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Violet Clouds

Fim de semana no Porto - parte 2

Ora, continuando o post anterior...

Não tive muita sorte em reencontrar alguns dos meus amigos enquanto estive no Porto. É verdade que poderia ter perguntado, enviado mensagem... Mas estava lá por outros motivos. Era um fim de semana de descanso a dois, de carinho e de um pouco de nostalgia.

Nostalgia essa que nos levou no domingo de manhã a atravessar a ponte em direção a Arcozelo. Levei o namorado a conhecer alguns pontos turísticos que ainda me recordava, começando pela capela da Santa Maria Adelaide.

No entanto, antes de partirmos, tomámos o pequeno-almoço no hotel e além de me ter envergonhado com a máquina do café (porque ainda estava meio cansada da viagem e não conseguia ver os botões), foi o suficiente para rir e notar que os empregados acharam que nós estávamos um bocado trocados nas ementas, sendo eu a mais larguita e ele o mais magro.

Digamos que enquanto eu optei por escolher frutas e coisas simples (fora as panquecas, essas foram obrigatórias no prato), o namorado encheu-se de panquecas e bolos e tudo a que tinha direito duas vezes. Mas foi excelente!

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 (não tenho veia de instagrammer, não senhor... mas escolhi de tudo um pouco!)

Senti borboletas no estômago quando comecei a reconhecer as casas, as ruas, o ambiente. Fiquei entusiasmada em dizer-lhe que já não ia precisar de utilizar o GPS durante algum tempo. Adorei a cara que ele fez, uma mistura de fascínio e assombro, quando entrámos na capela para ver a santa à medida que lhe contava a sua história e saímos em direção ao seu museu. Lembranças compradas e tudo o mais, prosseguimos para as próximas paragens.

Não pude tirar muitas fotografias porque escolhi ficar a viver o momento o máximo que conseguia. Mostrei-lhe onde morei e onde ia diariamente visitar familiares e amigos, fazendo questão de lhe mostrar o caminho que percorria para ir comprar pão quando lá estava (que sempre que lhe explicava que era horrivelmente longo, ele não parecia ficar completamente crédulo). Guiei-o pelas ruas, apontei para edíficios e contei-lhe histórias, ri sem razão aparente. Parámos em frente da antiga associação Nova (sucessora da associação SER) e contei-lhe os meses mais felizes da minha infância, mostrei-lhe onde aprendi a andar de bicicleta e onde aconteceram coisas estranhas entre adolescentes de terras diferentes como eu (essa fica para outro dia, porque tem a sua graça). Mostrei-lhe onde fui livre de preocupações, onde me desprendi do mundo, onde recebi as bases da minha educação que me fizeram crescer demasiado rápido.

E escondi a dor que me assolapava por já não morar ali, mas mantive a postura. Pedi-lhe para continuarmos e conduzi-o à zona costeira, onde andámos ainda um bom bocado pela praia da Granja e de S. Félix da Marinha (enganei-me, estava tão eufórica que me confundi com as praias da Granja e da Aguda, oops). Sentámo-nos um bocado à beira mar e contei-lhe mais histórias e algumas características da zona, as diferenças entre aquele local e onde moramos, o porquê do encanto. E como estávamos ainda bem a tempo, retomámos a viagem para visitarmos a praia do Senhor da Pedra.

Sim, aqui já tirei fotos. Passeámos um pouco pelo parque que existe perto da capela e tirámos algumas fotos aí antes de entrarmos na praia, onde a veia de pinguim surgiu e não perdi tempo nenhum em tirar as botas. Mostrei-lhe o interior da capela e as traseiras, banhadas pelo mar e contei-lhe a história que costumam contar na vila acerca da capela. Acredito pessoalmente que estava a dar-lhe uma maneira diferente de visitar estes locais, porque temos feitios diferentes e eu sou um bocado mais entusiasta que ele, mas fiquei na esperança de lhe ter dado alguma coisa de interessante para ouvir!

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 (a minha cara de parola está associada ao que o rapazinho me estava a dizer!)

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 (o interior da capela do Senhor da Pedra)

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 (parte 2)

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 (parte 3)

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 (parte 4)

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 (a entrada da capela)

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 (acho que tirei a foto quando estávamos a voltar para o carro...)

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 (... e por muito que reclamasse, ele fez questão de carregar as minhas botas só para eu poder ir à beira da água)

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 (e graças a isso pude apanhar estas pedrinhas bonitas =) )

E... como já me estiquei com as fotos e as memórias a divagarem enquanto escrevo, vou deixar a terceira e última parte para o próximo post, com o restante dia de Domingo e o regresso a casa na Segunda-feira. Mas passar por todos estes pontos numa só manhã (ou mesmo todo o percurso que fiz no fim de semana) souberam-me a pouco mas souberam-me muito, muito bem. E ainda me recordo de ouvir o meu namorado a rir-se ao olhar para mim e dizer que estava "elétrica". Mas só assim lhe consegui explicar porque é que semanas antes quis tanto ir até ali, estando a dois ou três quilómetros, quando visitei a minha irmã.

Só assim é que lhe pude explicar que foi ali que o meu coração achou que devia ser o meu lar. Independentemente que voltasse a morar ali ou não.

Foi ali que cresci aos poucos, de férias em férias. Foi ali que fui feliz.

É ali que sinto que estou onde deveria estar.

Bom feriado a todos,

Daniela

 

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