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Violet Clouds

Da dieta.

Boa tarde, caros leitores! Espero que Agosto esteja a correr bem e a quem está de férias, espero que se esteja a divertir. Quem ainda está à espera delas, tenha fé! Está perto!

Ora, como anteriormente dito, fui forçada a fazer dieta por motivos de força maior, nomeadamente, de saúde. Por muito que já tivesse criado algums rotinas de exercício físico e que já tivesse feito cortes na minha alimentação, o peso e o volume corporal aumentavam sem dó. Na consulta médica fui informada de que estava muito próxima de passar a ter problemas de hipotiroidismo e como não aguentei os nervos, perdi a força de vontade no consultório. O médico e a minha tia encaminharam-me para um programa mais rígido e completo, onde tive de aprender a comer de forma saudável e a combinar isso com exercício físico e um inibidor de apetite (apesar de não ser bem esse o problema). Com tudo isto também fui advertida de que tenho de aprender a controlar o meu stress e os meus problemas de ansiedade.

Os últimos não têm sido fáceis, because life is a bitch lately. Mas de resto, desde 25 de Maio consegui descer dos 101kg para os 96,5kg. Ainda que já devesse ter perdido mais, os nervos não me ajudaram nesta caminhada, mas dados os obstáculos na perda de peso (entre eles, a questão do hipotiroidismo), o médico está satisfeito. Agora, o que é que eu tenho feito?

Uma mão cheia de coisas. Apressei-me a encomendar o suplemento alimentar que o médico me receitou (e olhem que ele detesta passar este tipo de coisas, só o faz se forem eficazes) e enquanto não chegava, construí uma rotina de 1 hora de exercícios em casa, divididos entre 30 minutos de bicicleta e outros 30 minutos em dez exercícios. Determinei um dia de descanso e um "dia do doce" (onde tenho a possibilidade de comer algo mais calórico). A pesagem é feita todas as Segundas-feiras em jejum e passei a comer com mais frequência, em menores quantidades. A partir das 18h não posso consumir hidratos de carbono, o que fez com que as minhas refeições passassem a ser praticamente todas à volta de saladas ou com condimentos vegetais. Doces e fritos estão fora de questão, salvo as ditas exceções no que toca aos doces. A fruta deve ser acompanhada de leite (ou derivados), o pão deve ser integral ou no caso de ser normal, consumi-lo até ao meio-dia.

E eis que a Dani lá se lançou à dieta. Não custou de todo (com exceção nos dias em que me enervo ou me sinto ansiosa e o meu organismo pede por algum tipo de alimentos, que são por norma doces). O exercício físico também não tem custado muito, mas principalmente agora de Verão tem sido muito difícil fazê-lo todos os dias, mas lá se tenta. Já como em menos quantidade, já não sinto "desejos" de coisas como hidratos de carbono. Vim a saber que a necessidade de consumir lacticínios e algumas frutas são devido às disfunções da tiróide e que os devo controlar.

Oh um exemplo do que costuma ser o meu jantar.

IMG_20150620_200658.jpg

Neste dia até foi uma salada mais completa, mas noutros dias substituo o arroz/massa/batatas por salada/macedónia/esparregado/outro tipo de leguminosas.

Em suma?

Não tem sido muito difícil de suportar. Apesar do meu peso, que sempre foi elevado, sempre fui contra as dietas, principalmente se não fossem executadas e me proporcionassem fome. Aqui neste caso, dada a presença obrigatória de alguns alimentos benéficos para o bom funcionamento da glândula tiróide e a necessidade de diminuir a massa gorda e convertê-la em massa muscular, fome é coisa que não sinto. Ao longo do tempo, o meu corpo também tem manifestado menos cansaço, menos inchaço e até mesmo menos dores de cabeça e semelhantes. Os meus joelhos é que não gostam da ideia, e todas essas coisas boas desvanecem quando tenho um dia cheio de stress ou de surpresas nada agradáveis, mas acima de tudo estou contente com o progresso que tenho feito.

O próximo passo - agora - é manter a rotina de exercício e controlar a ansiedade. A minha tia também quer agora desafiar o lado psicológico da situação e quebrar alguns dos meus taboos: por exemplo, vestir um biquiní. Estamos à espera de um dia soalheiro e da oportunidade para descobrir-mos se já consigo saltar para esse patamar, sentindo-me confortável com ele ou não, sabendo se gosto de o usar ou não (e dando-me ao trabalho de escolher um na loja que me fique bem - check!).

Que fique claro que a minha prioridade, no meio deste plano todo, não é o meu aspeto físico, mas sim a minha saúde. Levar com o balde de água gelada no consultório não foi nada bonito, muito menos saber que os meus esforços seriam todos em vão por causa desse problema, que ainda estou a tempo de adiar para daqui a alguns anos. O assunto "sociedade e opiniões alheias relativamente ao meu corpo" já pouco ou nada me incomoda; quem me ama de verdade, aceita-me como sou e apoia-me na perda de peso ou não. Não me vão julgar por uma gordurinha a mais ou a menos. E enquanto posso fazer alguma coisa por mim abaixo, visto que essa opção está a tornar-se impossível se eu nada fizer, também posso muito bem aprender de que formas me sinto bem comigo mesma. Seja com calças ou saia, calções, fato de banho ou biquini. Em 22 anos fartei-me dos olhares de julgamento das outras pessoas, que não sabem colocar-se nos sapatos de quem tiram as ditas medidas por pura malvadez ou outros motivos. Além disso, hoje em dia (e passo a citar o que tenho lido por aí) "perder peso é errado porque se deve aceitar quem somos" e "não tentar perder peso é prova de sedentarismo e preguiça, descuido da imagem". Entre outros. Se tudo é motivo de crítica, prefiro agradar quem mais importa no meio disto tudo, que só por acaso sou eu. Credo.

Levei anos a aprender a ter a coragem de o dizer. Mas a caminhada para o aumento da auto-estima é grande e muito difícil. Já não é mau... Penso eu.

 

E vocês? Alguém que seja companheiro de dietas por aí?

Boa tarde,

Daniela

 

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