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Violet Clouds

A caloirinha conta #1 - Colocação e matrículas

Acho que isto dará uma rúbrica engraçada. E sei que ainda existem muitos caloiros por aí nos stresses diários. Portanto, agora que já passei pelos badagaios iniciais, vou deixando testemunhos.

O dia da colocação foi, sem surpresa, uma pilha. Falei pelos cotovelos na Uniárea, tinha um contador para todos os dias dizer que já faltou mais. Quando decidia esquecer o contador, outros lembravam-mo e eu tremia. Se entrasse, se não entrasse. E se entrasse, como seria? Não sou alguém muito abonado e tenho medo, mas precisamente por isso quero aproveitar a oportunidade e chegar ao fim com uma nova chance na vida.

Para me distrair, procurava tudo: se os documentos estavam certos, ideias para almoços de marmita, o que devo mesmo levar ou não na mala, informações sobre o meu curso e trajes, enfim... Tudo valia quando não estivesse a trabalhar. Curioso foi que por muito que tenha tentado evitar, soube da colocação no trabalho e não me contive. Não queria saber. Foram quatro anos a chorar, a estudar e a tentar enfrentar o touro pela frente. Assim que me soube, saltei que nem uma louca e sei que houve clientes do café que descobriram a cor da minha roupa interior, mas não quis saber. Agarrei-me a elas e chorámos e rimos. O esforço valeu a pena. Os telefonemas foram poucos, os suficientes. Partilhei a notícia apenas aqui e uma mudança muito subtil no instagram, chega. Quanto menos souberem melhor; a felicidade vive-se em segredo.

Entretanto os dias para a matrícula eram poucos mas pareciam intermináveis. Queria ir já, queria certificar-me que ficava lá. Durante dois dias, depois de um ataque de pânico na secretaria porque me disseram à bruta que podia ficar sem o meu lugar por causa de um papel mal impresso (!!!), olhava para todos os lados e certificava mais uma vez os documentos todos. Por momentos achei que era mentira e que me iam pôr dali para fora. No dia final estava sempre à espera que alguém me voltasse a dizer o mesmo. Só respirei fundo quando me disseram que já estava tudo concluído.

Foi um reboliço. E tenho mais para contar, que pode ficar para o próximo post. Mas a todos os que conseguiram entrar, seja a primeira vez ou depois de queimar muito a pestana, muitos parabéns! E não se esqueçam que agora é trabalho a valer e bola para a frente. Que seja uma nova etapa, que concretizem os vossos sonhos, que conheçam gente nova, que aprendam muito.

O terror já passou, caloiros. Agora é estudar e rir muito. E aprender a ser feliz.

Nunca se esqueçam disso, mesmo quando a vossa vida está toda do avesso. Eu estou a tentar, e vocês façam o mesmo.

Vamos conseguir. ♥

 

PS: Acerca do episódio na secretaria, há que pensar positivo: ao menos serviu para alguém que se tenha candidatado a terapia da fala e pudesse vir a passar o mesmo que eu, porque as professoras mobilizaram-se em prol do sucedido para avisar as pessoas que não era assim tão caótico quanto a coordenação fez passar a mensagem. Do mal ao menos!

 

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