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Violet Clouds

Blogmas #9 - Sobre o ano de 2018

(fonte: We Heart it)

Já se sabe que por esta altura também está na hora de pensar um pouco sobre os últimos 11 meses e meio. O que aconteceu, o que poderia ter sido melhor, o que foi horrendo.

Arrancou com uma aproximação muito ténue com 2016. Ambos os anos começaram lindamente bem. Aliás, este ano marcou-me imenso quando fui ao primeiro concerto musical da minha vida, e logo ao de Harry Potter. Apesar de algumas impressões agorafóbicas, foi das melhores prendas que recebi até à data. E depois em Fevereiro, tal como há dois anos atrás, descambou pela encosta fora. Mas apesar de tudo, não chegou aos pés de dito ano horrendo.

O ano de 2018 foi um ano de crescimento imenso e muita amargura para mim. Foi todo um ciclo de muita resistência contra mim mesma e contra várias tentativas de desistir. Mas não havia espaço para isso e toda a pressão levou-me a níveis criativos tamanhos que para estudar para os testes, cheguei a ler fotografias dos livros pelo telemóvel enquanto servia copos de vinho. Enterrei a cabeça em estudo e quando chegou o maldito verão, desesperei bastante e quis contrariar qualquer indício de que fosse conseguir entrar para a faculdade. Foi estranho ter escondido todo esse processo, ainda que praticamente toda a vila onde eu trabalhava soubesse do que se passava.

Mas ficou escondido e entrei. E houveram alegrias e tristezas.

Foi um ano que me forçou a aprender que quer esteja de pé ou no chão, a vida continua, nem que seja à reboleta. Como se eu alguma vez tivesse gostado de ficar presa na rebentação das ondas.

Também foi graças a isso, entre muito choro e muito grito, que encontrei o meu caminho mais provável. E se entrei a medo em Terapia da Fala, foi há muito pouco tempo - uma questão de dias - que me caiu a ficha e me apercebi que estava no sítio certo, mais do que achava. Parece que foi aos vinte e cinco anos que esbarrei contra um objetivo de vida que me preencheu por completo e agora não se quer largar. O que eu fiz para não chorar ali no sítio. (Não sei se deu para perceber, mas este ano fui uma chorona!).

Mas o ano não acabou. E se estou agradecida? Sim, ainda que tenha doído forte e feio, mas sei que podia ser muito pior. Podia não ter emprego, podia não ter um motivo para estar aqui, podia não ter aprendido a ser mais forte.

Se sou feliz? Não. Isso não significa que seja ingrata ou que não reconheça o bom que tenho da vida. Aliás, eu tenho a tendência enorme de dar valor às pequenas coisas da vida. Mas quando o stress diário nos bate à porta de cinco em cinco minutos, quando a nossa opinião é invalidada, quando o ilógico toma posse e o cansaço se acumula como uma bola de neve prestes a tornar-se numa avalanche, eu tenho mais do que motivos suficientes para dizer que ainda me falta aprender muita coisa.

De 2018, dou-lhe um cumprimento e viro-lhe as costas para enfrentar o próximo ano de cabeça erguida. E já que este foi o ano da mudança, espero que 2019 seja o ano de ser feliz.

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