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Violet Clouds

As notícias passaram a ser filmes de terror.

Tenho ideia de que hoje foi a 'gota-de-água' no que toca aos telejornais, às notícias, a tudo. Acabo por não saber se devo ver as notícias ou não.

Falo nisto especificamente devido ao surto de ébola. A televisão assusta-me, os media assustam-me. Não sei se com todo o sensacionalismo devemos começar já a criar fortes em casa ou não. A doença sim, é grave. Grave ao ponto de assustar-nos (e deve assustar-nos, não somos mais do que os contagiados). Mas irrita-me que - por exemplo - a TVI alerte constantemente as pessoas como "Suspeito de Ébola em Portugal!", "Suspeito de Ébola foi internado em Hospital X!" "Portugal está a tentar responder à situação!", "Os resultados das análises serão conhecidos daqui a 5 horas!", "Os resultados das análises serão reconhecidos dentro de 4 horas, 59 minutos e 59,9 segundos!".

Epá, é grave. Nós já percebemos. Mas os afectados com todo o "exagero" da notícia, em específico os mais velhos, ficam aterrorizados. Apanham crises de nervos. Passam a ser eles as vítimas não do ébola, mas de ataques de pânico, ataques cardíacos, AVC's. Os políticos sofrem de ataques de caspa, entretanto. Se não me faço entender com a situação desta epidemia presente, recordemos então a tragédia do Meco: investigaram milhares de associações académicas, entrevistaram alunos e só mostraram as respostas que lhes convinham, fizeram das praxes académicas uma espécie de ritual satânico, generalizaram a tragédia para todas as faculdades quando de facto, as praxes não são caóticas em todo o lado. Hoje quem paga por isso são os veteranos que são vaiados na rua ou, como soube por um amigo meu, reparam que há idosas a rezar o terço à frente deles, como se se estivessem a preparar para o exorcizar.

Portanto... Tanto eu como muitos estamos alertados para a situação presente do ébola, sabendo que este está de momento a ser o maior surto de há 40 anos. Temos medo. Queremos estar a par. Mas não queremos ser enganados (no caso de alguém pensar que o que eu estou a sugerir é que nos mintam e digam que está tudo bem) nem queremos ser pressionados pelo sensasionalismo ou por teorias tiradas do chapéu. Para a maioria são teorias, mas para uma porção dos leitores passam a ser factos, a ser um possível filme de terror.

Entretanto acabo de escrever e continuo com a noção que daqui não consigo nada que outros não tenham já tentado. Que este tipo de "terror mediático" surgiu em casos como a gripe das aves, dos porcos, malária... Honestamente, espero que acabe da mesma forma: que lhe consigam pôr um travão, que as mortes parem e a cura apareça.

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