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Violet Clouds

Das tais mini-férias

Bom, tenho mesmo de ganhar genica e enfrentar o stress, portanto vamos lá então falar do que já queria ter falado.

Prometi-vos que ia contar qualquer coisinha acerca das minhas mini-férias em Julho, uma semanita em Fiães. Apesar dos problemas que deixei atrás das costas (os quais não podia, nem posso fazer nada acerca deles...), uns dias longe de casa ajudou bastante a rever muita coisa a nível pessoal e geral. Não saía de casa há imenso tempo. Foi pouco depois de as lágrimas começarem a cessar que me apercebi que estava no comboio, a ir para longe. Estava a fazer o que me dava muitas saudades, ainda que não fosse para o destino preferido: entrar no comboio e zarpar para "casa".

Podem passar os anos que passarem, mas Porto vai ser sempre casa para mim. Não sei porquê. Já nem tenho lá habitação, mas tenho memórias e histórias, tenho amigos e conexões. Sinto-me mais em casa lá num só dia do que um ano inteiro em Lisboa e até hoje não houve nada que mudasse isso. Mesmo assim não passei por lá... Saí em Espinho. E um pedacinho de mim estava a chorar rios porque naquele Domingo ia ser lançado o oitavo livro do Harry Potter, mas do mal ao menos.

Foi uma semana de compreender muita coisa, de sair "da caixa" e aventurar-me. Não posso dizer que foi cinco estrelas, longe disso; há coisas para além do aceitável que lá se gramou, mas não era comigo e passou-se bem. No entanto, a minha irmã agarrou em mim todas as noites e levou-me a conhecer a terra. Pode não ser muito grande, mas é muito bonita.

Vi pirilampos ao vivo pela primeira vez, a passearem à minha volta. Explorei o mato e as ribeiras. Dei uma olhada a cada curva e cada sítio e respirei ar puro. Levantei-me toda a semana com o sol na cara sem os berros das minhas vizinhas, mas com os berros dos miúdos (ao menos não se queixavam das outras vizinhas cuscas). Voltei a cantar (haja saúde, pensava que se tinha extinguido) e descobri que não sou apta a tocar guitarra. Conheci gente nova e simpática e voltei a ver alguns amigos queridos do passado. Senti o carinho de uma irmã, que é sempre importante para mim, e ganhei mais três, dois amorzinhos e um ainda por nascer.

Perdi horas a olhar para o céu estrelado que por aqui raramente se consegue ver, embalada com o som do vento e da natureza. Fui à praia e consegui ficar com uma tez normal (milagre, tenho marca do biquini e tudo!). E sempre que chegava à praia, olhava incessantemente para a direita, à procura do paradão onde passei horas, infelizmente muito longe da vista. Fechei os olhos e tentei esquecer que não podia chegar-me só um pouco mais perto, não podia vaguear ali, não podia reencontrar velhos amigos e velhas memórias. Relembrei-me n vezes que não passam de histórias no passado.

Mas certamente que não me importaria absolutamente nada de um dia, quiçá, construir ali o meu futuro. Com tantas voltas que o mundo dá, uma viagem de comboio apenas torna decisivo o ponto de vista para o qual miro essa escolha, essas mudanças, esse fado.

E foi isto... De lá trago experiências novas, uma forcinha extra, quilos a menos e convição para deixar de beber café. Até que foi muito bom. Agora é ser forte e paciente, que Setembro já está aí perto com muitas novidades e alarido.

 

E vós, já tiveram as vossas férias?

Boa tarde,

Daniela

Un petit a part #44

À parte do péssimo dia que tive hoje, sempre existem bem no meio de tanto mal.

Há muito tempo que não organizava tanta coisa num só dia. Arrumar o quarto e enquanto arrumava, fazia as ditas limpezas primaveris pelas caixas e sacos. Rever coisas velhas e recordar bons tempos de infância, deitar fora o que não é necessário. Vazar o guarda-fatos velho, ainda que apenas um pouco, é sempre uma vitória desgraçada. Livros antigos de apoio a exames que já não servem de muito (porque pronto, mudar o programa educativo é sempre um plus... Ou então não) foram sem bilhete de volta. E nessa onda de organização, depois de um final de tarde muito aflitivo, eliminei os ficheiros repetidos que tinha no computador. 1,5GB de tralhas desnecessárias e repetidas de 12GB de toda uma vida é sempre bom. Agora com o tempo é só ir nomeando, adicionando e eliminando aquilo que me tenha escapado aos olhos ou que já não seja necessário.

Se surgisse algo deste género todos os dias (isto é, a "onda" de organizações) eu era uma mulher feliz e sem metade da casa. Talvez o Verão traga boas novidades e em Setembro já tenha dado outro ar à casita. Era mesmo bom!

Traquitanas do Verão até agora

Bem, há um quanto tempo que não falo sobre traquitanas. Nem tenho atualizado esta tag. Mas dado o tamanho da encomenda que recebi hoje, achei que poderia atualizar isto. Tenho recebido e comprado uma coisita ou outra e eventualmente lá juntei que chegue para escrever.

O Verão foi curto e longo ao mesmo tempo - em contextos diferentes. Experienciei coisas diferentes, que até preferia não saber, mas que lá se aguentaram (e ainda mal acabou). Logo ao princípio do ano, a minha pele lembrou-se de ficar ainda mais sensível do que é costume e algumas vezes depois de ter ido cair no hospital, decidi andar a investigar sobre os produtos mais acertados para a minha pele, não esquecendo também de falar com o médico sobre a pílula (a qual já estaria na hora de renovar, e não, isto não é taboo para mim). Com a companhia da minha irmã - que também anda numa busca enfreada de algo que acalme a pele juvenil dela e que também anda agora na blogosfera (está-se a vestir, calma, haverei de vos fazer o patrocínio do cantinho dela) - lá andámos nós a correr lojas e especialistas que nos ajudassem. Ela lá teve sorte na The Body Shop (não me lembrei de fotografar, deixei-lhe essa review para ela fazer), eu caí num conjunto de uma peça daqui e dali. O Boticário acabou por ser o útimo sítio onde pousei, com muita insistência do meu namorado, que meteu na cabeça que me queria mimar com algo que me fizesse falta. E em conjunto, lá adicionei à rotina um champô diferente, um batom do cieiro e um creme da Garnier que tem um cheirinho muito bom.

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 (Artigos comprados em promoção no Continente. Adoro o creminho!)

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 (Linha Active d'O Boticário, adquirido durante a promoção de 25% de desconto em Setembro... O namorado não me deixou ver bem o preço!)

Acerca dos produtos acima, já tinha conhecimento do champô, que resulta bem no processo de desabituação do meu cabelo de outro champô que esteja a usar na altura; do batom do cieiro da Johnson's, que é ótimo e dura imenso tempo e do creme Hydra-Adapt da Garnier, o qual pude experimentar de umas amostras que recebi anteriormente, já mencionadas neste post. Quanto à linha de limpeza de pele, tenho a dizer que fui muito bem atendida n'O Boticário e que ambos os produtos - tanto a mousse como o exfoliante - têm sido excelentes e têm-me ajudado a manter a minha pele limpinha, sem me deixarem prontas para correr diretamente até às Urgências.

Entretanto, lá soube que iria ser acolhida para o curso de Esteticismo no IEFP e tive de me lançar na busca de material e outras coisinhas. Pouco antes, fui mandada pelo médico (sim, ele é um querido) até a uma livraria para comprar alguns livrinhos que me distraíssem durante o tratamento da depressão. À mistura com outros miminhos da família e do namorado, adquiri todo o material e também uma bolsinha muito fofinha para levar a necessaire.

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 (Bolsinha comprada no Fórum Montijo numa banca, a 7€; lápis Staedler a 3€ e picos... As folhas da Ambar e os separadores da NoteIt, não faço a menor das ideias quanto foi, perdão. mas são resistentes!)

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 (foto horrível de uma Trilogia de Nora Roberts: "Jóias do Sol", "Lágrimas da Lua" e "Coração do Mar" a 7€ cada na Feira do Livro no Oriente)

E ainda há mais para ver - mas dados os contextos, ficam para posts separados. Prometo adocicar-vos a leitura nos próximos posts!

Boa tarde,

Daniela

 

Un petit a part #36

Bem que vim cá há uns dias, deixar-vos um update nesta rúbrica, quando reparo que tenho números repetidos.

Eu a querer contar-vos sobre uma cartinha que recebi no correio a informar-me que me vou tornar uma senhora (alegoricamente) e isto tudo trocado. Lá levei eu horas a renomear posts e a acertar os números. Ai mãe.

Ainda Setembro não chegou, já me sinto exausta. E algumas explicações já começaram. E ainda só fui uma vez à praia, mas escaldões à trolha não me faltam. E nos pés. MAs nada perdido, que o Verão ainda não acabou!

 

Happy (belated) birthday to me ♥

Atrasei-me com o post sobre o meu próprio aniversário. De facto isto de estudar confunde-me os horários todos. Ainda assim venho muito a tempo de o fazer... Ou assim o espero.

Como todos os anos, posso dizer que o celebrei em dois dias - assim como o meu amigo de berçário, que nasceu um dia antes de mim e que toda a vida me acompanhou. A dia 13 celebrou-se o dia dele. A dia 14 celebrou-se o meu. Mas já no sábado se planeava em como me pôr a beber à meia noite, como no domingo se comentava os primeiros minutos do rapaz. É sempre engraçado, é sempre pegado.

Mas este ano foi diferente.

As prendas não foram tão diversas, focando-se 90% em vestuário. Precisava-o. Claro que tenho roupa, mas não sou das que pode renová-lo a cada época de saldos. E a necessidade para algo digno de uma entrevista de trabalho ou sem remendos já era muito grande. Acho que pela primeira vez me senti bem em comprar roupa numa loja; apesar da C&A ter roupa de tamanhos grandes, não precisei de ir a essa secção. Pela primeira vez os números correspondiam à realidade e as primeiras escolhas cabiam quase sempre, ou caso não o fosse, havia números maiores (ainda fora da secção de plus size). Deduzi que a dieta estava finalmente a dar frutos, após três semanas. E pela primeira vez estava a escolher peças com as quais me identificava, ao invés de padrões estranhos como os que a avó escolhia na minha adolescência. Às bolinhas ou às cornucópias. Quase sempre roupa preta e cinzenta para fazer um luto imposto ou que ela também pudesse vestir. E uma das peças foi especial.

A Dani vestiu pela primeira vez uma saia. Quer dizer, já vesti em mais jovem, mas não nestas circunstâncias. Não foi uma saia qualquer. Não era daquelas pretas sem pregas como as que as senhoras velhotas usam, nem de ganga, escolhidas dentro dos mesmos parâmetros descritos acima para as blusas. É branca, é fluída e é comprida. Dei por mim no fim do dia, a caminho da festa de aniversário do meu amigo, a brincar com as bainhas da saia pelos dedos dos pés, como uma criança. E apesar da minha largura, sentia-me bem. Sentia-me bem de corpo, de espírito, em todo. A última vez que me senti tão divertida com uma saia foi entre os 12 e os 14 anos, quando comprei uma curta rodada, também muito gira. A dieta, por consequência, acabou por me reeducar na alimentação e desintoxicar. E o exercício físico tem-se refletido na resistência, na elasticidade e até na sensação não tão boa de ter as pernas rijas como rochas.

Nessa mesma noite também me estreei no convívio noturno. Pela primeira vez saí a um sábado à noite. Ríamos em grupo na rua e não me senti deslocada do grupo, mesmo com gente acabadinha de conhecer. Fugíamos da chuva e não me pareceu estranho ou embaraçoso. Estreei-me nos shots (!!!) e achei graça por ser a única a não me queixar de ardor no estômago. Rimos, a meia-noite chegou, fui bombardeada de mensagens e carinho. O retorno a casa foi marcado pela chuva que apesar de fria, foi bem-vinda. Olhei pela janela do carro e refleti sobre tudo. Dei por mim a sorrir.

O meu 22º aniversário prolongou-se até ao final de Domingo com mais chuva, gargalhadas numa festa pacata e a molenguice que se apressa a chegar depois de um almoço de fim-de-semana. Houve quem dormisse e não me importei. Notei que estavam todos relaxados e divertidos. E apesar de uma controvérsia ou outra, o dia acabou comigo a sentir-me recarregada e motivada. A dieta ficou na pausa mas não havia problema, era um dia especial. E ninguém que não fosse bem recebido o interrompeu. E agora, até à próxima Segunda-Feira, vai ser só trabalhar no duro.

Afinal, aquele feeling de que algo bom me esperava este ano estava mais do que certo.

Daniela

 

Há um sentimento no ar...

... Um que me faz ansiar pelo Verão.

É estranho. Há muitos anos que não sinto vontade para que o Verão chegue mais rápido e com muita honestidade, nem tenho planos para este Verão. Sinto saudades das festas municipais, apesar de já não serem aquilo que eram antigamente. Nem faço a menor ideia do que irá acontecer - dada a onda de azar que me persegue. Este ano só terei a Eurovisão como companheira de estudo para os exames (para os quais estou a ganhar outra vez mais motivação). Também não espero por nada de especial para o meu aniversário, que é daqui a um mês e três dias. Em suma, não tenho nada planeado, tal como nos outros anos. Mas... Há este sentimento no ar, que em vez do Natal, anseie pelos dias quentes. Pela possibilidade de ir a praia, de voltar a procurar emprego.

Talvez... Seja um Verão melhor do que os anteriores. Vem verão, por favor não me desiludas.

 

 

Boa tarde,

Daniela

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