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Violet Clouds

Blogmas #15 - Dias do advento

Não digo que todos devam ir à missa, até porque cada qual tem a sua religião e as suas crenças. Mesmo eu sendo católica, só fui praticante aquando andava na catequese e mais tarde em voluntariado, porque tinha essa oportunidade.

Mas algo muito característico pelas terras de Portugal são os domingos do Advento. E talvez me esteja a repetir, mas traz tão boas memórias. Quando frequentava a catequese, éramos nós que decorávamos a igreja e preparávamos os cânticos. Recordo-me que gostava de lá andar porque não me impingiam a religião. Ali tínhamos um dia por semana para aprendermos a crescer em grupo e como pessoas. Sei lá.

Lembro-me que gostava de comprar as velas do advento e, já não bastava contar os dias para zarpar daqui para o Porto, carregava as velas comigo. Eram acesas na noite de Natal, depois do jantar, quando esperávamos no quentinho do sofá pela hora das prendas e nos perdíamos nas luzes de Natal. E foi também há pouco tempo, numa visita de trabalho de campo à APPACDM de Setúbal, que relembrei as várias ações de voluntariado em que participei. Em conjunto com a igreja ou com outra organização, os dias do advento eram dedicados a apelar à felicidade, à simplicidade e ao amor, ao carinho. Uns vestiam-se de Pai Natal e atendiam os desejos dos pequenos, os outros distribuiam prendas e sorrisos. Se foi das coisas que mais me tocou foi ter recebido um abraço de uma criança, daqueles sem motivo, só porque se sentia feliz. Senti-me o ser humano mais amado do mundo.

E se havia coisa que me fazia esquecer de tudo e de todos, era quando entrava na igreja depois da escola, antes de chegar a casa. Normalmente calhava ao pôr do sol e não estava lá ninguém.

Já entrei em muitas igrejas e a da minha localidade não foi a que me marcou mais, mas sempre que lá ia, ficava o mundo para trás. Fosse pela crença, pela luz que entrava pelos vitrais, pela simplicidade do edifício ou pelo silêncio de ouro. Eram cinco minutos de nada, era uma pequena infinidade de sensações que me faziam respirar fundo.

No entanto, ironia, nunca cheguei a ir à missa do Galo! Alguém já experimentou? Sei que é uma tradição de Natal muito do Norte!

Boa noite,

Daniela

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