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Violet Clouds

O que tem de ser, tem muita força.

Perdão pelo despejo de palavras, de sentimentos, talvez até por alguma revolta. Talvez não tenha muito para dizer.

Estou a fazer imensa força para me conter, para não rebentar e dizer coisas que não quero. Estou a largar mão de oportunidades que me caíram do céu. Porque há gente que não pensa, gente injusta, gente que não tem dois dedos de testa.

As palavras não fazem sentido, este turbilhão é pesadíssimo. Sei lá.

 

Deus sabe o que faz. E não dorme. De alguma maneira isto tem de ser resolvido.

Espero eu.

Quase nos 25

A idade não é algo que me faça muita confusão. Mais depressa me escandalizo de saber que a minha irmã fez 17 anos a semana passada ou de reparar que todas as crianças de quem cuidei já são grandes adolescentes e alguns até já adultos.

Nem a notícia de que agora a maioridade seria considerada aos 24 me fez impressão, porque não mudou nada em mim. Falou-se nisso cá por casa quando a Bugaboo estava quase no seu décimo-sétimo aniversário e depois de me sentir um pouco sem jeito, levo com o "agora imagina quando me  dizem que estás prestes a fazer 25 anos!"

Nah. Não me afetou de todo. Respondi com o que sempre achei - que me sinto como o típico móvel de casa que nunca saiu dali ou como um cogumelo que se mantém intacto por anos e anos a ver a vida a passar e ninguém dá por ele a envelhecer. E não estava a mentir ou a denegrir-me: é mesmo essa a verdade. Não me sinto mais diferente do que há dois ou três anos. Não me sinto diferente de quando atingi os famosos 18 anos. Admito que tenho imensas saudades da infância mas isso não se encaixa aqui.

Mas ao pensar doutra forma, houve qualquer coisa que se abateu sobre a minha pessoa.

Estou prestes a cumprir um quarto de século. O problema é que ainda não vivi o que supostamente deveria ou quereria ter vivido até agora. Não fiz metade daquilo que gostava de ter feito e a modos que... O que me fazia feliz foi posto na pausa há muitos anos. Mas no fundo eu sei que isto nada a ver tem com a idade e não é um sentimento novo. Até porque em termos de tristeza, acho que já ultrapassei a marca dos 25 há muito tempo e tenho a plena noção que há coisas bem piores e que bem demais até estou agora, posto deste modo. É só por dizer que ao adicionarmos esta informação a isso, fica cada vez mais pesado e evidente.

Quiçá um dia consiga voltar a carregar no play. Afinal de contas, tudo tem o seu tempo certo.

 

 

Ai o dentista, o dentista...

Portanto, depois de uma maré de azar jeitosa, consegui pôr algumas coisas em dia.

Voltei às leituras obrigatórias, que o tempo já se torna escasso e só para ver se não falho, fotografei todas as páginas do livro para as poder consultar no telemóvel. Viva as engenhocas do séc. XXI!

Mas tinha e tenho outras tantas coisas para tratar - análises sanguíneas, medicação para deixar de tomar ou continuar, documentos por tratar... Eu nunca pensei que com esta idade ainda fosse sofrer de "dores de crescimento", quanto muito que isso em conjunto com uma lesão dos músculos peitorais me fosse dar tanto pano para mangas. E depois só porque caso alguém achasse que isto fosse pouco, um dos meus dentes achou piada em inflamar que nem um desgraçado.

Estava a ver que não ia ter grande sorte em tratá-lo. Sou imune à maioria da medicação para dores de dentes e só me consigo governar com ibuprofeno 400g (nem mais nem menos - vai que o corpo é esquisito!). E tenho sempre a excelente sorte de a medicação não ter efeito quando chego à cadeira do dentista, o que implica adiar o tratamento. A juntar a isso um medo do dentista desgraçado que ganhei da última vez que tratei dum dente, estão a imaginar a pilha certo? O cúmulo disto é o dentista ser teimoso como tudo e nunca querer fazer o que eu peço. Desta vez ia determinada em pedir uma extração, não só porque não vejo grande eficácia de desvitalizações anteriores, mas porque é um dente mais escondido e a última coisa que preciso neste momento é levar três semanas de agonia, quando posso tratar de tudo numa só semana.

 

Vai que o dentista desta vez foi a meu favor sem eu dizer nada? Ao menos isso, graças a Deus.

E também me fez o favor de me ajudar a acalmar pelo processo todo. Afinal de contas era o primeiro dente que ia tirar na minha vida. E um dos grandes, primo do siso. Pensava que ia ver brocas e máquinas horrorosas, que ia guinchar com dores, mas nem doeu. O máximo que custou foi a anestesia e ter de esticar demasiado a boca.

Mas pronto. Continuei a não querer ficar com o dente para recordação. Agora há que gramar com papas e papinhas e batidos mais uns dias... Até a feijoada à transmontana me parece um belo prato agora!

 

Boa tarde,

Daniela

A autora

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