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Violet Clouds

Un petit a part #51

Numa tentativa frustrada de ao menos ver que recompensas deram no primeiro aniversário do Mystic Messenger (que já agora acabei por desinstalar de vez, porque não recebi nada e já fiz o jogo todo), descobri que o meu telemóvel branco - o que morreu sabia-se lá porquê e só conseguia estar ligado se eu não o bloqueasse - decidiu voltar dos mortos.

Eu na cozinha a atualizá-lo, a ver do jogo, quando a tia me vê com o desgraçado e me diz "Então, já trabalha??" e ao qual eu respondo "Não...Já que aqui estás, eu bloqueio-o e tu vês". E como diz o bom do alentejano, o cabr** não começou a reiniciar feito louco.

Consegue bloquear e simplesmente estar parado.

Consigo atualizar tudo.

Consigo usá-lo e nem me gasta muita bateria.

Resumindo: não sei até quando isto vai durar mas espero que tenha sido só uma paranóia temporária e que esteja de volta para mim.

Talvez seja má escolha

Quanto mais prossigo com a vida, independentemente de como corra, mais pondero na minha escolha de carreira. Talvez psicologia seja má escolha para mim.

Até acredito que seja boa ouvinte e saiba encaminhar as pessoas, mas não tenho paciência. E digo isto porque se as minhas palavras forem repetidas por outra boca, já são bem aceites. Sempre soube que não tenho jeitinho nenhum para comunicar com ninguém, mas em certos pontos... É muito frustrante. É certo que só se pode ajudar quem quer ser ajudado, mas há quem abuse na coisa. Não sei se é por não ser "féxon" (como diz a minha m-M do Contos da menina Mulher) ou por ter cara de "demasiado nova", "enjoada", "alien", entre outras tantas designações que já ouvi.

A sorte é que tenho outras áreas como backup, mas no final do dia só comprovo que com tanta teimosia, talvez estivesse prestes a envereder por um caminho que a mim não me pertence.

Falhei o desafio!

Uma das minhas resoluções para 2017 era fazer o 100 happy days challenge... E ainda consegui chegar até dia 8, mais ou menos, dia 9 já foi atrasado. E calma gente, não foi por falta de tempo (como acusa a maioria dos desistentes), eu andei a tirar fotos feita louca, eu insisti no desafio de procurar o lado positivo de tudo.

Mas para alguém como eu, que leva o dia em casa (incluindo a trabalhar), acabo por ficar sem coisas para fotografar. Não digo que o desafio seja impossível, porque não é. E é extremamente gratificante.

Eu é que estou demasiado embrenhada numa rotina constante, uma que não é a que quero, sem forma de a romper.

 

"Ah, mas basta ter força de vontade, o primeiro passo para mudar de vida é querer mudar!"

 

Eu vou concordar com isso quando o segundo passo não me aprisionar tanto, magoar os que amo e ser egoísta. E quando o terceiro passo não for impossível de alcançar porque não há mesmo mais soluções a meu redor. Não sou pessoa de estar estagnada, de estar parada, mas estava a espernear tanto contra as paredes que se têm levantado que me magoo a mim e a quem está perto de mim pela impaciência de querer continuar com a vida para a frente e nem por cima ou pelos lados ou à marretada consigo passar.

Again, acredito que as coisas possam mudar e que estes desafios - seja de fotos ou de vida - não sejam impossíveis. São muito possíveis até.

Apenas não é a altura certa ainda e o desafio maior que tenho em mãos é ter paciência e não desistir. Portanto quando for finalmente a hora... Hei-de recomeçar o desafio, porque sei que sou capaz.

 

Teve de ser.

Bolas, entristeci-me para caraças de ter dito que não ao Pai Natal Secreto IV, que já está quase (ou já mesmo) em andamento. Mas tem de ser.

Este ano não me sinto tão desejosa do Natal. Em vinte e três anos de existência não mando foguetes para as festividades com tanto alvoroço. Sim, conto os dias e acabo por rir-me à gargalhada quando uns me reviram os olhos e outros ficam tão contentes como eu, aliás, é das alturas em que me sinto mais conectada com os meus alunos. Mas não conto da mesma forma. Já procurei pelo meu quarto e já tenho algum ambiente festivo aqui. Será suficiente.

Não conto os dias com tanta alegria depois de tanto tropeção e tanto esforço para me manter erguida em 2016. O mesmo para o Ano Novo - a esperança de que 2017 vá ser diferente é quase nula. E com as contas tão apertadas cá em casa, senti que este ano não vou poder participar no Pai Natal Secreto aqui da blogosfera. Deu-me um nó cá dentro, porque o que adoro nestes eventos são as pessoas e saber que fiz alguém feliz, aquela ansiedade de talvez ter surpreendido alguém, de saber que alguém ficou mais alegre com um miminho meu.

Este ano fico do lado de fora a torcer por vocês. Que haja surpresas e muita alegria, que muitos corações se aqueçam. Ainda me lembro dos meus Pais Natais secretos e guardo os miminhos com muito amor e carinho. Este ano fico só a ver e fico alegre por vocês estarem alegres. E até gostava se pudesse de vos surpreender a todos. Mas talvez para o ano possa voltar... Ou pelo menos espero que sim.

Este ano conto os dias para a noite de Natal para manter viva a única tradição pessoal que mantenho: a de me sentar perto da árvore de Natal na hora da consoada, sozinha na sala e olhar para as luzes. Sonhar com o brilho dos ornamentos, como uma criança pequena. Este ano só quero o conforto de que por muito medo que tenha, por muito cansada que esteja, que existe uma luz e um sentimento que paira nessa noite que nos conforta e nos diz que há-de ficar tudo bem.

Obrigada pelos anos anteriores e obrigada por vos ter conhecido mais um pouco.

Un petit a part #48

A repetição deste número do Un petit a part tem uma boa justificação.

Tinha-vos escrito acerca de dois irmãos algures por aí a viverem vidas diferentes à nora. Nas mãos do Destino. Embora apenas tivesse quase a certeza acerca de um deles, o outro... Nem por isso. Era informação de fonte bastante duvidosa e é impossível não ficar de pé atrás. Afinal de contas era uma teatrada, como se fosse algo muito giro para uma brincadeira e no fim de contas foi apenas uma fantochada.

Podia barafustar acerca de como é que há quem perca tempo com dramas e mentiras e prolongar-me com críticas à sociedade mas a verdade é esta. Há quem viva uma mentira pegada e honestamente, não sei até que ponto é que a verdade passa a ser uma pergunta retórica para estas pessoas. A verdade é que há quem o faça e viva bem consigo mesmo e ninguém pode emendar o que não tem arranjo.

No entanto não significa que um e outro não estejam à mercê da Sorte para sobreviver.

Espero que um deles, mais velho, já seja um senhor e já tenha a sua vida estável. Talvez um dia nos cruzemos. E só desejo que o outro tenha toda a sorte no Mundo e nunca desista de sonhar. Perder a esperança nos nossos sonhos dói demais. Queremos sempre proteger a criança em nós que há muitos anos atrás pensou sobre o nosso futuro ou perguntou-se, ainda que por meros segundos, como iríamos ser agora. O que faríamos. O que seríamos. Quais dos nossos sonhos já teríamos concretizado.

Agora que penso nisso acho que nunca fui exigente com os meus sonhos. Nunca sonhei muito alto, ainda que isso seja subjetivo. Ainda que há bem pouco tempo me tenha apercebido de que sonhar dói bastante, mas ainda tenho fé de poder voltar a sonhar um dia sem medo.

Espero que para eles corra tudo bem. Espero que tenham força para concretizarem os seus sonhos e acima de tudo, coragem. Aquela que já pensei de não ter.

Talvez os nossos destinos se cruzem um dia.

Talvez um dia nos encontremos (ou reencontremos) sem rancôr ou mágoa. No meio disto tudo, somos inocentes.

Portanto a vós leitores perdão pelo desaparecimento do post. Voltou a ser atualizado. Mantenho no entanto, este parágrafo:

Quanto muito, desejo o que para mim é essencial: que tenham sorte na vida e que sigam sempre o caminho certo. E que quando isso não aconteça, que aprendam com os erros e sigam sempre em frente de cabeça erguida e sorriso no rosto. Que tenham força para continuar e que não tenham medo de chorar, que corram atrás do que os cativa e que concretizem todos os seus sonhos. Que sejam honestos e gentis.

E que sempre que se sintam sozinhos, que existe alguém no mundo com toda a certeza que sabe do que eles são capazes.

 

 

Mais uma palhaçada do Governo.

As notas da segunda fase já saíram e ainda não eram 23h quando descobri que não tinha entrado nas minhas opções. Fiquei abalada, porque era com esta fase que estava a contar e por muito que tentei baixar as esperanças seguindo raciocínio lógico, tinha aquela réstea de esperança a dizer-me que talvez, só talvez, fosse conseguir. Era impossível de não acreditar no que os amigos diziam, foi confortante ver que alguém acreditou em mim.

Ver que não fui colocada doeu-me. Lembrei-me de todos os que me disseram para ter fé e que tinham a certeza que eu ia conseguir: falhei-os a todos. Falhei comigo mesma. Não sei bem como é que vou olhar para eles depois disto acontecer. Senti-me invadida por questões retóricas a bombardearem-me os pensamentos à procura de uma resposta. Terei feito o meu melhor? Estarão todos enganados? Será que é mesmo esta a melhor opção para mim? O que é que vou fazer?

Até que a meia-noite chegou e fui ver os detalhes, só por descargo de consciência. Estava ali alguma coisa errada: ambas as opões requeriam provas diferentes e por consequência, médias de provas de ingresso diferentes. Por muito que tivesse sido posta de parte por um valor, que faz bastante diferença, aqueles números estão errados. E quando até uma maldita décima tem tanto valor, a raiva justifica-se. Aquilo não podia estar certo e eu tenho o direito a essa decência, a saber os valores corretos. Agarrei naquilo e mostrei-o a quem já passou por isso e está na faculdade, talvez estivesse louca.

Não estava. Vimos todos o mesmo.

Ao que me leva ao óbvio, ao que oiço os universitários confessarem: cada ano que passa, o Ensino Superior está cada vez pior, uma anedota pegada. Aliás o Ensino Geral está uma piada de muito mau gosto. Levamos doze anos a lutar por boas notas e a sermos empurrados para a faculdade porque sim, porque ter o secundário feito já é muito banal e temos de ser melhores e apostar em qualquer coisa. Se entrarmos, somos massacrados pela Licenciatura fora com erros crassos dos sistemas e projetos escolares cujo foco é por norma a favor da escola (tais como alunos de Artes Visuais a trabalharem em propriedades de Arquitetura e Físico-Química para reconstruírem os edifícios). Se falharmos vamos para o mercado de trabalho, muitas vezes sem o primeiro emprego, onde nos pedem mais experiência do que idade e depois de adquirida essa experiência, somos demasiado velhos.

E no IEFP se for necessário, voltam lá para nos reincentivarem a tentar entrar na faculdade novamente. A fazer os exames, a pedir bolsas e a roer as unhas até Setembro. Para sermos negados outra vez. Para voltarmos à estaca zero.

Para que depois de tanto esforço e trabalho em vão tenhamos de fazer uma força enorme para não cair numa crise de identidade. Para duvidarmos de nós próprios outra vez.

Obrigada Portugal por doze anos de ensino onde me motivaram a ultrapassar os meus limites e a ser melhor a cada dia para depois isso não valer absolutamente nada.

 

Un petit a part #47

Tantas noites sem dormir em condições matam-me aos poucos. É correrias com a segunda fase, é avós a não cooperarem no geral, é preocupações financeiras, é saudades do namorado... E entre outros e tudo isso tudo em conjunto e perfeita sincronia da desorganização total. Se existe forma de não saber mais se é bom ou mau receber uma boa notícia mas ainda assim ter fé, então estou nesse patamar. O cansaço já é tanto que a recepção e assimilação de novos fatores diariamente acabam por se formar num novelo de informação que ao final do dia se traduz em dores. Não quero desistir e sei que é preciso uma mudança grande na minha vida para voltar a ter os dois pés no chão, mas por esta altura sei que estou prestes a sucumbir. Sei que se fizer mais força, tudo se vai quebrar.

A diferença de este ano para o ano passado é que desta vez sei que tenho de usar o resto das minhas forças para me proteger de não voltar a cair num abismo.

E por ironia, começou a chover agora mesmo depois de um dia de calor... Nunca fiquei tão feliz de ouvir a chuva a cair. É reconfortante.

Tenho receio das boas notícias se desvanecerem, de serem falsos alarmes. Mas tenho fé que elas apareçam e que eu seja forte o suficiente de as abraçar. Apenas tenho de manter isto em mente.

Não esperava admitir, mas...

... Nunca achei que me ia permitir chegar ao ponto de ser magoada. Eu tinha essas muralhas erguidas e fui na conversa de que tinha de as baixar, deixar as pessoas entrar e ligar-me mais a elas. Fazia também parte do processo de aprender a confiar e de me ligar aos outros.

Sinto-me derrotada e fraca por admitir que fui magoada. Baixei essas muralhas que me bloqueavam de ser atingida por boas intenções e falsas promessas e na única vez que me é feita uma promessa, ela foi quebrada. Por muito que não seja auto-inflingido, por muito que não tenha sido eu, culpo-me por ter deixado sair a chance de me atingirem onde dói mais.

Não é novidade nenhuma, que criar expetativas nunca dá certo, mas...

... Até o mais pessimista se cansa de nunca tentar ser feliz.

Caí no erro que mantive longe toda uma vida. Confiei em alguém e por muito que queira voltar a confiar... Dói, se o estiver a tentar fazer sozinha.

E estou a combater com todas as forças contra a vontade de desistir. Mostra-me que posso voltar a confiar em ti.

 

Isto deve ser uma piada de muito mau gosto

... Eu acho que vou começar a deixar de fazer aqueles posts de "Welcome, month". Decididamente, cada vez que o faço, vai que acontece só coisas lindíssimas ao contrário do que desejo lá no fundo, fundinho.

Uma gaja a pedir para Setembro ser mais brando comigo e já me quer arrancar a sanidade ainda nem dois dias se passaram.

Credo, karma, calma. Facadas destas no coração não.

Bom, deixa lá ver se não perco já o juízo...

Olho da tempestade

Sou novata em muita coisa.

Chegar a esta conclusão é estranho e ao mesmo tempo é óbvio. Há muita coisa para aprender na vida e quando pensamos que já vimos de tudo, que já experimentámos de tudo, há ali algo que vem para nos dar um "caldo na cabeça" (estilo Gibbs, NCIS) e avisar-nos que não é bem assim. Faz parte do crescimento do ser humano e é normal. No entanto não é nada fácil levar com os primeiros impactos. E como pude ler hoje algures, nunca estamos bem preparados para uma dificuldade na vida, porque se estivéssemos, não seria evidentemente difícil.

E entre o alvoroço que essas situações levantam, é raro haver um momento em que tudo de repente se resolve na nossa consciência. Apesar da raridade, acontece e acho que cheguei a esse cúmulo recentemente. No meio de tanta coisa e após tantos anos existe a tendência de esquecermos factos que outrora foram óbvios e incontornáveis, talvez porque a dada altura não haveria motivo para serem alterados e foram tomados como dados adquiridos.

O que quero dizer no meio disto tudo é que há uns anos atrás, certos factos eram óbvios para mim. Não queria ir para a faculdade e tinha ideia de que vias seguir: formações numa determinada área e buscar trabalho sem descanso, cuidar dos meus, ser feliz e crescer. Recordo-me que a certo ponto senti-me feliz por saber o que fazer. E entretanto pelo caminho, com tanto empurrão da vida, achei que talvez até pudesse tentar entrar na faculdade e encarei o desafio. Verdade seja dita ainda nada foi revelado, portanto pode ser que aconteça. Mas às vezes a realidade faz o favor de nos chamar à atenção e fez-me perceber que no stress e na correria de estar a tentar, esqueci-me de que há outras vias, que não tenho de ser como os outros da minha idade, que há formas. Que não preciso de desistir de uma coisa, mas que posso fazê-la quando for a hora certa para mim e não para a qual a sociedade atual achou que devia acontecer.

Que todos nós temos o nosso ritmo de crescimento e que nem sempre é pelo mesmo caminho.

Sosseguei-me a certo ponto, depois de me enervar semanas acerca do que pode ou não acontecer. Não perdi nada em estudar e no futuro não me arrependerei de não o ter feito. Se entrar ótimo... Se não entrar, não era para ser já. Mas importa que não desisti, nem quero desistir, e que de facto preciso de ter mais fé em mim mesma e no Mundo. E claro que depois de um texto deste tamanho, há que fazer aquilo que foi escrito e ter esperança para um futuro melhor, seja qual for o desfecho.

E decididamente, tenho mesmo de tomar consciência daquilo que realmente quero e tenho de fazer.

... Ainda bem que nunca fui daquelas crianças que ansiava por ser adulta. Não são as responsabilidades que me atormentam, mas o mundo de hoje? Ah... sim. É desse que quero proteger a criança que existe em cada um de nós.

 

 

 

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