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Violet Clouds

Bricolage: novo capítulo?

A ausencia por estas bandas tem-se devido a vários azares consecutivos em Fevereiro. E antes de mais perdoem-me pela falta de alguns acentos ou outros caracteres importantes aqui neste post... Mas só metade do meu teclado está a trabalhar de momento.

A vaga de doenças sazonais parece ter terminado, pelo menos isso. Agora começam a chegar as consequencias do frio e pelo meio apareceram mais alguns azares. Mas um dos que mais nos preocupa tem sido os vários lugares e divisões da casa a arranjar. E o carro. E enfim. Uma rótula de suspensão, um buraco acidental quase na casa da vizinha de baixo (não foi nossa culpa...) e as paredes a gritarem por serem renovadas. A casa está a tornar-se fria e tanto nos falta tempo como dinheiro, que com tantos imprevistos simplesmente voa. Acredito que seja uma fase má e que consigamos, sem problemas e com paciencia, ultrapassá-lo, mas que dá muitas dores de cabeça... Lá isso dá.

Entretanto o Centro de Emprego anda a gozar comigo e precisamente quando já estou decidida acerca do que tenho de fazer, mandam-me uma carta para um curso de 2 anos onde vou fazer um nível que já tenho e não terei direito a nada mais senão o subsídio de transportes (e nem tenho prioridade para entrar, mas tenho de lá ir). Já quando lá fui a primeira vez foi a macacada plena - a menina já tem este nível, não tem descontos nem tem 23 anos, não tem prioridade. Pois. E agora que já tenho forma de me arranjar por estes lados chamam-me para lá voltar duas vezes e receber uma carta em como outras 40 pessoas entraram a minha frente. Enfim, isso também se trata.

O que me preocupa mais agora é mesmo o choque em saber os custos em bricolage nos dias que correm. Acho que mudei de cores quando me fizeram um orçamento de urgência para arranjar o chão da casa de banho, qualquer coisa como dois ou três mosaicos apenas por um balúrdio. Além de um bocado desiludida e resumida ao que tem de ser, fiquei a pensar comigo mesma, "e porque não tento aprender?". Sempre tive algum interesse por aprender bricolage, mas enquanto que há coisas que parecem mais simples do que aparentam, outras são mesmo o reverso e eu troco os olhos. But hey, se não tentar também nunca saberei se consigo ou não. Vejamos o que se consegue fazer - talvez até aprenda e finalmente possa pintar as paredes da cor que sempre quis. Por agora apenas me resta não matar mais a cabeça com isso e descansar. Bolas, lá se foi a meta de "dormir antes da meia-noite".

E... Bem, isto foi mais um desabafo, queria ter-vos falado acerca de alguns recebidos e projetos, mas como só tenho meio teclado... Esperemos até segunda-feira para um post onde "paciencia" já tenha o chapéu que merece.

 

Boa noite,

Daniela

A carta chegou.

Contrariamente ao meu agoiro horrendo igualmente provindo de um ataque de pânico horrendo, recebi a carta. Fui aceite. Daqui a uns meses vou andar toda pipi. E fazer outras pessoas sentirem-se bem. E pipis (não vejo mal em sentir-se pipi, mas antes que isto também vire um livro, acaba já aqui). Ou pelo menos acho eu, dado que recebi a carta para a sessão de acolhimento. Pelo.menos o meu dia já ficou iluminado. :)

De volta a planear um futuro melhor

Lá fui hoje então a uma reunião de seleção para Esteticismo-Cosmetologia.

Não dormi grande coisa e sentia a cabeça às badaladas, como se lá dentro estivesse um orangotango e um gongo chinês, mas lá me aguentei. Senti-me estranha no meio de tantas (e apenas) mulheres, não é de facto um ambiente ao qual esteja habituada. Quando recebemos os papéis à nossa frente, vi uma mistura intercalada de caras risonhas e em seguida, caras de desilusão. Era um programa espetacular, não há ali nada que escape. Mas as condições...

Fiquei estupefacta quando nos disseram que precisávamos de ter condições económicas para estar ali. Nossa Senhora. Condições económicas, se as tivesse, certamente não ia para ali fazer o curso. Mas enfim. Logo a seguir levo a bombardeada de não receber a bolsa profissional porque não tinha os 23 anos (ou seja, por meio ano, se tanto). Fiquei logo repartida entre arriscar (o programa curricular era mesmo excelente!). Por fim, apesar de compreender parte da regra, aqueles que já tivessem uma qualificação daquele nível perdiam logo a prioridade. Pronto, vi logo que aquilo ia pelo cano, mas dado ainda haverem chances, fiquei reticente. Não é que desgoste de programação, mas currículos para essa área têm sido postos de parte na hora... Pelo que portanto, pensei em tentar outra coisa.

Senti a cabeça às marteladas, com o stress do que estava a acontecer. Terminada a sessão, saí da sala e decididamente, só lá vou pôr os pés se receber a carta. Já dei uma olhada aos meus currículos para os atualizar e já estou à procura de onde os possa enviar. Já tenho livros separados para estudar Biologia. Já sei que posso ainda voltar a dar explicações. E só depois de sentir que não ficaria novamente emperrada, o pânico tomou conta de mim até a exaustão me colocar a dormir. E após a boa e forçada sesta, percebi q não vale a pena o stress, o medo. Mais vale esperar. Não tenho forças sequer, nem devo, para abusar mais da minha cabeça.

De facto, cada vez sinto mais vergonha do meu país, e não só por parte do que vi hoje naquele centro de emprego. Cada vez mais sou assaltada por sentimentos de ir para fora. Mas se for, sei para onde quero ir. Porém...

Um passo de cada vez.

Boa noite,

Daniela

 

E não foi desta.

Senti o corpo a batalhar contra a medicação. Estava ligeiramente controlada, mas queria chegar ao teclado rapidamente. Alguém já sabia ver os resultados das colocações antes da meia-noite e eu ainda não tinha nenhum e-mail.

No fim, não fui colocada.

Parte da ansiedade desapareceu. Não sei se fiquei desconsolada ou não tão importada assim, porque apesar de ser Psicologia, não queria entrar naquela faculdade. Fui e sou esquisita com o curso, não com a instituição. Parte de mim aliviou-se, com medo do que poderia vir a acontecer. Talvez tenha sido melhor assim. É hora do plano B e de voltar a Biologia. E desta vez, preparar-me melhor. à pala de tudo isto, adoeci e reconheço-o. Está na hora de descansar um bocado depois desta batalha.

 Boa noite,

Daniela

CEF Tipo 7: ✔

Muitos nervos, rants e voltas ao átrio depois, consegui.

 

Levei uma tarde de cão, ontem. Perto das 14h, o rapaz que me tinha abraçado na sexta-feira viu-me e tornou a fazer o mesmo, desejando-me boa sorte e um até mais (porque nunca mais hei-de lá ir). Sorri, grata, e entrei para a sala de provas.

Cada uma mais mal estruturada do que a outra, à terceira prova eu e a minha colega fomos abordadas pelo júri, que nos avisou de que estávamos prontíssimas a chumbar: tínhamos as notas mais baixas e se continuássemos assim, ficávamos pelo caminho. Ficámos 1h de intervalo na rua à espera, a reclamar do quão nojento este curso se estava a revelar, de como tão facilmente poderíamos ser expulsas por uma prova de cruzinhas mal feita e perdermos um ano de esforço das nossas vidas.Entretanto fomos para a quarta prova. Embora a medo, senti-me mais confiante ao deparar-me com uma matéria com a qual brinco e aprecio bastante, relacionada com webdesign. Penso que foi isso que me safou...

 

Às 17h não me aguentava. Faltava uma prova e o formador brincava com os nossos nervos. Foi até ele revelar que só faltava uma pessoa aprovar (a minha colega), que pude respirar fundo (pela minha parte). Vi-os festejar, mas não conseguia entrar no espírito festivo sabendo que ainda faltava uma pessoa. A última prova foi feita num instante e saímos todos da sala menos ela; fiquei procupada, assim como toda a turma. Acho que foi a única vez em que nos unímos numa só opinião, em que queríamos todos que ela passasse. Faltava-lhe apenas meio valor. Uns minutos depois, ela saiu e entrámos todos novamente.

 

Passámos todos e tivemos boas notas. Fiquei radiante e aliviada por saber que até tinha obtido uma nota final muito boa na prova (de acordo com as nossas notas em geral) e feliz por saber que a nota final do curso foi 15. Senti-me orgulhosa. Desde o princípio que queria uma boa nota e consegui. (: Agora é passar ao próximo desafio... no qual ando a pensar em manicure ou cabeleireiro! Veremos!

 

 

Boa tarde,

Daniela

Chuva e últimos exames.

Está a chover, e não é pouco.

Mas esta chuva está a saber-me bem... E não sei porquê. É como se me acalmasse, como se quisesse reensinar-me a viver como a chuva, que cai sem se preocupar onde, mas que fica feliz por se aninhar numa flor e pertencer ao seu ciclo de vida.

 

Daqui a oito horas vai acabar esta corrida e irei saber se trago ou não uma medalha para casa.

Vamos ver.

 

 

 

Bom dia,

Daniela

Um soluço de fé.

Há coisas na vida que acontecem por um motivo. E hoje foi um dia estranho.

 

Os exames... Foram de meio-termo. Quatro provas hoje, cinco na segunda-feira. Exames de coisas que nem falámos. Por muito que tentasse estudar no pouco tempo que me deram, consegui uma vitória de 85% na prova de hardware (e penso que um resultado valente na de teoria da programação). Com C# ainda não sei de nada... E Cobol, aquele dinossáurio, foi um desastre. Não demos nada senão pouca teoria e não praticámos grande coisa. E eu sabia que falhar um dos exames iria prejudar-me imenso, visto que o curso só é finalizado se tivermos no mínimo 10 valores. Menos 1 milésima é inaceitável.

Ou seja, o meu objectivo era obter no mínimo 50% a todos.

 

Cheguei ao cúmulo de bloquear e não conseguir pensar na resolução de mais nada e nem ter a capacidade de ouvir o professor a dar-nos a resposta. A única coisa que fiz foi baixar o rosto, atirar as coisas para dentro da mala e correr dali para fora. Perder estes últimos onze meses da minha vida é uma ideia demasiado desesperante para mim, ainda que saiba que não é o fim do mundo. Solucei, chorei, queria fugir. Até que houve alguém que viu e me parou no meio do caminho para me agarrar.

Não conhecia aquela pessoa. Tinha-o visto duas, três vezes por ali recentemente, mas nem me disse nada. Apenas me agarrou com toda a força num abraço, para que eu correspondesse e gritasse. Depois perguntou-me porque estava a chorar: expliquei, entre soluços, e apenas me disse que vai correr tudo bem. Que viu que precisava de um abraço. De motivação. Que sabe que nunca ninguém lhe faria aquilo a ele, como ele me fez a mim.

 

Chorei o resto do caminho até aos comboios, até me acalmar. Lembrei-me daquele gesto. De um abraço necessário e dado de boa vontade. Tinha-me esquecido de que também era assim... E senti falta de mim mesma. Foi um gesto atribuído no sítio certo, na hora certa, porque sim. Sem motivos nem segundas intenções. Apenas porque queria ajudar, o melhor que podia.

 

Obrigada. Mostraste-me quem sou, debaixo das várias camadas de desilusões que fui acumulando com os anos. Quebraste o muro que me impedia de me expressar. Disseste-me, com um abraço espontâneo, que ainda há esperança no mundo.

 

 

Ponto da situação de "quem manda na casa"

Porque para mim, quem manda na casa é quem se esfola para a organizar... E até daqui a uns dias sou eu. Brincadeirinha...

 

As coisas por cá continuam ligeiramente melhores. Continuo a lida da casa depois de chegar do estágio, oriento mais ou menos a situação durante o fim-de-semana, mato saudades do namorado também nestes dois diazinhos de folga e a manutenção do maldito portátil fica para ser feita quando posso. Já o formatei e já reúno ferramentas suficientes para iniciar uma espécie de mini oficina cá em casa para ajudar com alguns trocos. Pesquisar todo este tempo deu para alguma coisa... Portanto a partir de Setembro estarei apta a dar explicações e a arranjar computadores. *festa*

 

Até lá, rezo pelas melhoras da minha avó e da minha tia - não para me safar mas para ter mais alguma ajuda - e começo a contar os dias para o fim do estágio. Não tenho nada contra quem trabalha na função pública, mas decididamente trabalho de escritório não é para mim. Não é menos trabalho do que os outros, não é inferior, nada disso. Apenas acho que posso fazer outras coisas. Blá, a conversa do costume gente. Faltam exactamente 19 dias para as minhas maravilhosas férias de 7 dias, para talvez ter alguma sorte no final do Verão com algum calor e Sol, para pôr o descanso em dia. Para tudo. Falta tão pouco. E como sei o pós-fim de seja o que for, já ando a planear o que fazer depois do curso (mencionado uns parágrafos acima).

 

É bom descobrir com estes acasos da vida, com os problemas do portátil que se lembra de ser especial e não se arranjar tão facilmente, com a obrigação de manter a casa em condições, com o estágio, que me estou a superar a casa dia que passa. Ah, e é óptimo escrever num caderno as receitas que ainda quero praticar mais vezes.

 

Pelo ritmo que isto toma, ando a publicar uma vez por semana... Portanto, até para a semana gente. (:

 

 

 

Boa noite,

Daniela

 

Drums, please. We have good news.

Dia mais stressante do curso. Primeira entrevista de trabalho, a mais estranha que alguma vez ouvi falar.

O pânico em descobrir que me iriam colocar a falar e a tratar de assuntos com o público.

Os nervos e as voltas dadas ao cérebro para tentar sair daquela enrascada.

Uma ideia, a luz ao fundo do túnel.

O número de rezas que rezei e inventei para ouvir um simples "sim".

 

...

 

E o alívio por finalmente saber que não vou para Algés.

A busca pelo estágio terminou! Começo um estágio curricular de seis semanas em Lisboa, na ARV LVT.

E não podia estar mais aliviada! Os transportes são muito mais simples e não estou lá "sozinha". Agora é esperar para ver quais serão as minhas tarefas.

E estudar para os últimos testes claro. Contava-vos mais sobre o dia, mas estou K.O. Prometo que vos faço um pequeno resumo em breve sim?

 

 

 

 

 

Boa noite,

Daniela

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