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Violet Clouds

Lógicas da Batata #6 - Alto e pára o baile!

Já cá faltavaaa..! Já cá faltava, haver algo que me fizesse a tampa saltar e perder-se-me a paciência!

 

Não tenho postado nada porque me tenho sentido cansada. Exausta até. Olhar para um computador lembra-me trabalho e então suspiro e procuro uma outra coisa para fazer (que ultimamente tem sido descobrir o que o meu gadget novinho faz). E se pudesse fazia o que tanto gosto de fazer, que é sair para onde me desse na veneta. Mas aqui onde moro não há grandes locais que me interessem, pelo menos nada que apele a 15 minutos de paz e sossego. Prosseguindo.

 

Estou cansada, FARTA de programação até dizer chega. Voltámos à estaca onde a matemática é senhora e rainha e eu mal a conheço senão os seus básicos, o que me demora nos exercícios que nos entregam. Isso acaba por me deixar frustrada até resolver a situação e pular como uma pulga porque fiz um programa para somar 1+1. Mas lá por isso não significa que me esteja a barimbar para aquilo, senão não estava ali. Sempre disse isto, desde o princípio: programação "não é a minha cena". Mas vou tentar.

 

Hoje, em dona aula de uma das milhentas e horrorosas linguagens de programação, professor manda instalar um programa, advertindo que aquilo já de si ia dar imensos problemas até estar concluído. 'Tá bem. Passou o ficheiro pelas mesas e mais tarde perguntou se todos o tinham. Apenas dois o receberam. Resmungou e prosseguiu com uma explicação de como se instalava aquilo às três pancadas, sem eu perceber um chavo. O ficheiro lá nos chegou às mãos e os problemas começaram. Quase todos tinham erros por resolver e para isso era necessária a internet, extremamente lenta. E eu vi os meus colegas preocupados em procurar a solução, mas estava de facto impossível, porque a Internet não conseguia fazer a transmissão. Por exemplo, para mim, apenas precisava de actualizar o computador, mas a Internet estava fraca demais.

 

Entre as nossas várias tentativas falhadas começaram as bocas. "Vocês são técnicos informáticos, têm de saber resolver o problema sozinhos!!! Cruzar braços não dá!!! Esperar que o professor passe o ficheiro também não!!! Ou acham que o patrão vos vai fazer as coisas por vocês!?". Não, não vai, mas primeiro ponto: somos programadores, não técnicos (mas nem quis ir por aí, porque tanto o técnico como o programador partilham conhecimentos). Segundo ponto, estávamos a tentar. Que culpa era a nossa se os nossos recursos de trabalho eram escassos!? Obviamente que não estamos à espera que o patrão nos dê o trabalho já feito, mas martelar sem martelo e pregos é difícil. "Se fosse um jogo qualquer ou algo do vosso interesse já estava feito!!! Nem que falhasse cinquenta vezes, vocês já o tinham instalado".

Uma m*rda. Aquela mania de nos julgar a todos pelo geral deixa-me doida. Não dá, não dá! Mesmo assim continuei a tentar e lá consegui instalar aquilo por obra de um cabo de rede ali sozinho e abandonado que me prestou uma conexão melhor. Até que veio a pergunta do costume. "Mas vocês estão aqui porquê? Epá se é pelo subsídio, saiam! Programação é para quem quer e gosta, para quem tem amor por esta camisola! Se estão aqui só porque sim então não vale a pena!".

 

Voltemos aos factos: recebemos só o passe e temos direito a ir comer lá (não recebemos subsídio de alimentação porque existe refeitório no centro). Ficou por aí. E sim, quem gosta daquilo tem mais facilidade. Então e quem está ali a tentar!? Então e quem está ali porque prefere experimentar algo novo ao invés de ficar em casa sem lutar pela própria vida!? É o que eu estou a fazer! Se não der programação, talvez tente pastelaria ou outra coisa qualquer. Mas porra, estou a tentar! E não sou a única nessa posição. E dizem-nos uma coisa destas!? Estão à espera que nos tornemos fanáticos da programação, que estejamos desejosos e apaixonados por aquilo? Opá não me moam.

 

E foi graças a esta rica aula que me voltei a sentir inútil e com dúvidas sobre qual é a minha verdadeira vocação. Mais uma aula para me fazer sentir horrível por não me ter esforçado mais no secundário e poder estar agora na faculdade. É o resultado daquilo que se diz sem pensar, ao qual não pude responder.

Mas ainda não desisti.

 

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