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Violet Clouds

As nuvens passam.

Não falo convosco por estas bandas há pouco mais de um mês com bastante tristeza minha. Visito o meu próprio blog e vou pensando, à medida que leio publicações mais antigas, o que é que vos posso trazer aqui.

Desta vez, penso eu, que as novidades já sejam algumas.

Mudei-me de livros e cadernos para outro sítio mais os pequenotes. A transição já era bastante necessária e um azar da minha vizinha do lado, que trouxe um exército de berbequins e martelos atrás de si, apressou essa troca de sala de aula. Estou num ambiente bastante mais sossegado e estou a duas divisões de fazer trocas de alunos com a tia rebelde, o que vai evitar vários telefonemas com perguntas e respostas que já nos tínhamos esquecido há muitos anos atrás.

Não faço ideia se foi um efeito secundário disto e de o ambiente ter acalmado um pouco mas durante mais ou menos uma semana, aterrava com a cabeça na almofada e deixava-me dormir em modo automático. Pouco tempo depois não tive qualquer problema em aliviar o ansiolítico passado pelo médico e agora está apenas aqui para urgências, exatamente como é necessário.

As nuvens passam, as horas correm e olho para tudo isto à procura do caminho que tenho de definir. Quem sou, o que tenho de fazer e o que quero fazer de mim.

Esta semana começa com um recomeço, uma nova lista, objetivos a alcançar. Agora é ter alguma perserverança e lutar para conseguir. Quiçá possa mesmo cá voltar com posts mais recheados e com melhor conteúdo, ou simplesmente deixar que a autora deste blog volte em força e feliz.

 

 Boa semana,

Daniela

Em pulgas!

Estou em pulgas e não quero estar. Mas com o aproximar do fim de semana é impossível conter-me. Não quero ter esperanças mas pelo amor de Deus, é difícil.

Vou a casa.

Estive lá tão perto no verão e doía olhar no horizonte e querer ir lá ter. Mas vou a casa. Vou voltar nem que seja por dois dias, mas vou voltar a ter o coração no peito. Perdoem-me as lamechices, mas nunca mais me senti completa desde que deixei de lá ir. E tenho pena de não voltar a ver alguns amigos de longa data. Pode ser que nos cruzemos. Eu espero que sim. Vejo-me a contar os dias, tal e qual como quando era miúda. Estou eufórica e não aguento. Já sei que vai chover em princípio (obrigadinha, S. Pedro...) mas... Posso não ser do Porto e arredores mas sempre me disseram que um dia de Sol ali é dia abençoado. E sempre fui no inverno, portanto raramente estava solarengo. Mas não interessa.

Vou lá estar.

E eu sei que vai ser má ideia alguns locais, dado o fim de semana ser de luto aqui por casa. Mas se fosse eu, não iria querer que os meus filhos e família chorassem. Acho que deve ser a vontade dela também.

Ai jasus. Apetece-me sorrir. Mas aqueles sorrisos grandes e rasgados. Mas ainda não é hora.

Há-de ser. =)

 

Nope, try again #2

Juro, gente, que tive prestes a começar este post para o "Lógicas da Batata" depois de ter consultado os resultados no site das colocações mas visto que não posso fazer nada, calei-me. Fiquei meio irritada por ter visto que até poderia ter entrado numa das opções sem problemas com uma nota mais alta na prova de ingresso requirida... Mas as médias do secundário estragaram a coisa.

E nem falo nas outras duas opções, foi terrível. Sinceramente já vou fazer a candidatura à segunda fase com fé... Na fé mesmo, porque nas minhas notas não é de certeza. Cheira-me que uma futura tentativa será pelos maiores de 23 daqui a uns anos...

Continuando. Suspirei um bocado de alívio na parte de poder fazer alguma coisa agora e depois de uma longa conversa com familiares, atirei-me para a procura de emprego. Se já dava uma olhada pela Net.Empregos just in case quando ainda estava à espera de notícias, agora mais rapidamente o faço certo? Não me espantei muito com a exigência costume de experiência ou de licenciaturas, aquelas combinações de requisitos sem nexo, mas fiquei motivada por ter começado a procurar. Da conversa com os familiares surgiu então as opções que tenho: as explicações como o "desenrasca" estão garantidas, mas procurar trabalho é uma prioridade, assim como formações que valham a pena ou que me enriqueçam a nivel curricular. Também já tinha pensado em investir no estudo e aperfeiçoamento da minha área profissional para não me esquecer de nada... E também coloquei no meu leque de opções a possibilidade de procurar algo como tradutora, indicado por uns amigos do meu padrasto quando estive em Fiães, que também me leva a pensar em fazer um curso de certificação da língua inglesa. É certo que estou desesperada e que estou aliviada - em parte - por ter alguma coisa em backup, mas quero mesmo pôr as pilhas. Quero mesmo arrancar desta estagnação e começar a desenvolver carreira em alguma coisa, quero estar ativa, quero crescer profissionalmente.

Quero mesmo ser mais ativa financeiramente e ajudar a minha família, quero dar-lhes alguma estabilidade financeira e começar a amealhar para o meu futuro. E voltei a fazê-lo, estou em busca disso e sei que não vai ser fácil. porque tenho alguns condicionamentos mas não posso desistir.

E perdão pelo apelo, mas se souberem de algo ou alguém à procura de pessoal para a secção informática (com noções básicas de programação), I'm your girl. Também sou ilustradora de manga e anime. Sou meio envergonhada e ainda à procura do primeiro emprego, mas dêem-me uma oportunidade.

Now... I just can't give up. Quiçá Outubro me traga um milagre na segunda fase.

 

Olho da tempestade

Sou novata em muita coisa.

Chegar a esta conclusão é estranho e ao mesmo tempo é óbvio. Há muita coisa para aprender na vida e quando pensamos que já vimos de tudo, que já experimentámos de tudo, há ali algo que vem para nos dar um "caldo na cabeça" (estilo Gibbs, NCIS) e avisar-nos que não é bem assim. Faz parte do crescimento do ser humano e é normal. No entanto não é nada fácil levar com os primeiros impactos. E como pude ler hoje algures, nunca estamos bem preparados para uma dificuldade na vida, porque se estivéssemos, não seria evidentemente difícil.

E entre o alvoroço que essas situações levantam, é raro haver um momento em que tudo de repente se resolve na nossa consciência. Apesar da raridade, acontece e acho que cheguei a esse cúmulo recentemente. No meio de tanta coisa e após tantos anos existe a tendência de esquecermos factos que outrora foram óbvios e incontornáveis, talvez porque a dada altura não haveria motivo para serem alterados e foram tomados como dados adquiridos.

O que quero dizer no meio disto tudo é que há uns anos atrás, certos factos eram óbvios para mim. Não queria ir para a faculdade e tinha ideia de que vias seguir: formações numa determinada área e buscar trabalho sem descanso, cuidar dos meus, ser feliz e crescer. Recordo-me que a certo ponto senti-me feliz por saber o que fazer. E entretanto pelo caminho, com tanto empurrão da vida, achei que talvez até pudesse tentar entrar na faculdade e encarei o desafio. Verdade seja dita ainda nada foi revelado, portanto pode ser que aconteça. Mas às vezes a realidade faz o favor de nos chamar à atenção e fez-me perceber que no stress e na correria de estar a tentar, esqueci-me de que há outras vias, que não tenho de ser como os outros da minha idade, que há formas. Que não preciso de desistir de uma coisa, mas que posso fazê-la quando for a hora certa para mim e não para a qual a sociedade atual achou que devia acontecer.

Que todos nós temos o nosso ritmo de crescimento e que nem sempre é pelo mesmo caminho.

Sosseguei-me a certo ponto, depois de me enervar semanas acerca do que pode ou não acontecer. Não perdi nada em estudar e no futuro não me arrependerei de não o ter feito. Se entrar ótimo... Se não entrar, não era para ser já. Mas importa que não desisti, nem quero desistir, e que de facto preciso de ter mais fé em mim mesma e no Mundo. E claro que depois de um texto deste tamanho, há que fazer aquilo que foi escrito e ter esperança para um futuro melhor, seja qual for o desfecho.

E decididamente, tenho mesmo de tomar consciência daquilo que realmente quero e tenho de fazer.

... Ainda bem que nunca fui daquelas crianças que ansiava por ser adulta. Não são as responsabilidades que me atormentam, mas o mundo de hoje? Ah... sim. É desse que quero proteger a criança que existe em cada um de nós.

 

 

 

Un petit a part #41

Soube-me muito mal ver o meu primeiro post de 2015.

Tinha prometido não fazer objetivos e enfrentar os imprevistos. É caso mesmo para dizer que o imprevisto fora de todo já previsto e impossível de evitar.

Assim seja. Enfrentá-los-ei na mesma. Mas não vão rebentar novamente com as metas que tenho a cumprir. Porque se houve algo que eu aprendi este ano, foi que eu consigo.

Portanto, hei-de conseguir.

 

 

Hello, November

Bem vindo.

Obrigada pelas novas experiências e pelas gargalhadas, Outubro. Foste um mês bom, apesar de todos os dissabores que já te acompanham na minha vida e de outros que decidiram aparecer entretanto. Trouxeste desafios e até uns miminhos novos (trouxeste-me forma de voltar à blogosfera, yay!). Despedi-me de ti em festa, mais do que o espírito de Halloween, mas principalmente com gargalhadas e amor em família. Senti-me novamente pequena, na tua última noite. Senti-me em casa, nunca só. Que parte do que foi de mim afinal não tinha morrido.

Novembro, bem vindo. Mantém este balanço de boas surpresas e traz mais ainda. Leva o que Outubro pouco teve de mau e traz-me as boas energias essenciais para que tudo possa voltar a ficar em perfeita harmonia. Prepara-me já para a próxima época festiva com empenho e inspiração. Leva-me a sonhar pelo ar sempre que uma das poucas folhas douradas decide cair lentamente. E dá-me mais motivos para sorrir sem pensar, até aconchegada numa mantinha.

E a todos vós, feliz dia das Bruxas.

Boa tarde,

Daniela

Un petit a part #38

Eu não sei quanto a vocês.

Porém, há aqueles dias em que entre meio do quotidiano, começamos qualquer coisa a reclamar mentalmente, a procurar formas de evoluir e de recuperar um pouco daquilo que verdadeiramente somos; e não há recompensa maior quando nos apercebemos (novamente) de que já temos todas as respostas cá dentro do peito. E que nessa consciencialização, sabemos que tudo vai ficar bem. Porque por um momento lúcido da nossa existência, voltámos a confiar em nós próprios e temos toda a força do mundo para ser feliz.

Apercebemo-nos de que somos capazes. E de que somos verdadeiramente felizes e livres quando não estamos a procurar esse rumo, somos felizes sem nos apercebermos.

Acho que hoje foi um desses dias. Eu sou capaz. E não podia sentir-me mais grata por voltar a aconchegar esse sentimento no meu peito.

 

 

Do que ando à espera?

Das poucas vezes que tenho publicado durante o ano de 2015, foi mencionado várias vezes o objectivo de entrar na faculdade este ano, assim como o receio que me persegue no caso de receber um "sim" ou um "não". Com os anos esqueci-me do quanto é necessário ultrapassarmos a nossa zona de conforto, mas ou 8 ou 80. Sinto como se tivesse saltado logo para o 800, quando submeti a candidatura.

E como não aprecio isso, corri outras opções. Se entrar, mas não ficar, ainda tenho em Outubro uma chance de me manter em movimento. Se entrar e não ficar, porque não tenho forma de pagar a bolsa, o IEFP espera-me para mais um curso profissional. Se nenhuma das opções servir, volto para as explicações e à procura de emprego. Parada não fico, senão rumo em direção ao abismo da loucura. Eu e esse abismo não nos damos muito bem. Está demasiado próximo da sociedade actual, daquilo a que é intitulado de "normalidade triste". Talvez seja isso que me enerva, que me enche o estômago de borboletas: o medo de estagnar. Têm-me dito que esse sentimento há-de perdurar até ao dia das colocações, mas pelo menos sei que se cair, não caio desamparada.

Portanto, se não andar a estudar Psicologia, andarei a aprender como pintar as unhas e fazer coisas bonitas... Com um livro de preparação de exames atrás do caderno. Mas parada não fico. Nem vou dar esse prazer a ninguém (que já de si é absurdo por agradar a seja quem for, a infelicidade dos outros, mas isso são petiscos para outro Domingo). A parte boa é que com isso, a rúbrica de nail art passe a ter trabalhos feitos por mim também! Ah, vou aprender a ser uma menina!

(Soou meio mal, mas eu percebo, portanto está óptimo).

 (I suppose this is more of a self-message for me? Learning how to love life is tough sometimes)

 

Boa tarde,

Daniela

Um já foi, outro está para vir

A Dani já despachou um dos exames, o de Português. Que achei curioso, agora já não se entitula de Português A.

Manifestações interiores e silenciosas, várias tentativas de homicídio involuntário por parte da campainha da escola (precisamente por cima da janela ao meu lado) e alguma confusão à parte, os meus sentimentos perante o exame são ambíguos. Li primeiro a prova e achei que aquilo era de aparência simples. E quando a esmola é muita, o pobre desconfia. Reli a prova e tentei responder às perguntas todas quanto sabia e o mais pormenorizadamente possível. Dei por mim a pedir às professoras uma folha de rascunho e a fazer mapas mentais, o que apenas me proporcionou um par de olhares. Parece que os hábitos de estudos da minha turma já não se aplicam às novas, pelo menos ali.

Saí do exame e deparei-me com o esperado: as pessoas comentavam o quão fácil tinha sido a prova. Eu continuei com a pulga atrás da orelha e vim para casa. Não me atrevi a ir ver os critérios e prefiro aguentar as pulgas da expetativa até ao dia dos resultados; nunca gostei de fazer especulações nas notas, deixam-me demasiado enervada. E já me bastou saber que pelo menos 1 valor não tenho graças à parvoíce de fazer uma troca pequenita. À noite, ouvi dizer que os professores esperam uma descida nas médias porque os exames tinham sido de uma dificuldade média-alta. Tremi. As professoras da minha escola apenas reclamavam baixinho sobre a idiotice de numa prova de três anos com oito obras obrigatórias só sair uma, e não duas, assim como a contabilização dos "erros ortográficos" (aka o Aborto Ortográfico).

Enfim, já lá vai. E logo se vê. Credo. Agora o próximo será Biologia e Geologia, que me preocupa mais. Mas terei a mesma atitude e tentarei não subir paredes com a ansiedade. Entretanto a minha "barriguinha dos exames" já me acompanha e que remédio tenho eu senão resignar-me a esperar que desapareça. O que importa é que já só falta um. E caso as coisas não corram pelo lado melhor, estou a apressar-me em tratar de um backup plan até ao ano seguinte.

A ver vejamos. E vós, como tem sido o vosso mês? Tenho saudades vossas e dos vossos cantinhos! Espero retomar à blogosfera em condições brevemente!

(Era bom era...)

Boa tarde,

Daniela

Home?

Cada vez o sinto mais. A necessidade de construir uma casa, tanto fisica como simbolicamente.

Após a entrega da minha irmã ao autocarro no Oriente, comentou-se isso no regresso. Aquela ponte simboliza muita coisa, e dantes, simbolizava o nosso regresso ao verdadeiro lar: onde chegamos, respiramos fundo e podemos descansar. E onde até o nosso silêncio tem o poder de reinar, de sossegar os nossos corações.

 

Onde sobretudo se fazem coisas normais em casas: fazer o jantar à nossa vontade, decorar a casa a nosso gosto sem acumular tralha, ter autorização para fazer barulho a horas decentes (como à tarde), ouvir a música que desejamos, descansar por completo, ignorar as vizinhas cuscas. Sei lá. Coisas normais... Que há muito tempo que não lhes tomo o gosto. E onze meses depois do curso nada disso apareceu aqui, onde moro actualmente. Mas já se planeia uma pequena mudança, até nem muito longe daqui.

 

Sei lá. Um dia eu talvez volte para casa sem tanto peso na consciência.

 

 

Boa noite,

Daniela

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