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Violet Clouds

Un petit a part #61

DISCLAIMER: Não me prestem muita atenção, isto não é para ninguém da blogosfera, vocês são lindos. E sinceramente se alguém se ofender, eu estou-me nas tintas, eu avisei agorinha mesmo.

 

Isto quase que dava para a rúbrica das Lógicas da Batata, mas tenho de ser breve.

Eu não compreendo esta gente. E se eu fosse adaptar o contexto das novas novelas, diria antes que eu não compreendo esta m****. Mas sou boa pessoa e censuro essa parte.

Adiante.

Eu não percebo. Ou eu sou muito chucra, muito tantan, e sou muito difícil de entender com cara de má, ou então estou rodeada de gente idiota. Eu já sabia que a universidade não é nada pêra doce e que é uma selva com penas luxuosas penduradas para disfarçar, mas não vejo a mesma estapafúrdia nem nos outros cursos, nem nos outros anos do MEU curso. Uma pessoa pede uma recapitulação (porque fui para casa com uma virose...) e zero respostas. Peço então com muita delicadeza aos docentes que me passem a informação... E ao invés disso, lavam as mãos e eu que não tivesse tido uma virose. Easy as that.

Eu estou deveras farta disto, francamente. Não do curso, calma. Não me andei a esfolar para depois fazer as queixinhas.

Estou farta de pessoas. Só de ouvir falar em pessoas até me sinto maldisposta, às vezes. Uso boa educação, estou ao dispôr sempre que possível (e dentro dos possíveis, não há cá cenas do género "lixo-me a mim para te dar a ti") e tento, mais vezes do que devia, tentar socializar. Mas já não sei se é pela cara que faço, pela roupa que visto ou pelas respostas que dou, mas acaba várias vezes comigo a revirar os olhos e a dispersar para outro sítio. Até já fui chamada de antiquada... Por pessoal que diz que se recusa a pagar propinas para o mandarem fazer trabalho de investigação. Top!

Deixou de haver conversação simples e pacata sobre temas em comum. Agora, conversa-se - às  vezes pelos cotovelos até - por conveniência. Quando se obtém o que se quer, andamento. E eu não gosto dessas coisas. Também me deixa deveras danada quando procuro por algo de forma educada e formal e quase que sou engolida viva, mas vem alguma amostra de gente atrás de mim com duas piadinhas secas no bolso e leva o que quer.

Mas isto agora só se vive no mundo com cara falsa e um livro de anedotas convenientes na carteira?

Enfim. Já chega. Tenho um relatório para terminar sobre um debate sem argumentação.

Há quem pergunte onde é que os outros estacionaram a nave, mas acho que quem a perdeu fui eu e agora não consigo voltar para outro planeta decente.

Talvez seja o cansaço e a falta de descanso a tocarem desenfreadamente à porta...

É assim tão estranho?

 Ainda na onda das mudanças em casa, que já se fizeram notar, embora que mínimas, dou comigo muitas vezes a olhar para o vazio. Vazio esse que me conforta. Vejo que ainda há coisas para organizar e outras para reciclar. Imaginem bem a minha alegria de ter separado e organizado um saco enorme de papéis soltos. Já ali estava há algum tempo a remoer-me a consciência para que eu o limpasse.

Entretanto, continuo a olhar para o nada.

Quero muito que chegue a época natalícia e parece que muitos anos depois é que a minha consciência desceu à terra.

A verdade é que o Natal não vai voltar a ser como antes. Não vou voltar a contar os dias para saber quando vou apanhar o comboio, e por consequência, não vou sonhar acordada a olhar pela janela. Não vou voltar a contar quanto tempo falta para ver a minha mãe, a minha tia ou a minha irmã. Já não há essa coisa de fazer as malas e sair para fora desta caixa de solidão, em que se fala do vulgar e do desnecessário e se sufoca o espírito natalício de união e companheirismo.

Acabaram-se os reencontros com os amigos do norte. E com isso acabaram-se as conversas, as diferenças e a família que construí. Também houve um fim à sagrada véspera de Natal, onde estamos com quem nos faz bem e tanto amamos. A mesa cheia da família que o coração escolhe. O planejar das traquinices de Natal. As crianças a sorrir e à espera da grande meia-noite, mesmo com os olhos pesados de sono.

O Natal não vai voltar a ter sabor a risadas.

E depois continuo com este pensamento e apercebo-me que nem tão cedo vou poder sequer reconstruir algo parecido ou melhor. Porque não se tem vontade de celebrar quem está vivo, de acolher quem está sozinho, de relembrar até todos estes bons momentos que me encheram o coração e a infância. E até me conformo bem com isso - são memórias e provas de que um dia fui feliz em Dezembro. Mas é igualmente frustrante ver o espórito natalício morrer nas minhas mãos.

Foi daí que quis ser eu a planear o Natal.

Quero ser eu a montar as decorações, tal como o ano passado. E planear os doces. Quero ser eu a preparar as prendas, depois de muitos anos a experimentá-lo sozinha e a escolher o que faz alguém sorrir (sabes, pelos olhos, pela alma). Quero contar pelo calendário do Advento e recordar todas essas coisas boas, e partilhá-las com quem comigo está. Com quem comigo quer ser feliz. Quero um dia voltar a juntar uma mesa assim, com todos os que me fazem bem e que me querem dar as mãos para manter essa noite viva e quente, cheia de sonhos e luz.

Foi daí que quis partir as correntes que me prendem com força e quis mudar o desfecho do Natal.

Porque acredito nele e acredito que ele pode voltar a brilhar nos nossos corações.

Móveis para aqui, livros para ali...

 

Hoje tem sido um dia atarefado.

Entre fazer um powerpoint para entregar amanhã, estudar anatomia e outras tantas coisas, estou a mudar a sintonia da casa. Comprámos cortinados novos para a sala, enquanto não temos persianas (bem que dou a volta à cabeça mas tenho medo de fazer pior ao tentar arranjar...). Falámos em mudar algumas coisas de sítio.

A casa voltou a ser uma casa. A redundância foi propositada, porque dantes dividia-se entre casa e centro de estudos. Já não preciso de duas mesas e de fichas velhas na sala, nem de um arquivo na cozinha (isto lembra-me, tenho um arquivo para colocar no lixo e agora já o posso fazer).

Voltamos a ter um espaço nosso para viver. E juro por tudo que quando acabei as primeiras alterações, senti alguma nostalgia. Tenho agora um espaço de estudo e a sala voltou a ser ampla. No entanto, sinto-me culpada por não poder acolher os miúdos. Mas há-de ficar tudo bem.

Pouco a pouco, o que não serve sai daqui para outras mãos, ou para a reciclagem. Algumas coisas aproveitam-se para fazer prendas de aniversário e de Natal, que me inspiram para fazer DIY's outra vez. Pouco a pouco, as coisas querem voltar ao seu trajeto verdadeiro e eu vou fazer todo o possível para encarrilhar a vida.

É tão estranho dizer isto, mas sinto-me em casa.

O casaco preto.

Entre horários apertados, apontamentos a não atrasar e trabalhos para entregar, vejo-me presa entre uma procrastinação necessária, obrigatória.

Tecnicamente não tenho muito tempo para mim. Ao contrário do pressuposto, a faculdade arranjou-me mais tempo pessoal (sim, eu sei, costuma ser ao contrário). Nas folgas e nos fins-de-semana, fico com muito pouco. Entre compras e outros essenciais, abordaram-me na rua e houve quem me perguntasse "E como está a correr? Está a corresponder à tua expetativa?".

Lembro-me que a resposta levou alguns segundos a arrancar, mas não foram por hesitação. Percorri todos os pensamentos que tive até à data em nanossegundos para lhe responder com um grande sorriso que sim. Que tinha, de facto, antecipado a maioria das coisas que estavam a correr e que a licenciatura me está a fascinar bastante, mesmo que tenha uma turma pouco cooperativa e que as praxes me tenham dececionado a largas milhas.

Saí do supermercado a olhar para o passado.

Não foi há muitos meses atrás que fazia os mesmos trilhos perdida em lágrimas e em dor de antecipação. Pensei milhares de vezes porque é que queria fazer isto. Quando vesti o mesmo casaco que carregava frequentemente no princípio do ano, senti um peso na alma. Aquele casaco acompanhou-me nos caminhos diários e guardou os meus soluços, o meu pranto. Foi com ele vestido, muitas vezes, que me odiei até ao fundo do coração por não ter mais força e por não aguentar o fardo. E foi com ele que temi não alcançar os meus objetivos outra vez.

Mas também foi com esse casaco preto que continuei o caminho. Eu sabia que o sol ia nascer no dia a seguir de qualquer das maneiras. Eu procurei fé e justiça aos céus e à minha fé, para que estivesse a fazer a coisa certa. Então pensei muitas vezes, porquê?

Eu confesso que nos primórdios deste dilema eu não queria a faculdade. Preferia um emprego. Claro que isto foi há mais de quinze anos e que entendi que era algo necessário para garantir um pouco mais de conforto económico e profissional, mas precisava de algo mais.

Também admito que quando tomei a decisão há muitos anos atrás, foi porque tinha vergonha de ficar para trás. Vi todos os meus colegas e amigos avançarem com os seus sonhos e a sua vida e eu fiquei no mesmo patamar, a subir e descer graus variados à procura de uma saída. Mas também os vi chorar.

Choravam, abertamente e em segredo, porque aquilo não lhes dizia nada. Porque todo o esforço não os concretizava pessoalmente.

Entretanto aconteceu 2016, 2017, 2018...

Se eu queria uma mudança eu tinha de lutar por ela. E se ia enfrentar a maré tinha de ser por um motivo. Sempre quis ser útil para os outros e sempre quis estar próxima do mundo. Francamente, nunca pensei em entrar numa área da Saúde porque me parecia inatingível. Mas, licenciatura ou não, queria fazer sorrir. Queria dar conforto. Queria ajudar no progresso. Queria ajudar os outros a sobreviver neste mundo hediondo que é o nosso e queria dar-lhes a mão.

Ser explicadora ajudou-me ainda mais a compreender isso. Então disse a mim mesma, que se fosse para fazer este percurso, que o faria por um bom motivo.

 

Quando vesti o casaco ontem, senti o meu próprio tormento. As lágrimas caíram-me pela face. Aconcheguei-me no casaco e, como se estivesse a falar com as minhas memórias, sorri e murmurei que o pior já passou.

Pedido de ajuda!

Como já o devem saber (e se não souberem, por favor não ignorem) a nossa m-M precisa de ajuda para encontrar um dador de medula óssea compatível com a sua irmã! Já partilhei isto no Instagram e espalhei a palavra pela Escola Sup. de Saúde de Setúbal, mas só vai ser suficiente quando ela conseguir encontrar alguém!

Não é difícil e é por uma boa causa! Infelizmente não o posso fazer porque tenho pelo menos três factores importantes que me excluem, mas sei que alguém poderá ser e quem sabe, talvez sejas tu?

Por favor espalhem a palavra! Se não puderem, passem a mensagem! Vamos fazer o máximo do possível e impossível para que apareça alguém!

Para mais informações, entrem aqui

 

Somos todos humanos e podemos todos ajudar!

Habemus Outono em 2018

Estamos em Outubro e já lá vai semana e meia de chuva e de vento, com uma pontada de pouco calor enrolada em cada dia.

Este ano lá tivemos direito à época do "não sei se vista manga curta ou casaco de pêlo", do chocolate quente nas noites frias, das primeiras folhas douradas a bailarem com o vento até chegarem ao chão. Isso deixa-me muito satisfeita; não queria outro Dezembro com t-shirts e sem chuva.

Nunca provei um pumpkin spiced latte, portanto não sei ao que se referem quando o mencionam. Talvez seja um sabor típico do Outono americano. Eu cá ainda sou muito portuguesa nesse aspeto. Aprecio o cheiro das castanhas e das batatas doces pelas ruas fora e anseio pelas primeiras romãs. E o café com canela começa a ser o meu bom dia favorito. A sopa também já tem ordem de entrar nas refeições. As viagens de comboio deixaram de ser aborrecidas, agora que me perco a olhar pela janela a ver as gotas de chuva a caírem pelo vidro.

Não são tempos fáceis, mas não sou a única. E há certas estações que nos trazem aconchego e a promessa de uma fase nova. O Inverno e o Verão não são muito a minha vibe, e a Primavera só começa a ter gosto a partir de meados de Abril. Mas Outono é Outono - e eu adoro-o do princípio ao fim. Este ano, pensei comigo mesma que já não falta muito tempo para que chegue o Natal. Antes que isso me entristecesse, cheguei à solução de que este ano farei eu o ambiente de Natal. Já sou eu que monto os enfeites e faço alguns doces, mas a mudança não vai ser aí.

Este ano vou construir o Natal. Já que não posso voltar a vivê-lo a sério tão cedo e que vai ser derrubado (muito provavelmente), vou ser eu a deixar entrar o espírito natalício em casa. Vou construir a árvore no dia 1 de Dezembro, enfeitar toda a casa e estudar junto deste ambiente. Vou planear os doces todos e vou aprender a fazer filhozes e azevias. Vou voltar a fazer sonhos de Natal. Vou embrulhar as prendas e vou pendurar um calendário do Advento.

Fiz metade disto e senti um calor enorme no peito em 2017. Pode soar um pouco egoísta da minha parte, mas não fecho as portas a ninguém. E até lá. sou embalada pelo vento a ver as folhas de outono a cair.

Bom dia,

Daniela

A caloirinha conta #4 - A turma

Disclaimer: Estou-me a borrifar para as consequências possíveis deste post. Mas olhem, à larga.

 

Comprometi-me em ser sincera convosco, so here I am.

A saga de trabalhos atrás de trabalhos já começou. São pequenos mas muito amontoados. Também já começou a saga de visitar a biblioteca regularmente para poder obter os recursos necessários para todo o restante curso e, antes que me apedrejem, não tiro fotocópias dos livros. Também não faço algo concretamente correto quando os digitalizo para uso próprio, mas não o faço pelo dinheiro.

Honestamente tomei esta decisão porque não quero acumular os livros e muito menos uma pilha de fotocópias que se vão estragar 10x mais depressa. E atenção, eu adoro livros. Olho para eles na bancada do IPS à venda e penso em levá-los todos. Mas não teria onde os pôr e estaria a gastar ainda mais papel. Sou menina de comprar a versão digital, mas enquanto não houver, a mana desenrasca-se.

Agora, os trabalhos em si... Oh boy.

Tenho aqui conversa para três tardes e um serão de novelas da TVI.

A parte má do meu curso é sermos apenas uma turma, com discrepâncias na faixa etária muito alargadas. Compreendo que é tudo uma questão de adaptação e que no mundo do trabalho vamos trabalhar muitas vezes com quem menos gostamos (sei disso bem demais, até) mas olho para outras turmas com um pouco de inveja por faltar aquele espírito de companheirismo. Nunca pensei que na escola onde estou houvesse a velha separação de "caloiros e não caloiros". Pensei que já éramos grandes demais para essas coisas.

"Mas não estavas a falar em trabalhos?"

Sim, estava e estou. Calma. É que o mais absurdo é que isto afeta a parte em que temos de trabalhar em grupo a largos passos. Tenho assistido a birrinhas, tais como "temos de refazer turnos porque foram feitos quando já estávamos a fazer os trabalhos"(os turnos foram feitos antes dos trabalhos na semana das praxes, eles é que não estavam lá...), ou "quero mudar de turno porque quero estar com a minha amiga". Depois de quinhentos avisos em que os grupos vão rodar, a bem ou a mal. Graças a Deus eu tenho uma companheira de grupo excelente, mas que infelizmente vai sair no fim do mês para algo que ela quer muito. E a ela desejo-lhe as maiores felicidades e farei os possíveis para que no regresso dela para o próximo ano, ela não fique desamparada.

Se formos a ver, eu já antecipava algo assim, mas acho que nunca ninguém fica à espera de tamanha aventesmice. Mas pronto, estamos todos a aprender e quiçá a turma mature um bocado...

Eu honestamente duvido muito mas eu sou ruim, portanto, seja o que Deus quiser. O que importa é que isso não me desmotiva do curso, que me está a fascinar cada vez mais!

Boa tarde,

 

Daniela

 

 

A história de terror das tupperwares

Um título alternativo para este post seria "Os horrores de destralhar uma casa de acumuladores #quinhentosmilequalquercoisa".

Sempre ouvi falar no drama das tupperwares. Que, magicamente, as tampas desaparecem e quando as emprestamos, nunca voltam; que começamos por uma ou duas e alguns meses depois elas procriaram e invadiram toda a tua dispensa.

E a minha dispensa, só por acaso, é horrorosamente pequena.

Na necessidade de encontrar uma caixa hermética para levar o almoço para a escola, decidi mergulhar naquele mini-cubículo. Pensei para mim "Sim, são muitas, mas fizemos uma limpeza o ano passado, portanto não deve ser tão grave". Não, gente, foi péssimo. Horrendo. Nossa Senhora da Trindade, acuda-me, pelo amor de Deus. Há caixas por todo o lado, em cada buraco, atrás de móveis que eu cuidadosamente arrumei o ano passado. Tenho mais tampas transparentes de sopa do que propriamente as caixas, que já voaram algures. Caixas de gelado da Olá de 1999.

Tenho tampas sem caixa e caixas sem tampa. É um pesadelo.

Em centenas de caixas (nem mais nem menos e nunca num contexto de exagero, garanto-vos) só vinte e poucas caixas tinham o seu par.

E da minha caixa hermética, só encontrei a tampa...

É que além de estar cansada, fico triste: com tanta caixa em casa, andava eu preocupada em comprar uma marmita. Fora o facto de ter tanto espaço ocupado inutilmente. Além de que isto é mais uma facada na minha tentativa de instaurar o minimalismo cá em casa. Vocês podem tentar imaginar o que é eu estar a parejar caixas e ter alguém atrás de mim a chorar para não as jogar fora, como quando fazemos limpezas gerais aos brinquedos de um filho ou de um irmão e a criança está em casa a rogar aos céus para termos piedade dos brinquedos dela. E eu nem queria jogar nada fora, senão o que estivesse partido... Ou desemparelhado!

 

Future me, note to self: NÃO COMPRES CAIXAS, PORRA.

 

Do blog

Já não fazia isto há tanto tempo.

Sentar-me, ligar o computador e correr o meu blog. Ver postagens antigas, responder a comentários e ponderar sobre o que falar-vos a seguir. Agora tenho temas, uns de derreter corações, outros talvez controversos.

Num mundo em que me sinto como uma peça do puzzle que não se encaixa, penso muitas vezes sobre o conteúdo dos meus posts. E penso naquilo que vos comento - se digo as coisas certas, da forma como realmente me sinto. Numa sociedade em que caras não mostram corações, o blog sempre foi um dos meus pontos de escape preferidos. Chego aqui e penso em dar uma cara nova à página, como quem decide cortar o cabelo e mudar o visual. Percorro blogs amigos e vejo se ainda cá andam, o que de novo contam.

É triste estar tanto tempo afastada daqui, ou forçar-me a publicar sem qualquer conteúdo (que ocorreu muita vez nestes últimos quatro anos).

Ah, mas quando se volta com o peito cheio de luz e boas novas e saudades disto... Sai um sorriso de orelha a orelha, depois de todo um dia a pensar no mundo. Afinal de contas, se queremos ver mudanças, temos de começar em nós mesmos, certo?

As nódoas negras na alma já não se fazem sentir. Ainda cá estão e a elas juntam-se outras novas, mas o sol continua a nascer. E eu quero muito isto - adotar uma nova forma de lidar com o mundo, já que nem a si mesmo ele lhe quer bem. E sei que não estou sozinha.

Sei que há por aí muito boa gente que também não se sente parte da mesma caixa.

Mas a quem por aí anda, nunca estamos sozinhos. E há quem cante para os seus males espantar, há quem durma e hiberne no mundo dos sonhos. Eu decidi desenhar o que voa pela imaginação e escrever pequenos textos sobre a minha vida. O meu mundo.

E nunca pensei ser tão feliz com tão pouco, no meio do escuro.

 

Un petit a part #60

Sou só eu que já estou elétrica porque o Halloween está praticamente aí à porta e falta pouco mais para o Natal???

Não tenho muito que esperar da época festiva.

Mas por uma vez sinto-me empenhada em criar esse ambiente em vez de esperar que ele me acolha.  Não sei... É um aconchego no coração saber que falta pouco para a melhor altura do ano.

 

A autora

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