terras diferentes como eu (essa fica para outro dia, porque tem a sua graça). Mostrei-lhe onde fui livre de preocupações, onde me desprendi do mundo, onde recebi as bases da minha educação que me fizeram crescer demasiado rápido.

E escondi a dor que me assolapava por já não morar ali, mas mantive a postura. Pedi-lhe para continuarmos e conduzi-o à zona costeira, onde andámos ainda um bom bocado pela praia da Granja e de S. Félix da Marinha (enganei-me, estava tão eufórica que me confundi com as praias da Granja e da Aguda, oops). Sentámo-nos um bocado à beira mar e contei-lhe mais histórias e algumas características da zona, as diferenças entre aquele local e onde moramos, o porquê do encanto. E como estávamos ainda bem a tempo, retomámos a viagem para visitarmos a praia do Senhor da Pedra.

Sim, aqui já tirei fotos. Passeámos um pouco pelo parque que existe perto da capela e tirámos algumas fotos aí antes de entrarmos na praia, onde a veia de pinguim surgiu e não perdi tempo nenhum em tirar as botas. Mostrei-lhe o interior da capela e as traseiras, banhadas pelo mar e contei-lhe a história que costumam contar na vila acerca da capela. Acredito pessoalmente que estava a dar-lhe uma maneira diferente de visitar estes locais, porque temos feitios diferentes e eu sou um bocado mais entusiasta que ele, mas fiquei na esperança de lhe ter dado alguma coisa de interessante para ouvir!

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 (a minha cara de parola está associada ao que o rapazinho me estava a dizer!)

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 (o interior da capela do Senhor da Pedra)

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 (parte 2)

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 (parte 3)

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 (parte 4)

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 (a entrada da capela)

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 (acho que tirei a foto quando estávamos a voltar para o carro...)

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 (... e por muito que reclamasse, ele fez questão de carregar as minhas botas só para eu poder ir à beira da água)

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 (e graças a isso pude apanhar estas pedrinhas bonitas =) )

E... como já me estiquei com as fotos e as memórias a divagarem enquanto escrevo, vou deixar a terceira e última parte para o próximo post, com o restante dia de Domingo e o regresso a casa na Segunda-feira. Mas passar por todos estes pontos numa só manhã (ou mesmo todo o percurso que fiz no fim de semana) souberam-me a pouco mas souberam-me muito, muito bem. E ainda me recordo de ouvir o meu namorado a rir-se ao olhar para mim e dizer que estava "elétrica". Mas só assim lhe consegui explicar porque é que semanas antes quis tanto ir até ali, estando a dois ou três quilómetros, quando visitei a minha irmã.

Só assim é que lhe pude explicar que foi ali que o meu coração achou que devia ser o meu lar. Independentemente que voltasse a morar ali ou não.

Foi ali que cresci aos poucos, de férias em férias. Foi ali que fui feliz.

É ali que sinto que estou onde deveria estar.

Bom feriado a todos,

Daniela

 

Fim de semana no Porto - parte 1

E cá está o tão prometido post, que está atrasado um mês e uma semana... Sorry... Eu sei que o riso estranho que estou a fazer agora não me vai desculpar, mas tem sido um bocado difícil manter uma rotina que não inclua "trabalho" ou "limpezas outonais de urgência" que me têm deixado elétrica. Não fazem a mínima ideia do quão entusiasmada tenho estado com isso, mas esse assunto fica para outro post.

Este serve para vos contar acerca do fim-de-semana que passei no belo Porto!

Ora, o namorado teve, finalmente, uma semana de férias após três longos meses em França e como ele não iria estar presente no nosso sexto aniversário de namoro, que foi no dia 8 de Novembro, ele achou que era uma boa chance de fazer algo especial. Juntou o aniversário de namoro à alegria das férias e a querer levar-me daqui para fora naquele fim de semana que era de natureza catastrófica a nivel ambientar em casa (isto é, andamos todos muito gloomy com o aniversário de óbito da minha mãe, por muito que tentemos não estar). Foi tudo planeado por ele e a única coisa que me foi dita foi "faz a mala, amanhã chego a Portugal e sábado partimos". A urgência para nos voltarmos a sentir juntos depois de três meses de ausência e distância era grande e fiz logo a mala.

Tinha muita coisa planeada para lhe mostrar mas não tenho a mesma sorte com planos que ele tem, porque choveu demasiado durante todo o fim de semana e embora já esperasse chuva, não a esperava aos baldes daquela forma. Partimos de casa cedo, perto das 9h, para podermos chegar a horas ao santuário de Fátima e darmos uma volta por lá. A chance é rara e como ficava de caminho, aproveitámos. Tivemos alguma sorte e não estava muito cheio, o que foi bom para não nos sentirmos tão apertados lá dentro. Visitámos as capelas, comprámos lembranças, eu rezei. Fiquei feliz por lá ter passado. Acabámos por comer qualquer coisita num dos cafés antes de nos pormos a caminho novamente.

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Esta é a minha fotografia preferida ♥

20161015_122944.jpgAlgumas lembranças para a família

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Eu tentei esperar que a rapariga se desviasse mas ela estava tão ocupada a desenhar que deixei que ela ficasse na foto. Espero que não te importes, se veres isto aqui =)

20161015_125303.jpgComo o tempo até estava bastante soalheiro em Fátima, pensei que pudesse ter alguma sorte pelo caminho mas mal chegámos perto de Vila Nova de Gaia, o céu voltou a ficar cinzento. Chegámos ao hotel cedo mas estávamos estafados da viagem e cheios de fome, portanto fomos logo procurar comida. E como lhe tinha prometido aos meses, levei o moço ao Capa Negra II, que ficava ali perto! Comi a minha primeira francesinha e fiquei super feliz - e ele também ficou todo encantado! À medida que caminhávamos e visitávamos algumas lojas e locais acabava por me rir com a cara dele acerca de algumas coisas, particularmente palavras e fiz de propósito algumas vezes em não lhe dizer o que queriam dizer. Sim, chamem-me ruim, mas também fui "praxada" quando era novinha, tinha de calhar a alguém.

Nessa noite ainda o levei à Avenida dos Aliados e procurei por amigos meus no Quartel dos Bombeiros do Porto, mas além de ele não estar lá... apanhámos uma molha péssima. Regressámos ao hotel como pintaínhos encharcados. E por lapso meu, não tirei fotos ao quarto (sorry...), mas ficámos no Ipanema Park, na rua Serralves. Era um quarto executivo (penso eu) bastante acolhedor, ficámos bastante surpreendidos com o preço e a qualidade dos serviços!

 

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 A boa da francesinha!

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 Uma foto tirada sorrateiramente a duas das ambulâncias expostas no quartel dos bombeiros. Admito que esta foto foi com intenção de fazer pirraça à minha tia ;p

E... Visto que foram três dias, vou dividir o post para que não fique muito longo. Portanto amanhã, espero eu, contarei o que se sucedeu no Domingo, que para mim, foi muito mais especial.

Boa noite,

Daniela

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