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Violet Clouds

Actualização... E um desabafo.

... Mas não estou recomendável, ainda.

A todos vós, peço perdão pela ausência... Mais uma vez. Gosto por norma de, quando me ausento seja de onde for, avisar com antecedência ou mesmo colocar o devido cantinho em Hiatus, ou o famoso "volto já" de alguns dias ou semanas. Mas como puderam talvez antecipar pelo post anterior - já eliminado - as coisas não andam tragáveis de todo. E como reparei que tinha rebentado pelo lado errado... Cá estou eu.

Já não são as explicações e os miúdos que me tomam o tempo - até me têm ajudado na abstração dos problemas. Mas ser confrontada, mais uma vez, com situações do foro familiar afectaram-me. Recordo-me de em Março de 2014, salvo seja, ter-vos escrito o quão confusa estava após saber da existência de uma futura irmã, ligada a mim por um pai... Que nunca foi, nem sabe ser pai. Lembro-me de andar três dias desnorteada e calada até me terem encostado à parede e me forçarem a deitar cá para fora o que sentia - raiva, frustração, desilusão, desgosto. Iria nascer uma criança sem pai, com dramas da família paterna até à raíz do cabelo, com stress pelo caminho. Estava para nascer outra "eu", pronta a calçar um dos meus sapatos e a sofrer os calos que essas características lhe iriam trazer.

Até que por aventuras e desventuras, sete meses depois, é a mãe da criança que me força a escolher entre ELA (ela própria, não a menina) e a minha família materna. A que me defendeu com unhas e dentes perante os dramas acima mencionados, a que me calçou, vestiu e alimentou, a que me tratou e a que me educou, a quem devo o meu ser. E isto depois de vários avisos para não provocar mais... E após dita confirmação de que ela além de embriagada, não estava a respeitar o nosso horário de trabalho (que é à noite - após as explicações, preparar a matéria e os resumos para o dia a seguir) e muito menos respeitar um "Agora não te atendo nem a ti nem ao Papa. Estou a trabalhar. Mais logo". Parece-me óbvio que depois de um dia com crianças em casa, um bebé por tomar conta enquanto a mãe tratava de assuntos vários e após ter sido enervada decide embriagar-se num café da zona, o carro que avaria a meio do caminho e muitos mais problemas de stress, que ser interrompida a meio do trabalho faz rebentar a paciência de qualquer um, quanto mais a alguém com problemas de tiróide - e que já de si nem se devia enervar.

Não, nem isso foi respeitado, ouviu o que não gostou. E daí querer que eu escolhesse entre os erros dela e a minha família.

E por evidentemente escolher a minha família - a minha verdadeira família e quem detém a razão, apesar da forma como ela foi exposta (por gritos... ninguém perde a paciência e fala baixinho) - forcei-me a sair da vida da criança. A que apenas olha e não sabe ainda do que se trata. A inocente que, espero eu, vir ter comigo e procurar as respostas que apenas EU tenho em posse quando crescer. As dúvidas sobre o pai, sobre a família dramática, sobre o meu afastamento. Depois de Março de 2014 a preparar-me para a ajudar, para estar do lado dela, para a proteger daquele que de nós nunca quis nem quererá saber e para o enfrentar, fui forçada a abandonar o barco. Depois de me acostumar ao nome, ao rosto, às manhas e aos sorrisos. E desde então, tenho sido difamada - assim como a minha família - pelas redes sociais por parte da senhora.

Daí a minha falta de paciência, a minha ausência, a minha confusão. Não é de todo fácil afastarmo-nos de alguém de sangue que ao princípio nos deixou em choque e sem saber o que fazer. Mas nunca, jamais, virarei as costas àqueles que me ajudaram a crescer e fizeram de mim a mulher que sou. Saberei, de longe, observá-la e protegê-la, se assim for necessário. Saberei esperar, apesar de já ter pensado várias vezes em esquecer o assunto.

Saberei entrar de volta no cenário desde o momento em que ela esteja em perigo - que é constante dentro do seio familiar dela. Mas enquanto estiver tudo bem, eu ficarei apenas à espera que ela cresça e me procure. Irei ouvir cada pergunta, cada palavra, cada pressuposição ou cada mentira que lhe seja incutida. E irei estar lá, com tudo em mão, para lhe provar do que é certo ou do que é errado e dizer que não, não a abandonei. Apenas tive de me afastar e ficar nas sombras.

 

Desculpa, pequena, por estares a pagar pelos erros do nosso pai. Desculpa por não estar presente. Desculpa, mas não posso ir contra quem tem a razão e acima de tudo, quem me salvou a vida de estar nos teus dois sapatos.

Infelizmente, um dia, irás compreender.

A todos vós peço perdão e vou tentar voltar à blogosfera o mais prontamente possível. Tenho saudades vossas. Aqui eu tenho amigos.

Boa tarde,

Daniela

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