Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Violet Clouds

Un petit a part #54

Isto de estar a tentar com toda a minha pessoa voltar a saborear a época natalícia ainda está a ser custoso. Quanto mais me aproximo da véspera de Natal, mais sei que não vai ser como anseio. que a probabilidade é manter-se apático ou pior ainda. Mas continuo a tentar e por isso, amanhã vou fazer a árvore de Natal com os meus avós. Agora que penso bem no assunto, acho que me vou aventurar de manhã... Assim despacho-me mais depressa.

Comprar as prendas não é algo que me custe, até porque já ando a ter isso em conta desde há uns meses atrás e quando vi alguma promoção decente, trouxe-a logo. Já me falta pouquíssima coisa e acho que se tiver sorte, vou fazer uma visitinha à Primark ou à Tiger para as prendas que faltam e continuo dentro do meu budget. Também já as comecei a embrulhar para não deixar tudo para a última da hora.

Mas para a semana tudo isto vai ter uma pausa porque a minha Lucky vai ter de ser operada urgentemente. Tem um tumor mamário e está a crescer a olhos vistos. Já está tudo marcado, planeado e pensado e as contas que se lixem, porque a minha bichinha não vai ter o mesmo sofrimento que a minha Nina. E emocionei-me ao ver que as veterinárias ainda se recordam da dor tão grande que foi.

Portanto se realmente os nossos desejos são ouvidos nesta época, eu peço com todas as forças ao Pai Natal que a minha Lucky volte para casa tratada e bem.

Un petit a part #53

Note to self:

Não faças planos. Já sabias disso, que não se devem fazer planos seja de que forma for, a longo ou a curto prazo. Portanto não planeies de todo. Deixa a tentação de fechar os olhos e imaginar todo o resultado a partir de cada ação ficar apenas como isso mesmo, como algo a não mexer. Que os sonhos sejam só sonhos.

Por vezes o prazer de abrir as asas e voar por todo um céu de ideias e possibilidades não é mais forte do que a queda que se dá quando acreditamos mesmo nelas e a vida te faz aterrar à força. às vezes o receio que nós temos pouco antes de nos darmos a esse luxo, aquele de sonhar, era o melhor conselho que alguma vez devíamos ter conseguido.

Portanto vive o presente. O pouco que se aproveita de cada dia, já como o fazias. Assim nada te surpreende nem tão pouco te magoa. Aprecia cada momento, abraça cada segundo e não esperes pelo futuro para ser feliz.

Sê feliz agora.

 

 

Un petit a part #52

Digam-me que eu não sou a única a ter um nervoso miudinho, meio que a evoluir para um ataque cardíaco, quando estou ao telefone com algum serviço importante ou alguém desconhecido.

É meio constrangedor quando preciso de contactar alguém para esclarecer uma dúvida ou para solicitar algum serviço e, em milésimos de segundos, o meu tom de voz muda, as palavras tremem e perco a postura como se tivesse doze anos outra vez. Eu sei que ninguém me vai morder do outro lado do telefone mas enfim! E o mesmo se passa quando vou seja onde for em pessoa.

Não deixo de fazer o que tenho a fazer por causa disto mas fico com a sensação que as pessoas do lado de lá ficam com ideia de que sou uma idiota, chucra. No meio disto tudo eu prezo quem trabalha com telefones. Gente com coragem! Será que eu simplesmente tenho pré-designado no cérebro que os telefones têm dentes..?

 

 

Un petit a part #51

Numa tentativa frustrada de ao menos ver que recompensas deram no primeiro aniversário do Mystic Messenger (que já agora acabei por desinstalar de vez, porque não recebi nada e já fiz o jogo todo), descobri que o meu telemóvel branco - o que morreu sabia-se lá porquê e só conseguia estar ligado se eu não o bloqueasse - decidiu voltar dos mortos.

Eu na cozinha a atualizá-lo, a ver do jogo, quando a tia me vê com o desgraçado e me diz "Então, já trabalha??" e ao qual eu respondo "Não...Já que aqui estás, eu bloqueio-o e tu vês". E como diz o bom do alentejano, o cabr** não começou a reiniciar feito louco.

Consegue bloquear e simplesmente estar parado.

Consigo atualizar tudo.

Consigo usá-lo e nem me gasta muita bateria.

Resumindo: não sei até quando isto vai durar mas espero que tenha sido só uma paranóia temporária e que esteja de volta para mim.

Un petit a part #50

Faço 24 anos em exatamente sete dias (visto que já passa da meia noite) e a minha vontade de fazer uma celebração é -20. É que nem o bolo quero cortar.

Não sei se isto é sinal de que não quero mais envelhecer (e ainda nem cheguei aos 30) ou se simplesmente nunca tive a sorte de fazer uma boa festa. Mas perdi o gosto por ajuntamentos com os anos... Não gosto de ter gente presente de obriga.

Acho que se há forma de me voltar a fazer sorrir e sentir como uma pluma é se me surpreenderem a 100%. Um dia sem gritos, uma ida a algum lugar que eu goste, um sorriso sincero. Se for para uma prenda, que seja algo útil e versátil como uma luzinha para livros, que me permita ler no segredo silencioso da noite.

Bolas, que nova-adulta chata. Mas graças a Deus que não estou só nesse dia. Ainda há quem me anime no meio do escuro.

 

 

 

 

Un petit a part #49

Já estamos em Fevereiro de 2017 e embora não veja grandes mudanças, noto que têm aparecido coisas novas, tendências diferentes. Já voltei a desenhar, não como antes (pudera, mal tenho tempo de me coçar) mas já com alguma frequência, tenho tido interesse em alguns desafios e até mesmo em DIYs.

São praticamente todos a ver com o telefone, porque entretanto é aquilo que mais utilizo no meu dia-a-dia, mas sempre é qualquer coisa. Despachei muita gente que me deixava o cabelo em pé com conversas fora de série e voltei a interessar-me por coisas que gosto. Quanto muito, acho que isso já é uma evolução muito boa. Os fones voltaram a ser os meus aliados e quem paga as favas é a minha bateria, mas ao menos estou a gastá-la por algum motivo que me entretenha. Já não fazia isso há muito tempo; perder tempo com hobbies em cada buraco que encontre no meu trabalho. Em parte relembra-me os velhos tempos em que fugia para o cantinho do cais das ambulâncias do Hospital Geral de Santo António e perdia lá horas a desenhar à espera de ser chamada para serviço.

Ou mesmo quando era mandada, de bicicleta, ir buscar pão e jornais para o café às sete da manhã e quando estivesse livre, voltava a passar horas pela manhã fora a apanhar sol no parque, agarrada a um caderno. A ver os esboços ganhar vida, a ter algum interesse. A criar laços com aquilo que só o lápis consegue criar.

De facto nunca fui alguém sociável. Não sou assim tão besta nem repudio ninguém, mas sempre preferi estar sozinha. A diferença foi que com o passar do tempo esqueci-me de como é que isso me fazia feliz ao achar que devia tentar adaptar-me à sociedade. Porque a escola era assim mesmo, porque seria um ambiente novo, porque ficar sozinha o resto da vida ia deixar-me miserável, diziam eles.

Balelas.

Claro que não vou andar a pregar por aí acerca do quão fantástico que é, mas sou feliz em saber quem é mesmo meu amigo e conservá-lo. Dar-lhes toda a minha merecida atenção. Sou feliz por estar em paz comigo mesma e estou mais do que contente por voltar a aprender a aceitar-me como realmente sou e a celebrá-lo sem pensar que ser assim é "errado".

I'm happy in my own little world.

 

Un petit a part #48

A repetição deste número do Un petit a part tem uma boa justificação.

Tinha-vos escrito acerca de dois irmãos algures por aí a viverem vidas diferentes à nora. Nas mãos do Destino. Embora apenas tivesse quase a certeza acerca de um deles, o outro... Nem por isso. Era informação de fonte bastante duvidosa e é impossível não ficar de pé atrás. Afinal de contas era uma teatrada, como se fosse algo muito giro para uma brincadeira e no fim de contas foi apenas uma fantochada.

Podia barafustar acerca de como é que há quem perca tempo com dramas e mentiras e prolongar-me com críticas à sociedade mas a verdade é esta. Há quem viva uma mentira pegada e honestamente, não sei até que ponto é que a verdade passa a ser uma pergunta retórica para estas pessoas. A verdade é que há quem o faça e viva bem consigo mesmo e ninguém pode emendar o que não tem arranjo.

No entanto não significa que um e outro não estejam à mercê da Sorte para sobreviver.

Espero que um deles, mais velho, já seja um senhor e já tenha a sua vida estável. Talvez um dia nos cruzemos. E só desejo que o outro tenha toda a sorte no Mundo e nunca desista de sonhar. Perder a esperança nos nossos sonhos dói demais. Queremos sempre proteger a criança em nós que há muitos anos atrás pensou sobre o nosso futuro ou perguntou-se, ainda que por meros segundos, como iríamos ser agora. O que faríamos. O que seríamos. Quais dos nossos sonhos já teríamos concretizado.

Agora que penso nisso acho que nunca fui exigente com os meus sonhos. Nunca sonhei muito alto, ainda que isso seja subjetivo. Ainda que há bem pouco tempo me tenha apercebido de que sonhar dói bastante, mas ainda tenho fé de poder voltar a sonhar um dia sem medo.

Espero que para eles corra tudo bem. Espero que tenham força para concretizarem os seus sonhos e acima de tudo, coragem. Aquela que já pensei de não ter.

Talvez os nossos destinos se cruzem um dia.

Talvez um dia nos encontremos (ou reencontremos) sem rancôr ou mágoa. No meio disto tudo, somos inocentes.

Portanto a vós leitores perdão pelo desaparecimento do post. Voltou a ser atualizado. Mantenho no entanto, este parágrafo:

Quanto muito, desejo o que para mim é essencial: que tenham sorte na vida e que sigam sempre o caminho certo. E que quando isso não aconteça, que aprendam com os erros e sigam sempre em frente de cabeça erguida e sorriso no rosto. Que tenham força para continuar e que não tenham medo de chorar, que corram atrás do que os cativa e que concretizem todos os seus sonhos. Que sejam honestos e gentis.

E que sempre que se sintam sozinhos, que existe alguém no mundo com toda a certeza que sabe do que eles são capazes.

 

 

Un petit a part #47

Tantas noites sem dormir em condições matam-me aos poucos. É correrias com a segunda fase, é avós a não cooperarem no geral, é preocupações financeiras, é saudades do namorado... E entre outros e tudo isso tudo em conjunto e perfeita sincronia da desorganização total. Se existe forma de não saber mais se é bom ou mau receber uma boa notícia mas ainda assim ter fé, então estou nesse patamar. O cansaço já é tanto que a recepção e assimilação de novos fatores diariamente acabam por se formar num novelo de informação que ao final do dia se traduz em dores. Não quero desistir e sei que é preciso uma mudança grande na minha vida para voltar a ter os dois pés no chão, mas por esta altura sei que estou prestes a sucumbir. Sei que se fizer mais força, tudo se vai quebrar.

A diferença de este ano para o ano passado é que desta vez sei que tenho de usar o resto das minhas forças para me proteger de não voltar a cair num abismo.

E por ironia, começou a chover agora mesmo depois de um dia de calor... Nunca fiquei tão feliz de ouvir a chuva a cair. É reconfortante.

Tenho receio das boas notícias se desvanecerem, de serem falsos alarmes. Mas tenho fé que elas apareçam e que eu seja forte o suficiente de as abraçar. Apenas tenho de manter isto em mente.

Un petit a part #46

Com o fim do mês vem o recomeço do aperto que tenho no peito. Agarro-me às garantias de que vai correr tudo bem, e detrás de toda esta ansiedade, eu sei que vai ficar. Mas não deixo de temer por aqueles que amo, por muito que me pergunte todos os dias se vale a pena, se e para o que deva avançar.

Mas acho que é positivo - e um tanto ou quanto engraçado - confessar que arranjei qualquer coisa para me distrair. Compreendo que a minha melhor hipótese neste Verão tremendamente longo é esperar por novidades e que se houver forma de o fazer sem martelar o cérebro por coisas que não posso fazer, é de aproveitar.

... E não é que tenho?

Não abandono por completo as minhas "musas" de desenho, até por sou uma espécie de romântica incurável (à excepção para comigo mesma). Mas a modos que ver esta e aquela série, dou-me conta que fiquei extremamente agarrada ao protagonista da série The Flash - o próprio Barry Allen, interpretado pelo Grant Gustin. A última vez que isto aconteceu foi há muitos anos com o infamous Harry Potter...

... E depois de me aperceber disto, o lápis de carvão voltou a trabalhar. E enquanto o desenhei fugi do mundo que não conseguia pôr na pausa.

Tinha saudades de desenhar e precisava mesmo de o fazer. Portanto, decididamente, fiquei rendida ao Scarlet Speedster!

E para caso de suscitar a curiosidade, aqui está o rapazinho:

 

 

Hoje é um dia histórico.

Não, não é nada acerca de Portugal ter ganho o Euro2016, isso foi dia 10.

Hoje, dia 14 de Julho de 2016, a minha adolescência pôde dar o seu último suspiro. Foi compreendida.A minha versão maluca do antigamente pode finalmente estar descansada e seguir em frente, porque finalmente, a titia gostou de ouvir o grande hit da Cascada, "Everytime we Touch".

Habemus boa nostalgia.

Lancem os foguetes. E voltemos ao dia normal.

 

A autora

foto do autor

Light Purple Pointer
Follow on Bloglovin

Quem passou por cá ♥

Mensagens

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D