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Violet Clouds

Baby steps to somewhere.

Não tem sido fácil vir aqui.

Sinceramente nada tem sido fácil desde a semana passada. Não estou sozinha nisto, é um facto, mas se tenho meia hora por dia para descansar a cabeça é muito. Tenho ido para outro lugar dar algum descanso à minha tia porque estar em casa é demasiado mau. Acho que nem vou prolongar-me por aí.

Até lá espero por um e-mail que não me dá esperança nenhuma - nem sei para que vai haver uma segunda fase, não creio que ninguém vá sair dali. Já estou a começar uma turma de explicações nova, com segredos a meio. Tento rir-me para toda a gente, tento deixar as bocas e a "pena" passar-me ao lado mas ao final do dia cai toda a tristeza e a vergonha sobre mim. Eu já chego ao cúmulo de não compreender o porquê de me sentir envergonhada. Nesse departamento nem fui eu que criei o problema, não fui eu que espalhei a palavra. Não devia ser eu a frontend disto.

O gostoso do IEFP - not - também me espantou muito - muito not - por não terem nada para mim. Falam falam, que têm soluções, têm tudo, e vou lá eu meio desesperada e dizem-me que com o meu perfil nem sabem o que fazer. Se não andasse tão feita barata tonta, juro que ia a Setúbal.

No fundo, eu não sei já que fazer. Existem algumas luzes que piscam como se estivessem prestes a fundir-se, as quais observo sem saber se as deva proteger ou não. Lutar e proteger por sonhos não me tem levado a muitos sítios. E se for o negativismo a falar é nestas alturas que eu peço à vida que me mostre o contrário. Que me mostre que ao lutar temos o que queremos. Que sonhamos e temos de pôr o sonho em prática. Que quem procura alcança. Mas escusa de ser à besta, porque nem assim lá vai.

Há coisas que não compreendo. Talvez a felicidade tenha mesmo de ser vivida em segredo. Talvez tudo na vida tenha de ser planeado em segredo. Por agora a única coisa que entendo é que os dias continuam e eu não tenho outro remédio senão andar para a frente por uma estrada que não me mostra nem aponta para onde vou.

Talvez porque nem eu saiba já para onde deva ir.

 

Un petit a part #53

Note to self:

Não faças planos. Já sabias disso, que não se devem fazer planos seja de que forma for, a longo ou a curto prazo. Portanto não planeies de todo. Deixa a tentação de fechar os olhos e imaginar todo o resultado a partir de cada ação ficar apenas como isso mesmo, como algo a não mexer. Que os sonhos sejam só sonhos.

Por vezes o prazer de abrir as asas e voar por todo um céu de ideias e possibilidades não é mais forte do que a queda que se dá quando acreditamos mesmo nelas e a vida te faz aterrar à força. às vezes o receio que nós temos pouco antes de nos darmos a esse luxo, aquele de sonhar, era o melhor conselho que alguma vez devíamos ter conseguido.

Portanto vive o presente. O pouco que se aproveita de cada dia, já como o fazias. Assim nada te surpreende nem tão pouco te magoa. Aprecia cada momento, abraça cada segundo e não esperes pelo futuro para ser feliz.

Sê feliz agora.

 

 

Do blog.

Anda-se por estas bandas a cozinhar qualquer coisa para o blog, é verdade.

É hora de mais uma viravolta em todo o cantinho e de fazer limpezas outonais. Ver todo o meu percurso como blogger outra vez é qualquer coisa de entusiasmante: o nosso crescimento como seres humanos e como escritores. Tentei tirar o máximo de publicações que no fim de contas se tornaram desnecessárias e fora de contexto, deixei ficar algumas outras que valiam a pena. Recordei bons e maus momentos e reli as minhas próprias palavras como se fossem cartas futuras para o eu de hoje. Quiçá me ajude em mais uns dias de espera, que para minha infelicidade se tornaram rotina este mês. Mas 2017 tem sido um ano de mudanças e de coisas boas. Tenho esperança que haja algo bom guardado para mim também. E é nesse espírito positivo que em breve estarão sem dúvida alguma novidades novas por aqui.

Apenas gostaria de deixar uma dica a todos vós que lêem e também gostam de adornar os vossos blogues: muita atenção a que site retiram as vossas imagens. Por muitos anos retirei imagens do We Heart It e para meu desgosto, muitos dos posts mais antigos, até mais ou menos meados de 2015, desapareceram. Se querem que os vossos posts continuem com as mesmas imagens e também as retiram daí, sugiro a que também façam uma revisão ou que simplesmente tenham cuidado. Eu pessoalmente fiquei bastante triste com alguns posts cujas imagens eram perfeitas para o tema e agora nem sinal delas.

Enfim. Nunca mais é quinta-feira.

 

Boa tarde,

Daniela

Bem vindo, Setembro!

Eu tinha dito há algum tempo que ia deixar de fazer este tipo de posts mas a verdade é que já andava doida para ver o fnal de Agosto.

Não que tenha sido tão arrastado como costume, mas estes últimos dias passaram a passo de caracol. É provável que seja fruto da minha ansiedade, mas é diferente. Há uma esperança nova, uma atitude mais vincada. Cá no fundo acho que as coisas vão ser diferentes; as pessoas dizem-me que vai ser diferente. Portanto acho (e espero, muito sinceramente) em não cair num erro crasso ao dar as boas vindas ao novo mês na esperança de virar uma página nova na minha vida.

Portanto, o que espero eu de Setembro?

Primeiro lugar, e muito importante, espero não cair de cabeça pela ravina abaixo. Se fôssemos ilustrar a minha consciência com o típico tema do anjinho e do demónio, iríamos ver um consílio dos deuses dentro desta cuca teimosa. Uns de um lado a combater o pessimismo do outro e talvez um grupo mais a leste de quem só quer cinco minutos de silêncio, panelas a voar, todo um cenário ao estilo ACME. E logo a seguir a isso estar assegurado, espero muito poder mudar de ares. Já basta eu ter a noção de que me vou sentir uma "cota" na faculdade (embora saiba que há lá imensa gente da minha idade ou até mais velhos, I know, I know) mas pachorra para muita coisa, eu já sei que vai faltar. Mas espero poder conviver um pouco mais e sei lá, dar um up novo ao meu ano.

Até agora, 2017 não me tem falhado. Quiçá continue assim.

Ah. E por último, quero muito voltar ao ambiente outonal. É a minha estação do ano preferida e nem é pelo dito cujo sweater weather (cá com os meus botões, isso é mais lá perto do Natal). Já tive alguma praia, gostava de ainda lá ir mais uma vez este ano mas se não puder ser também não fico triste. O que importa é que Setembro comece com a força toda e que se mantenha assim, revigorante e cheio de surpresas boas.

 

E vós, o que esperam deste mês?

Boa tarde,

Daniela

 

Já em modo de espera + Tipo de blogger?

Boa tarde a todos! Espero que o mês de Agosto esteja a correr bem e que quem teve ou ainda está de férias esteja bem feliz!

Já devia ter publicado antes mas nem tenho tido tempo entre escrever, editar e publicar (sim, isto anda apertado). Mas agora já aqui estou. Na altura devia dizer-vos que já estava quase tudo despachado e por agora já posso afirmar que está tudo pronto. Candidaturas feitas, rezas de cor, já não está nas minhas mãos. Agora é esperar por meados de Setembro - nunca achei que o tempo andasse tão devagar em Agosto. Torna-se ridículo, até. Mas com paciência há-de chegar a hora e com boas notícias, espero eu.

Tais notícias podem mesmo vir a mudar o rumo aqui no blog. E entre muitas horas de pensamentos e suspiros, deparei-me com uma dúvida meio que existencial. Não faço a mínima ideia de que tipo de blogger sou. Sempre tive a ideia de pertencer à area do quotidiano/dia-a-dia (talvez ao lifestyle?) mas agora que esse ponto é mesmo importante... Surge a dúvida. Mas creio que isso está mais nas vossas mãos, que lêem e comentam, do que nas minhas.

 

E vocês, que tipo de blogger são? Onde me enquadrariam?

Boa tarde,

Daniela

Un petit a part #52

Digam-me que eu não sou a única a ter um nervoso miudinho, meio que a evoluir para um ataque cardíaco, quando estou ao telefone com algum serviço importante ou alguém desconhecido.

É meio constrangedor quando preciso de contactar alguém para esclarecer uma dúvida ou para solicitar algum serviço e, em milésimos de segundos, o meu tom de voz muda, as palavras tremem e perco a postura como se tivesse doze anos outra vez. Eu sei que ninguém me vai morder do outro lado do telefone mas enfim! E o mesmo se passa quando vou seja onde for em pessoa.

Não deixo de fazer o que tenho a fazer por causa disto mas fico com a sensação que as pessoas do lado de lá ficam com ideia de que sou uma idiota, chucra. No meio disto tudo eu prezo quem trabalha com telefones. Gente com coragem! Será que eu simplesmente tenho pré-designado no cérebro que os telefones têm dentes..?

 

 

Fuga

Voltei a casa há cerca de três dias, de umas pequenas férias no Baixo Alentejo.

Fui a tremer, com o olhar perdido pela paisagem que passava e me prometia mostrar terras novas. Ando domada pelos nervos e pela inquietação, levei horas a dizer a mim mesma que tinha de sossegar e procurar pela coragem para seguir em frente. São muitos objetivos para um só Verão que promete ser atribulado e que esconde muitas surpresas, boas ou más. Eu sei que já sou crescidinha (e não é pouco, quem me dera ser pequenina) mas há coisas na vida que requerem um aperto de mão silencioso, um sorriso singular que nos dá aquele último empurrão em direção aos nossos sonhos.

O ser humano procura por motivação, desde a hora em que dá o primeiro passo até ao fim do seu caminho, onde terá de ensinar alguém a ter coragem para caminhar pela primeira vez.

Tentei perder-me pela beleza das terras douradas de Évora. Deixei-me levar pelas águas do Guadiana na nova praia fluvial de Monsaraz, que acabo de saber que foi inaugurada a 1 de Junho deste ano. Caminhei e sorri, fugi por breves momentos para ver o céu estrelado pouco depois da meia-noite, e sabe Deus o quão sentia falta de fazer algo assim. Durante este primeiro dia, forcei-me a pôr um travão nas emoções, a consumir cada pormenor ao máximo. Quis relembrar-me das minhas bases e saber voltar a emergir sem receio, determinada.

Os restantes dois dias foram para continuar a explorar. Visitei Beja pela primeira vez e no último dia pude ver com os meus próprios olhos a Capela dos Ossos, em Évora. Retornei a casa com novas memórias e um pouco mais de esperança em mim.

Para fotos, isso fica para o próximo post (assim tenho motivo mais urgente para cá voltar! eheh) mas vos garanto que senti muita falta do meu S5. Uma pessoa habitua-se ao telemóvel para tirar fotos e estraga logo tudo. Enfim... Mas consegui tirar algumas para vos mostrar em breve! Agora são horas de continuar com o dia.

Boa tarde,

Daniela

E como vão essas limpezas?

Meus amores, consegui vir dar-vos um alô. Já se passou uma semana e meia.

Estou rodeada de caixas, livros e caixinhas. Já me resta pouco espaço e paciência. Ainda falta rever muitas dessas caixas e, espero eu, vazá-las um bocado. Livrar-me de coisas que já não fazem falta sabem muito bem, eu que o diga! Mas ainda não dei grande vazão ao quarto, o que é normal. Já sabia que ia ser demorado, foi o combinado, até.

Tenho-me sentido cansada, exausta, mas quando tenho a oportunidade de me deitar na cama sem dores de cabeça e gritos a roer-me o cérebro, e olho para o espaço extra que vai surgindo dia após dia, consigo sorrir. O quarto mudou de ares, ainda que não seja permanente. Mas também, é suposto a nossa casa levar uma arrepiadela e mudar de look de quando em vez... Certo?

Em dias que já não sei o que é certo e o que é errado é difícil discernir o que era suposto ser feito ou não. Mas em dias de descanso e de sorrisos, até acho que seria muito boa ideia inaugurar o novo espaço com LEDs (nem que seja só para experimentar ou mesmo para celebrar a coisa).

Nunca tive mudanças de mobília que me deixassem tão exausta. Aqueles em quem confio também me admitem que não era suposto ser assim. Mas já estou feliz por alguma coisa ter mudado.

Rezo a Deus que me dê forças para não cair agora nem deixar que seja esta a última vez.

 

Mudar e limpar!

Hello!

Eu não me esqueci do que foi dito em posts anteriores, I promise. Desta vez tenho um bom motivo para estar ausente. Ora portanto, não me recordo se alguma vez falei nisto, mas sempre tive um problema de logística grave em casa. Os avós são daqueles que guardam tudo e mais alguma coisa, ora porque podem vir a emagrecer, ora porque a tia ou a prima podem gostar e levar, ora porque foi oferecido por alguém importante ou ter pertencido a alguém que já faleceu. E isto inclui objetos partidos, roupa velha e vários objetos que já não estão viáveis ou atualizados.

Isto tem levado a uma grande acumulação de coisas em casa. Embora eu ande constantemente a virar as minhas gavetas do avesso para as limpar a cada três meses, é quase impossível obter mais espaço porque a maior parte da tralha não é minha. E o meu grande némesis era um certo armário, grande e escuro, tão velho que já só se segurava pela sua estrutura porque o fundo e as prateleiras já tinham caído há muito tempo. Resumindo, um dos meus objetivos para acabar com esta tendência em casa era conseguir arranjar um armário novo para poder organizar tudo e com muita sorte mandar metade para o lixo ou para alguém que lhe dê mais uso.

Com a graça do Senhor, que já devia estar farto de me ouvir lamuriar por não encontrar nenhum armário a um preço acessível, apareceu uma senhora a oferecer um armário porque tinha de desocupar a casa rapidamente.

Vocês não imaginam a alegria aqui da je a desfazer aquele armário à martelada. Agora só falta solucionar o problema do chão desnivelado e colocar a mobília nova no sítio e além de ser uma mulher feliz, sou uma mulher com o quarto organizadinho. Portanto, até já!

Talvez seja má escolha

Quanto mais prossigo com a vida, independentemente de como corra, mais pondero na minha escolha de carreira. Talvez psicologia seja má escolha para mim.

Até acredito que seja boa ouvinte e saiba encaminhar as pessoas, mas não tenho paciência. E digo isto porque se as minhas palavras forem repetidas por outra boca, já são bem aceites. Sempre soube que não tenho jeitinho nenhum para comunicar com ninguém, mas em certos pontos... É muito frustrante. É certo que só se pode ajudar quem quer ser ajudado, mas há quem abuse na coisa. Não sei se é por não ser "féxon" (como diz a minha m-M do Contos da menina Mulher) ou por ter cara de "demasiado nova", "enjoada", "alien", entre outras tantas designações que já ouvi.

A sorte é que tenho outras áreas como backup, mas no final do dia só comprovo que com tanta teimosia, talvez estivesse prestes a envereder por um caminho que a mim não me pertence.

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