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Violet Clouds

Baby steps to somewhere.

Não tem sido fácil vir aqui.

Sinceramente nada tem sido fácil desde a semana passada. Não estou sozinha nisto, é um facto, mas se tenho meia hora por dia para descansar a cabeça é muito. Tenho ido para outro lugar dar algum descanso à minha tia porque estar em casa é demasiado mau. Acho que nem vou prolongar-me por aí.

Até lá espero por um e-mail que não me dá esperança nenhuma - nem sei para que vai haver uma segunda fase, não creio que ninguém vá sair dali. Já estou a começar uma turma de explicações nova, com segredos a meio. Tento rir-me para toda a gente, tento deixar as bocas e a "pena" passar-me ao lado mas ao final do dia cai toda a tristeza e a vergonha sobre mim. Eu já chego ao cúmulo de não compreender o porquê de me sentir envergonhada. Nesse departamento nem fui eu que criei o problema, não fui eu que espalhei a palavra. Não devia ser eu a frontend disto.

O gostoso do IEFP - not - também me espantou muito - muito not - por não terem nada para mim. Falam falam, que têm soluções, têm tudo, e vou lá eu meio desesperada e dizem-me que com o meu perfil nem sabem o que fazer. Se não andasse tão feita barata tonta, juro que ia a Setúbal.

No fundo, eu não sei já que fazer. Existem algumas luzes que piscam como se estivessem prestes a fundir-se, as quais observo sem saber se as deva proteger ou não. Lutar e proteger por sonhos não me tem levado a muitos sítios. E se for o negativismo a falar é nestas alturas que eu peço à vida que me mostre o contrário. Que me mostre que ao lutar temos o que queremos. Que sonhamos e temos de pôr o sonho em prática. Que quem procura alcança. Mas escusa de ser à besta, porque nem assim lá vai.

Há coisas que não compreendo. Talvez a felicidade tenha mesmo de ser vivida em segredo. Talvez tudo na vida tenha de ser planeado em segredo. Por agora a única coisa que entendo é que os dias continuam e eu não tenho outro remédio senão andar para a frente por uma estrada que não me mostra nem aponta para onde vou.

Talvez porque nem eu saiba já para onde deva ir.

 

Bem vindo, Setembro!

Eu tinha dito há algum tempo que ia deixar de fazer este tipo de posts mas a verdade é que já andava doida para ver o fnal de Agosto.

Não que tenha sido tão arrastado como costume, mas estes últimos dias passaram a passo de caracol. É provável que seja fruto da minha ansiedade, mas é diferente. Há uma esperança nova, uma atitude mais vincada. Cá no fundo acho que as coisas vão ser diferentes; as pessoas dizem-me que vai ser diferente. Portanto acho (e espero, muito sinceramente) em não cair num erro crasso ao dar as boas vindas ao novo mês na esperança de virar uma página nova na minha vida.

Portanto, o que espero eu de Setembro?

Primeiro lugar, e muito importante, espero não cair de cabeça pela ravina abaixo. Se fôssemos ilustrar a minha consciência com o típico tema do anjinho e do demónio, iríamos ver um consílio dos deuses dentro desta cuca teimosa. Uns de um lado a combater o pessimismo do outro e talvez um grupo mais a leste de quem só quer cinco minutos de silêncio, panelas a voar, todo um cenário ao estilo ACME. E logo a seguir a isso estar assegurado, espero muito poder mudar de ares. Já basta eu ter a noção de que me vou sentir uma "cota" na faculdade (embora saiba que há lá imensa gente da minha idade ou até mais velhos, I know, I know) mas pachorra para muita coisa, eu já sei que vai faltar. Mas espero poder conviver um pouco mais e sei lá, dar um up novo ao meu ano.

Até agora, 2017 não me tem falhado. Quiçá continue assim.

Ah. E por último, quero muito voltar ao ambiente outonal. É a minha estação do ano preferida e nem é pelo dito cujo sweater weather (cá com os meus botões, isso é mais lá perto do Natal). Já tive alguma praia, gostava de ainda lá ir mais uma vez este ano mas se não puder ser também não fico triste. O que importa é que Setembro comece com a força toda e que se mantenha assim, revigorante e cheio de surpresas boas.

 

E vós, o que esperam deste mês?

Boa tarde,

Daniela

 

Lógicas da Batata #9 (qualquer coisa)

O número é o dez, mas houve por aí uma temporada em que não as entitulava com o nome da rúbrica de tão danada que estava.

Desta vez não é assim tão grave mas não posso deixar de reclamar.

É preciso alguém estar com uma grande fé de que é desta que volta a pegar nos estudos para que os hipermercados e as papelarias não vendam material de jeito?! O ano passado era só coisas giras, há dois anos igualzinho, este ano vai que não vai... Nada. É verdade que não preciso de muita coisa; ou já tenho a maioria das coisas em casa de anos anteriores de aulas e explicação, ou é porque não vai ser preciso muito já de antemão. Também devia de estar atenta a que tipo de malas deve alguém usar, porque as mais discretas e simples... Não as vejo em lado nenhum.

 

Já não se usam malas de mensageiro ou... Tenho mesmo razão e a oferta de material escolar hoje em dia é mesmo horrível?

Saber ter fé.

Antes de começar, eu sei. Enervar-me não me leva a lado nenhum, já tenho o não garantido, nunca se sabe quais são as voltas que a vida dá, tudo pode acontecer.

Eu tenho toda e perfeita noção disto tudo e quando falam comigo acerca do assunto "escola" sinto os olhos a lacrimejar e a fazer tudo para que não caia nada pela cara abaixo. Se não fosse a fé de quem acredita em mim, não tinha esta necessidade de me abrir à possibilidade de acreditar também. Conforta-me e motiva-me quando me dão força para não desistir e tentar ter fé.

É a terceira vez que estou a tentar mudar o meu rumo para evoluir. E é a terceira vez que procuro agarrar-me à fé. Sim sou religiosa e não questiono a minha fé em Deus. Acredito piamente que aquilo que é meu, a mim virá, seja qual for a resposta. A única que precisa mesmo de acreditar em tudo isto e ter coragem de abrir o coração ao risco sou euzinha, mais ninguém.

Já estamos em Agosto e por agora ainda não perdi completamente a cabeça. Espero que se mantenha intacta até Setembro. Faltam 43 dias para voltar a fazer contas à vida. Vou voltar ao blog - já tenho conteúdo a transbordar aqui, portanto está ótimo - e vou ser mais proativa.

E até lá dá-me um fanico, mas pode ser que esteja aconchegada quando for hora!

Mais uma palhaçada do Governo.

As notas da segunda fase já saíram e ainda não eram 23h quando descobri que não tinha entrado nas minhas opções. Fiquei abalada, porque era com esta fase que estava a contar e por muito que tentei baixar as esperanças seguindo raciocínio lógico, tinha aquela réstea de esperança a dizer-me que talvez, só talvez, fosse conseguir. Era impossível de não acreditar no que os amigos diziam, foi confortante ver que alguém acreditou em mim.

Ver que não fui colocada doeu-me. Lembrei-me de todos os que me disseram para ter fé e que tinham a certeza que eu ia conseguir: falhei-os a todos. Falhei comigo mesma. Não sei bem como é que vou olhar para eles depois disto acontecer. Senti-me invadida por questões retóricas a bombardearem-me os pensamentos à procura de uma resposta. Terei feito o meu melhor? Estarão todos enganados? Será que é mesmo esta a melhor opção para mim? O que é que vou fazer?

Até que a meia-noite chegou e fui ver os detalhes, só por descargo de consciência. Estava ali alguma coisa errada: ambas as opões requeriam provas diferentes e por consequência, médias de provas de ingresso diferentes. Por muito que tivesse sido posta de parte por um valor, que faz bastante diferença, aqueles números estão errados. E quando até uma maldita décima tem tanto valor, a raiva justifica-se. Aquilo não podia estar certo e eu tenho o direito a essa decência, a saber os valores corretos. Agarrei naquilo e mostrei-o a quem já passou por isso e está na faculdade, talvez estivesse louca.

Não estava. Vimos todos o mesmo.

Ao que me leva ao óbvio, ao que oiço os universitários confessarem: cada ano que passa, o Ensino Superior está cada vez pior, uma anedota pegada. Aliás o Ensino Geral está uma piada de muito mau gosto. Levamos doze anos a lutar por boas notas e a sermos empurrados para a faculdade porque sim, porque ter o secundário feito já é muito banal e temos de ser melhores e apostar em qualquer coisa. Se entrarmos, somos massacrados pela Licenciatura fora com erros crassos dos sistemas e projetos escolares cujo foco é por norma a favor da escola (tais como alunos de Artes Visuais a trabalharem em propriedades de Arquitetura e Físico-Química para reconstruírem os edifícios). Se falharmos vamos para o mercado de trabalho, muitas vezes sem o primeiro emprego, onde nos pedem mais experiência do que idade e depois de adquirida essa experiência, somos demasiado velhos.

E no IEFP se for necessário, voltam lá para nos reincentivarem a tentar entrar na faculdade novamente. A fazer os exames, a pedir bolsas e a roer as unhas até Setembro. Para sermos negados outra vez. Para voltarmos à estaca zero.

Para que depois de tanto esforço e trabalho em vão tenhamos de fazer uma força enorme para não cair numa crise de identidade. Para duvidarmos de nós próprios outra vez.

Obrigada Portugal por doze anos de ensino onde me motivaram a ultrapassar os meus limites e a ser melhor a cada dia para depois isso não valer absolutamente nada.

 

Nope, try again #2

Juro, gente, que tive prestes a começar este post para o "Lógicas da Batata" depois de ter consultado os resultados no site das colocações mas visto que não posso fazer nada, calei-me. Fiquei meio irritada por ter visto que até poderia ter entrado numa das opções sem problemas com uma nota mais alta na prova de ingresso requirida... Mas as médias do secundário estragaram a coisa.

E nem falo nas outras duas opções, foi terrível. Sinceramente já vou fazer a candidatura à segunda fase com fé... Na fé mesmo, porque nas minhas notas não é de certeza. Cheira-me que uma futura tentativa será pelos maiores de 23 daqui a uns anos...

Continuando. Suspirei um bocado de alívio na parte de poder fazer alguma coisa agora e depois de uma longa conversa com familiares, atirei-me para a procura de emprego. Se já dava uma olhada pela Net.Empregos just in case quando ainda estava à espera de notícias, agora mais rapidamente o faço certo? Não me espantei muito com a exigência costume de experiência ou de licenciaturas, aquelas combinações de requisitos sem nexo, mas fiquei motivada por ter começado a procurar. Da conversa com os familiares surgiu então as opções que tenho: as explicações como o "desenrasca" estão garantidas, mas procurar trabalho é uma prioridade, assim como formações que valham a pena ou que me enriqueçam a nivel curricular. Também já tinha pensado em investir no estudo e aperfeiçoamento da minha área profissional para não me esquecer de nada... E também coloquei no meu leque de opções a possibilidade de procurar algo como tradutora, indicado por uns amigos do meu padrasto quando estive em Fiães, que também me leva a pensar em fazer um curso de certificação da língua inglesa. É certo que estou desesperada e que estou aliviada - em parte - por ter alguma coisa em backup, mas quero mesmo pôr as pilhas. Quero mesmo arrancar desta estagnação e começar a desenvolver carreira em alguma coisa, quero estar ativa, quero crescer profissionalmente.

Quero mesmo ser mais ativa financeiramente e ajudar a minha família, quero dar-lhes alguma estabilidade financeira e começar a amealhar para o meu futuro. E voltei a fazê-lo, estou em busca disso e sei que não vai ser fácil. porque tenho alguns condicionamentos mas não posso desistir.

E perdão pelo apelo, mas se souberem de algo ou alguém à procura de pessoal para a secção informática (com noções básicas de programação), I'm your girl. Também sou ilustradora de manga e anime. Sou meio envergonhada e ainda à procura do primeiro emprego, mas dêem-me uma oportunidade.

Now... I just can't give up. Quiçá Outubro me traga um milagre na segunda fase.

 

Nope, try again.

Ora... Pois, a sorte foi zericos. Não entrei em lado nenhum.

Ainda estou para confirmar as vagas sobrantes para poder tratar da candidatura à segunda fase, mas depois de uma rapariga bastante simpática me ter auxiliado nas minhas dúvidas, as chances continuam sem ser muito positivas. Ainda assim, ela aconselhou-me a tentar na mesma e quem sabe, pode ser que tenha sorte. A diferença de médias entre mim e o último colocado é de 1,5 ou mais valores e eu sei que decididamente isso quer dizer más notícias.

Mas folgo em ver que o tempo torturoso de espera acabou. Esperar até dia 6 de Outubro sempre é mais rápido do que esperar o Verão inteiro e tenho uma perspetiva muito mais alargada do que se passa, quais são as chances e acima de tudo, o que posso fazer agora. As cordas que me prendem de fazer alguma coisa alargaram-se um bocado e isso dá-me espaço nem que seja para respirar e pensar no passo seguinte.

Coisa que tem sido super importante nestes últimos dias.

Estou saturada de estar parada e ser obrigada a esperar por resultados para fazer alguma coisa sem perder o juízo. Agora já posso avançar, nem que seja para ponderar as hipóteses que tenho na mesa.

Haja saúde...

 

 

Nunca mais é meia noite!

Isto já parece que é Natal.

E eu tenho toda a noção do mundo para compreender que certamente não entrei na primeira fase em nada do que indiquei, mas visto que já se pode esperar de tudo vindo das colocações...

Uma pessoa acaba por querer saber na mesma, ter a certeza.

Porra pá. Quando o tempo deve andar mais rápido, não anda.

 

 

Coisas a fazer antes que dê em maluquinha

♥Voltar à blogosfera a 100% (estou a voltar, sim, mas falta muita coisa a fazer aqui...)

♥Voltar ao desenho a 100% (a mesma coisa... A lista está quase a acabar, ao menos isso)

♥Acabar de ler a última trilogia de bolso da Nora Roberts que comprei o ano passado. Daqui a nada tenho de reler o primeiro livro.

♥Começar a adiantar as prendas de Natal enquanto tenho ideias e é mais barato.

♥Acabar as limpezas antes do frio voltar (aquelas sempre chatas de Verão que faço às prestações porque não tenho outro remédio)

♥Começar a cuidar melhor de mim.

♥Achar os fones desaparecidos.

♥Ter um bocadinho mais de fé.

 

Só faltam seis dias.E algumas horas.

 

I'm alive!

Boa tarde gente! Espero que esteja tudo bem convosco por estes lados.

Tenho sido ruim e não tenho vindo aqui com a frequência que desejo ou que prometo. Penso que já devia ter cá passado para, ao menos, vos dizer como correu o exame (a dia 22... já é dia 29... isto está mau...). Também só tenho podido ler os vossos posts e não tenho comentado, sorry...

Desde que saí do exame (seriously, desde que pus os pézinhos cá fora depois daquelas duas horas do capeta) que me sinto drenada de energia, cansada, exausta, you name it. Consegui repôr os sonos depois de ir à praia duas vezes (sim... duas. Já fui à praia mais vezes este ano do que o ano passado e o anterior juntos, jasus) e apesar de não me sentir naquele pico de ansiedade monster à espera dos resultados, continua cá presente. Achei o exame minimamente acessível (honestamente, se o foi para mim, que nunca dei aquela coisa, deve ter sido mais fácil para quem tem aulas e para quem se safa naquilo ou para quem conseguiu estudar tudo). Sei que apesar de muito recusar, às 19h dei por mim a fazer as contas com o meu exame. E se por algum motivo de desgraça nenhuma das minhas respostas certas for anulada, consegui um 9,8.

Ou seja, consegui o mínimo que pretendia. O que acertar mais vem por acréscimo e é recebido de muito boa vontade e a segunda fase é uma ideia a ponderar, dependendo do que me digam na secretaria. Este ano vejo a luz ao fundo do túnel, pequena mas presente. Esforcei-me, dei o litro e sei que se não consegui mais, a culpa não foi minha. Foi fruto do meu esforço, solo, meses e meses a ler, a pesquisar, a tentar compreender. E por agora só me resta mesmo rezar para serem generosos na avaliação e mais tarde no ingresso.

Desde então até agora, tem sido para desinchar (sim, não perdi o jeito, a Dani ainda incha tipo peixe-balão depois dos exames, incrível!) e para o descanso. Algumas prendas de aniversário foram já compradas para um casamento e já não sou um fantasma, já tenho uma cor minimamente normal.

Sendo sincera, pensei mais uma vez em fazer aqui uma pausa. Raramente cá venho e não é por desinteresse, atenção. Continuo a adorar o blog, a blogosfera, os meus leitores. Mas não tem sido fácil arranjar assuntos para cá vir sem que sejam negativos em excesso. Eu sei que faz bem deitar tudo cá para fora, é um facto, mas também tenho de me concentrar nas coisas boas e raras.

Acho que foi essa última linha que me fez pensar, "não, vais pôr a cabeça no sítio e vais encarar a vida. E vais falar daquilo que queres. E vais encontrar o bom no meio do mau. O blogue foi o que te ajudou a emergir. E pode perfeitamente voltar a fazê-lo".

 

So... Para este post não ficar muito grande, see you next time. Nada de pausas. Só de boas vibes e saber entendê-las.

Boa tarde,

Daniela

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