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Violet Clouds

Lógicas da Batata #5 - Crazy!

Não sei se por ventura de outros posts mais antigos vos tenha dado a conhecer a minha faceta anti-médicos. Não tenho nada contra o meu médico, aliás, gosto muito da forma como ele me trata. Apenas não sou pessoa que ande constantemente enfiada lá no consultório por tudo o que me possa acontecer. No entanto isso é genético, cá em casa ninguém aprecia médicos dessa forma.

 

Porém, na minha última consulta (mês passado) tive de dizer ao meu médico que de facto, não conseguia dormir como deve ser. Que tenho andado stressada, com imensas pontadas cardíacas - mais do que é suposto - e a ter imensos pesadelos durante a noite (o meu maior problema). O homem perguntou-me se andava a fazer a minha medicação habitual de Valdispert e eu respondi que não, porque não me faziam efeito nenhum. Na verdade nunca ultrapassei as dosagens que ele me recomendava e se essas nada me faziam, deixei de os tomar, não havendo necessidade de me encher de ansiolíticos sem efeito. Eis que o meu médico me passa algo diferente e diz que "embora sejam para outros efeitos, a dosagem mínima ajuda com problemas de privação de sono."

 

Okey. Mme. Dani chega a casa e tal, acha estranho e vai pesquisar sobre o medicamento na internet. Descubro que a medicação que o desgraçado me passou é para o controlo de bipolaridade e epilepsia se for tomado em doses muito maiores. Ora, a minha era a mínima, nem me senti ofendida. Não seria a primeira vez que ele recomendava um medicamento estranho para outros fins; já tinha receitado um para a minha tia para a ajudar a avivar a memória e o seu propósito principal era controlar sintomas de "demência". Memória fraca faz parte desses sintomas mas a mulher não é demente. Certo. Nem eu sou bipolar.

 

Hoje vou por fim, levantar a medicação e por curiosidade, perguntei à farmacêutica para que servia o medicamento em especial. Pois.

A senhora olha para mim, ciente de que era para mim, e muda de cores e gagueja.

 

"S-sabe... Aconselho-a a não ler a bula. É p-provável que vá ler as indicações e... B-bem... Sabe, tem vários propósitos, a senhora ainda leva a mal e depois não o toma. C-com uma dosagem tão pequena, deve ser só um... Um auxiliar de ansiolítico! Isso! Quer dizer, n-não sei..."

 

Ri-me. A meu ver a mulher pensou que eu era doida varrida e que se me dissesse alguma coisa, iam voar cadeiras.

 

"... Que o medicamento serve para o tratamento de bipolaridade já eu sei, minha senhora. Só queria saber as restantes indicações. Que me servirá apenas de ansiolítico sei eu." ... E pronto, ela respirou fundo, acenou com a cabeça, sorriu e pagou a conta. Como quem pensasse, "ah, não vou levar com uma cadeira na tromba!".

 

Obrigada por me achar com cara de maluca!

 

 

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