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Violet Clouds

...

Um dia sonhei com uma vida.

Penso que todos de nós passámos por isto. Uns mais extravagantes, outros mais realistas - mas todos nós quisémos um tecto, uma ocupação e um objetivo de vida.

Um dia sonhei com uma casa. E casa é onde mora o coração. Muitas vezes olho para o nada com mágoa no peito e choro em silêncio com saudades de casa, casa essa onde estão os que eu amo e que estão próximos de mim, mesmo longe. Onde estão aqueles que mesmo com o passar dos anos, o reencontro é uma festa e foi como se nos tivéssemos visto há apenas uma hora. Casa é aquela onde não sinto necessidade de fugir para lado nenhum e lá construo os meus alicerces. E depois de muitos desgostos, ainda que pareça que não aprendo com os erros, sonho com esse lar, num dia em que não haja mais nada para mim.

 

Um dia sonhei com uma profissão, uma que me prometa a sensação de dever cumprido e não de um salário altissimo. Não descurando da necessidade do dinheiro, em plena honestidade, mas dinheiro infeliz é uma ferida aberta na alma que nos roga diariamente para lhe pôr um fim. Sei que existe o equilíbrio entre o útil e o agradável. Sei que somos só gotas no oceano, mas gota a gota faz-se a diferença.

 

Um dia sonhei com família. Longe dos estereótipos de família de quatro ou cinco que conversam ao jantar e fazem piqueniques ao domingo (é só um exemplo, não condeno quem o pratique). Sonho com aqueles que caminham comigo lado a lado, que me apoiam nas lutas e celebram as vitórias, que me agarram nas derrotas e não me deixam cair. Sonho com os que estão e com os que virão, com quem realmente possa contar. Família não é apenas sangue. Amigos também o são. E todo o seu conjunto cria um lar.

 

Um dia sonho com o mundo. Sou um bicho tinhoso e vou ter pena de quem trate de mim um dia mais tarde num lar de idosos, porque tenho ideia de que vá fugir ou refutar muita vez. Sonho que um dia, mesmo sem a coragem e a oportunidade para tal, possa pegar na mochila e ir para onde a estrada me levar. Conhecer sítios novos, pessoas novas, lutar pelos meus objetivos. Perder-me em caminhos, deitar-me no chão e contemplar o Universo de onde tudo surgiu, conversar com o vento e o mar sobre mil e uma coisas.

 

Ser ambiciosa poderá ser, em perspetiva, querer tudo isto de uma vez na mão e tomado por garantido. Mas sempre soube que as estrelas só brilham no escuro da noite, e é nesse anoitecer silencioso que choro e rezo por estabilidade. Talvez sonhe com tudo isto, sim. Talvez sonhe com muito mais.

Mas se pedir desejos é real e eu possuísse essa chance, desejaria apenas a força e a oportunidade para lutar por eles. E quando falta a força para o simples acto de pedir um desejo aos céus, é porque tudo o que nós realmente procuramos é por uma oportunidade de não desistir e abrir passagem para a nossa luta e trabalho árduo.

É difícil. Mas um dia sonhei com a minha vida - e não peço nada mais do a luz para me guiar.

Boa noite,

Daniela

 

 

Palpitações.

Isto não é saudável.

Quer seja do foro físico ou psicológico, isto não é saudável, nem de perto nem de longe. Não sei lidar com as emoções que me assolapam. Quanto muito, consigo aguentá-las para que as tarefas sejam executadas com a maior eficácia, mas depois é uma tempestade que se segue de medidas catastróficas. Às vezes não sei se o faço de propósito e se o conseguiria evitar ou se é mesmo de mim, aparece sem aviso. Há dias em que consigo tomar as rédeas do meu nervosismo e até fica tudo bem.

Noutros dias, não tanto assim.

Noutros dias, corre-me tudo em rodapé pela cabeça, o mais e o menos provável, as contas todas, os prós e contras, as exceções, os perigos; às vezes um simples ponto multiplica-se em intermináveis caminhos e desfechos. Muitas das vezes a mente está em descanso mas o corpo não pára. O sangue corre e eu só pergunto "porquê". Porque é que corres tão rápido se não estás em perigo? Porque é que aceleras tanto se não tens nada a perder.

Porque é que não páras, consciente e inconsciente, e encontras um meio termo?

Se procuras tantos cálculos e possibilidades, como é que encontras a margem de erro e o ponto cego mas neles não descansas? E acima de tudo isso, porque é que simplesmente não arriscas?

Se, no fim de contas, é tudo um jogo de probabilidades que avança como um jogo de dominó fora do teu controlo?

Não sei.

Há dias em que a maré está calma e há vista para um futuro onde, mesmo com todos os possíveis obstáculos, há força para o enfrentar. E depois há dias - ou mesmo horas antes, como é o caso - em que uma simples palavra, presença ou respirar me coloca em estado de alerta.

Há dias em que eu só queria ter força suficiente para não perder a cabeça e acreditar em mim mesma quando profiro, muitas vezes em vão, de que sou capaz de ultrapassar a situação e de resolver um conflito de minutos ou de anos.

Enfim. Existem dias em que apenas gostaria de saber dançar na chuva.

 

 

Un petit a part #58

(Em compensação do anterior, este vai ser mesmo petit, sim?)

 

Sabem aquela sensação lenta e suspeita de que vem aí bosta quando começam a aparecer sugestões frequentes, coincidências ou seja o que for a fazer referência a alguém que vocês não vêem há uma resma de anos, mas também não estão interessados em vê-los porque imediatamente isso significa que vai dar bosta da grave?

Daquela que dá uma sensação bem pior do que passar pelo Montijo de janela aberta e exclamar: "Ah! Cheirinho a gado!"?

 

É mais ou menos isso que se está a ocorrer. Queira Deus estar enganada e ser só mesmo coincidência.

Un petit a part #57

Vai começar um Verão que promete ser penoso.

Se tudo seguir a mesma tendência que tem levado até agora, talvez se revele o contrário. Mas se houve coisa que aprendi à martelada, foi que é preciso não criar expetativas ou, quanto muito, estar sempre prevenida. Como diz o bom do português, não "contar com o ovo no c* da galinha". Embora acho que nunca o tenha feito, mas pelo sim pelo não, não custa relembrar-me disso.

'Bora tratar de toda a papelada antecipadamente e tentar arranjar um emprego de verão. O tempo já anda relativamente mais rápido, mas há que alimentar mais essa ilusão. Já podia ser Agosto. Já podia ser Setembro. Já podia ser Outubro. Por este andar, já podia ser Natal. Neste momento para mim, já podia era ser meio de Julho, só para acalmar um possível fanico.

Vamos então canalizar toda a energia nas coisas boas. A mudança de casa acentua-se cada vez mais e o meu quarto reflete muito isso. Em busca do que quero ou não levar, metade da escolha tem ido para o lixo ou para prendas. Já não me sinto tão culpada em pôr certos objetos a andar daqui para fora. Agora que penso, acho que a próxima seção a levar um rodopio vai ser a bijutaria. O material escolar já foi todo com os canitos. E os livros podem esperar por mim, porque a volta que levaram há sensivelmente um ano não chegou e ainda vislumbro alguns volumes que ninguém chegou a ler, não chamam a atenção nem nos querem dizer nada.

Pode ser que por esta linha de pensamento, quando der por mim já será Setembro e nem à praia terei ido.

Okay, quando for dia de praia pode ser mais vagaroso, sim?

 

 

Hoje a Dani faz anos ♥

Hoje cumprem-se vinte e cinco primaveras de mim.

Talvez há dez anos atrás, sonhasse que ia ter uma vida diferente da que tenho agora. O que me preocupa, porque eu nunca fui muito exigente. Num daqueles desafios em que tenho de escrever uma carta à Dani com 15 anos, não sabia o que lhe dizer. Ela viveu o melhor da vida exatamente há dez anos atrás - descobriu o desenho, estava prestes a embarcar num dos melhores verões da sua vida. Um verão que nunca teve competição.

Há uma década, deixei as melhores memórias de mim nessa adolescente despassarada e pacata, que tinha mais preocupações em ter Extras no telemóvel e ter o melhor banco da carrinha para poder ir em voluntariado pelo país. Deixei-lhe a vontade de viver que ela tinha recuperado há relativamente pouco tempo. Na altura fazia-lhe mais sentido viver do que propriamente a mim nos dias de hoje. E até pensei nisto há uns tempos, acerca de lhe dar pontos positivos na nossa vida. Mas, quiçá seja o medo que me assombra e que tenho de resolver o mais rapidamente possível, no entanto não tenho nada de positivo para lhe apontar.

Apenas lhe posso dizer que ela continua a ter razão. Que amigos devem ser poucos e bons.

Que a música é das melhores coisas da vida.

Que a última escapatória continua a ser a mesma.

Que desenhar foi das maiores alegrias que ela podia ter descoberto.

Que ela é bonita de qualquer forma e que ela o sabe. Apenas tem de deixar ouvir quem ela acha que tem obrigação de dar ouvidos.

Mas...

Olha, miúda: hoje não tenho muita coisa boa para te contar. Mas Deus me oiça e me segure na mão, para que te possa dizer daqui a uns dois, quiçá três meses, que tu foste capaz.

Até lá, relembra-me sempre de quem és, antes do teu mundo se ter desmonronado. Porque é das cinzas que vais ter de te levantar. E tem sido um caminho vagaroso demais até agora.

 

Acerca de reduzir, reciclar e reutilizar.

Antes de mais nada, aviso que estou super contente pelo simples facto de que a minha prenda do Pai Natal Secreto finalmente chegou ao seu destino! Quase que era Natal outra vez, mas já lá está e é o que importa. ♥

 

Agora, acerca do ambiente.

Tenho deambulado bastante em pensamentos acerca de todo este tema ecológico que se faz ouvir por toda a parte. E acho muito bem - a situação é mesmo muito má. E já tinha agendado algures em dar o meu parecer sobre isto cá pelo blog mas faltam as palavras, a vontade e a oportunidade nos últimos tempos. A verdade é que sempre tive um dedo verde e quando falei acerca de mudar de casa há, sensivelmente, uns cinco meses atrás, uma das coisas que quis começar imediatamente a fazer foi reciclar. Por muito que já o fizesse sozinha, não era uma regra instituída  na casa dos meus avós, mesmo depois de inúmeras discussões.

Lamento entretanto dizer que me fui desapontando bastante com todo este processo.

Logo na altura em que decido revirar todos os meus pertences e saber o que fazer com eles, os ecopontos da minha zona foram todos queimados. E não culpo a Amarsul por não voltar a repô-los - cada vez que o faziam, eram novamente queimados após algumas horas. Infelizmente, para poder prosseguir com a reciclagem tenho de juntar um bom monte de lixo e só depois é que o carrego para um ecoponto que está a 1km da minha casa, ainda inteiro porque a área é vigiada pela PSP.

No entanto, e depois de ler os posts da Just_Smile que tem falado sobre pontos bastante importantes acerca das nossas vidas e como podemos ser melhores para o mundo, voltei a ponderar a situação. Fui da geração que levou anos inteiros a ver a mini-série do Verdocas, os anúncios e as campanhas da Sociedade Ponto Verde, a levar horas intermináveis de apresentações para nos sensibilizar acerca da questão e, como a Just disse e muito bem, não parece ser o suficiente agora. Também não fazia ideia que a maior parte do que mandamos para a reciclagem é descartado (se assim é, para que são os avisos na parte de fora dos contentores?). E por muito que esteja a tentar instaurar uma política de redução, reutilização e reciclagem num ambiente meu, é um bocado chato fazê-lo a partir de um outro ambiente previamente acumulador, embora essa seja a motivação principal para fazer toda uma limpeza geral. E hoje calhou-me, especificamente, uma situação com os mais novos.

Se é que os meus posts sirvam de alguma coisa, quero deixar uma palavra como explicadora:

Eu sei que é super giro ir aos hipermercados e papelarias com os mais novos para toda uma renovação de material escolar, prontinhos para começarem o ano letivo com boas vibes e cadernos da moda. Jasus, eu sou a louca das papelarias, eu obviamente que compreendo isso bem demais. E não posso falar muito acerca dos miúdos da primeira classe, que estão mesmo a começar e podem nem sempre ter o material de irmãos ou primos mais velhos. Mas, na minha opinião, já é um passo muito grande que tomam com os vossos mais novos se iniciarem uma sensibilização já a partir deste ponto. Afinal de contas eles levam a maior parte da vida deles na escola e dependem muito deste material. Portanto, antes de levarem os vossos filhos às compras (ou se forem vocês a fazê-lo sozinhos) verifiquem sempre antes se existe alguma coisa de anos anteriores, pertences antigos de irmãos ou primos (ou mesmo vossos, todos andámos na escola e temos ainda sobras do nosso material escolar). Vejam se é mesmo necessário comprar todo um pack de réguas de plástico quando a criança só vai usar uma ou duas ou se é mesmo preciso comprar uma caixa de lápis de cor nova só porque eles perderam/gastaram um ou dois do pack de 24 ou 48 do ano passado. Não se pode fazer muito quanto aos cadernos, mas que tal ensinarem os vossos filhos a usarem as folhas que sobram dos cadernos do ano passado para resumirem a matéria do ano letivo corrente ou fazerem exercícios?

Se a mochila ainda estiver em bom estado (que é o que acontece na maioria das vezes) para que é que vão comprar mais uma, se podem lavá-la e reutilizá-la mais um ano ou dois? Vejo n miúdos a acumularem mochilas quando saem do ensino secundário e a deitá-las fora, quando podiam tê-las usado ou passado para os mais novos ou necessitados.

Eu sei que há material que tem de ser renovado de um ano para o outro, e podem usar esse argumento para presentearem a pequenada com coisinhas novas que os vão alegrar bastante. Mas quanto ao que pode ser reutilizado, experimentem dar um novo ar às mochilas e estojos, aos dossiers. De certeza que há artigos espalhados pela casa que podem ser úteis para dar um novo aspeto ao que é antigo.

E acima de tudo, expliquem-lhes por quê. Falem com as crianças e sejam claros sobre o assunto. Expliquem-lhes que desta forma eles estão a ajudar o ambiente e não fazem tanto lixo, que estão a ajudar o mundo a ser melhor e mais limpo. Se eles não quiserem ir pelas famosas "secas", contem-lhes as consequências que vieram por nós não termos tido cuidado suficiente. Contem-lhes que por esta altura do ano, a primavera era linda, solarenga e amena. Que o verão começava em junho e terminava em setembro. Que o calor não se extendia até à altura de fazer a árvore de Natal, como o ano passado. Que estamos a danificar tanto o planeta que a pouco e pouco, a terra está a ser engolida pela água que cada vez aumenta mais, porque os glaciares estão a derreter. Que existem cidades inteiras debaixo de água, construídas há anos atrás.

Por outro lado, motivem-nos a cuidar das suas coisas e a preservarem aquilo que guardam. Deixem-nos comprar algo que eles gostem e que não passe de moda de um ano para o outro. Mostrem-lhes que com uma combinação de cores ou uns autocolantes, um caderno preto fica super bonito. E daqui, sem sabe, eles tomem o gosto por uma vida mais leve, mais limpa e rodeados do "pouco" que eles apreciem e do essencial.

Há todo um leque de prós a sair daqui: acumula-se menos material em casa de um ano para o outro, poupam imenso dinheiro nas compras escolares (que já é caríssimo), mandam-se menos coisas para o lixo e até existe a possibilidade de criar conversa entre mais novos e mais velhos, que é algo que falta tanto hoje em dia. Ora imaginem que há por casa algum compasso ou régua que podem passar aos pequenos que suscitem boas memórias dos vossos tempos de escola. As perguntas que virão daí. Parece que não mas é uma oportunidade de se conhecerem usn aos outros, de mostrarem as diferenças entre gerações, quiçá o motivo de haver alguma assinatura a caneta permanente numa caixa ou numa das pontas, ou até mesmo alguma parvoeira escrita. Todos estes vestígios contam histórias e deixam marcas.

Há que saber guardar as que nos fazem bem e reduzir aquelas que podem acabar com a nossa vida no planeta.

O que tem de ser, tem muita força.

Perdão pelo despejo de palavras, de sentimentos, talvez até por alguma revolta. Talvez não tenha muito para dizer.

Estou a fazer imensa força para me conter, para não rebentar e dizer coisas que não quero. Estou a largar mão de oportunidades que me caíram do céu. Porque há gente que não pensa, gente injusta, gente que não tem dois dedos de testa.

As palavras não fazem sentido, este turbilhão é pesadíssimo. Sei lá.

 

Deus sabe o que faz. E não dorme. De alguma maneira isto tem de ser resolvido.

Espero eu.

Quase nos 25

A idade não é algo que me faça muita confusão. Mais depressa me escandalizo de saber que a minha irmã fez 17 anos a semana passada ou de reparar que todas as crianças de quem cuidei já são grandes adolescentes e alguns até já adultos.

Nem a notícia de que agora a maioridade seria considerada aos 24 me fez impressão, porque não mudou nada em mim. Falou-se nisso cá por casa quando a Bugaboo estava quase no seu décimo-sétimo aniversário e depois de me sentir um pouco sem jeito, levo com o "agora imagina quando me  dizem que estás prestes a fazer 25 anos!"

Nah. Não me afetou de todo. Respondi com o que sempre achei - que me sinto como o típico móvel de casa que nunca saiu dali ou como um cogumelo que se mantém intacto por anos e anos a ver a vida a passar e ninguém dá por ele a envelhecer. E não estava a mentir ou a denegrir-me: é mesmo essa a verdade. Não me sinto mais diferente do que há dois ou três anos. Não me sinto diferente de quando atingi os famosos 18 anos. Admito que tenho imensas saudades da infância mas isso não se encaixa aqui.

Mas ao pensar doutra forma, houve qualquer coisa que se abateu sobre a minha pessoa.

Estou prestes a cumprir um quarto de século. O problema é que ainda não vivi o que supostamente deveria ou quereria ter vivido até agora. Não fiz metade daquilo que gostava de ter feito e a modos que... O que me fazia feliz foi posto na pausa há muitos anos. Mas no fundo eu sei que isto nada a ver tem com a idade e não é um sentimento novo. Até porque em termos de tristeza, acho que já ultrapassei a marca dos 25 há muito tempo e tenho a plena noção que há coisas bem piores e que bem demais até estou agora, posto deste modo. É só por dizer que ao adicionarmos esta informação a isso, fica cada vez mais pesado e evidente.

Quiçá um dia consiga voltar a carregar no play. Afinal de contas, tudo tem o seu tempo certo.

 

 

Ai o dentista, o dentista...

Portanto, depois de uma maré de azar jeitosa, consegui pôr algumas coisas em dia.

Voltei às leituras obrigatórias, que o tempo já se torna escasso e só para ver se não falho, fotografei todas as páginas do livro para as poder consultar no telemóvel. Viva as engenhocas do séc. XXI!

Mas tinha e tenho outras tantas coisas para tratar - análises sanguíneas, medicação para deixar de tomar ou continuar, documentos por tratar... Eu nunca pensei que com esta idade ainda fosse sofrer de "dores de crescimento", quanto muito que isso em conjunto com uma lesão dos músculos peitorais me fosse dar tanto pano para mangas. E depois só porque caso alguém achasse que isto fosse pouco, um dos meus dentes achou piada em inflamar que nem um desgraçado.

Estava a ver que não ia ter grande sorte em tratá-lo. Sou imune à maioria da medicação para dores de dentes e só me consigo governar com ibuprofeno 400g (nem mais nem menos - vai que o corpo é esquisito!). E tenho sempre a excelente sorte de a medicação não ter efeito quando chego à cadeira do dentista, o que implica adiar o tratamento. A juntar a isso um medo do dentista desgraçado que ganhei da última vez que tratei dum dente, estão a imaginar a pilha certo? O cúmulo disto é o dentista ser teimoso como tudo e nunca querer fazer o que eu peço. Desta vez ia determinada em pedir uma extração, não só porque não vejo grande eficácia de desvitalizações anteriores, mas porque é um dente mais escondido e a última coisa que preciso neste momento é levar três semanas de agonia, quando posso tratar de tudo numa só semana.

 

Vai que o dentista desta vez foi a meu favor sem eu dizer nada? Ao menos isso, graças a Deus.

E também me fez o favor de me ajudar a acalmar pelo processo todo. Afinal de contas era o primeiro dente que ia tirar na minha vida. E um dos grandes, primo do siso. Pensava que ia ver brocas e máquinas horrorosas, que ia guinchar com dores, mas nem doeu. O máximo que custou foi a anestesia e ter de esticar demasiado a boca.

Mas pronto. Continuei a não querer ficar com o dente para recordação. Agora há que gramar com papas e papinhas e batidos mais uns dias... Até a feijoada à transmontana me parece um belo prato agora!

 

Boa tarde,

Daniela

Unhas: o pesadelo!

Como pessoa que até aprecia umas unhas giras, tenho a dizer que estou desiludida com as minhas.

Porque é que agora que até precisam de ser bonitas e saudáveis, são um caco? E porque cargas de água não me ajeito a pintá-las, nem que a vaca tussa e a galinha crie dentes?

Eu já sabia que à priori seria fã adepta da imPRESS (por favor, são unhas giríssimas, super fáceis de aplicar e passado algum bocado até me habituo a elas) mas eu não posso andar a comprar unhas todas as semanas (dói-me um bocado na carteira - não é que sejam caras, a minha carteira é que é pequenina e frágil a estas coisas).

Eu só gostava de saber ter as minhas unhas bonitas, mais nada. Nem tutoriais, nem a tia a explicar-me a mesma coisa 24/7: pinto unhas, cutículas e dedos e ainda faço a proeza de deixar algures uma pintinha por pintar.

Enfim...

 

 

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