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Violet Clouds

Olho da tempestade

Sou novata em muita coisa.

Chegar a esta conclusão é estranho e ao mesmo tempo é óbvio. Há muita coisa para aprender na vida e quando pensamos que já vimos de tudo, que já experimentámos de tudo, há ali algo que vem para nos dar um "caldo na cabeça" (estilo Gibbs, NCIS) e avisar-nos que não é bem assim. Faz parte do crescimento do ser humano e é normal. No entanto não é nada fácil levar com os primeiros impactos. E como pude ler hoje algures, nunca estamos bem preparados para uma dificuldade na vida, porque se estivéssemos, não seria evidentemente difícil.

E entre o alvoroço que essas situações levantam, é raro haver um momento em que tudo de repente se resolve na nossa consciência. Apesar da raridade, acontece e acho que cheguei a esse cúmulo recentemente. No meio de tanta coisa e após tantos anos existe a tendência de esquecermos factos que outrora foram óbvios e incontornáveis, talvez porque a dada altura não haveria motivo para serem alterados e foram tomados como dados adquiridos.

O que quero dizer no meio disto tudo é que há uns anos atrás, certos factos eram óbvios para mim. Não queria ir para a faculdade e tinha ideia de que vias seguir: formações numa determinada área e buscar trabalho sem descanso, cuidar dos meus, ser feliz e crescer. Recordo-me que a certo ponto senti-me feliz por saber o que fazer. E entretanto pelo caminho, com tanto empurrão da vida, achei que talvez até pudesse tentar entrar na faculdade e encarei o desafio. Verdade seja dita ainda nada foi revelado, portanto pode ser que aconteça. Mas às vezes a realidade faz o favor de nos chamar à atenção e fez-me perceber que no stress e na correria de estar a tentar, esqueci-me de que há outras vias, que não tenho de ser como os outros da minha idade, que há formas. Que não preciso de desistir de uma coisa, mas que posso fazê-la quando for a hora certa para mim e não para a qual a sociedade atual achou que devia acontecer.

Que todos nós temos o nosso ritmo de crescimento e que nem sempre é pelo mesmo caminho.

Sosseguei-me a certo ponto, depois de me enervar semanas acerca do que pode ou não acontecer. Não perdi nada em estudar e no futuro não me arrependerei de não o ter feito. Se entrar ótimo... Se não entrar, não era para ser já. Mas importa que não desisti, nem quero desistir, e que de facto preciso de ter mais fé em mim mesma e no Mundo. E claro que depois de um texto deste tamanho, há que fazer aquilo que foi escrito e ter esperança para um futuro melhor, seja qual for o desfecho.

E decididamente, tenho mesmo de tomar consciência daquilo que realmente quero e tenho de fazer.

... Ainda bem que nunca fui daquelas crianças que ansiava por ser adulta. Não são as responsabilidades que me atormentam, mas o mundo de hoje? Ah... sim. É desse que quero proteger a criança que existe em cada um de nós.

 

 

 

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