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Violet Clouds

Nem sei que título dar a isto

Acho que já me desabituei tanto a escrever que nem tenho uma ideia clara para um título.

Quis vir aqui, enquanto hoje ainda tenho tempo, mesmo só para dizer que ainda não caí para nenhuma valeta ou fui raptada por aliens (sinceramente, não tarda dão-me por desaparecida). Até podia entrar em detalhes, mas não quero carregar o post com tudo o que se tem passado. A verdade é que neste momento tenho muito pouca coisa fixa na minha vida, nada tomado por garantido, mas também não há nada que consiga agarrar.

Estou literalmente a estudar e a trabalhar ao mesmo tempo. Durante algumas semanas estudava em tempos mortos, horas de almoço ou idas à casa de banho, porque fiz 14 horas de trabalho diárias e chegar a casa era sinal de não poder pegar mais nas páginas. Tiro fotografias a tudo (meu rico Google Drive, eu gosto tanto de ti) e ignoro quando as pessoas me chamam "viciada" nas redes sociais - tadinhas, se o Fernando Pessoa andasse no Facebook ficava ainda mais taralhoco. A verdade é que apenas ando ativa no Instagram, que é a única rede social que consigo consultar mais rápida e menos deprimente (só não apago a minha conta de Facebook porque senão o pessoal não me identifica em coisas decentes mesmo).

É difícil ignorar os idiotas e os presunçosos, é extremamente irritante tentar ignorar os bêbedos, mas por incrível que pareça, ainda prefiro isso a estar em casa, o que é no mínimo estranho. Agora estamos a tentar encaixar um horário menor, onde só faço 8 horas e uso a manhã para fazer algumas compras e estudar o máximo possível. Tenho dois meses e meio, escolhas novas e muitos nervos à flor da pele e estou a rezar por tudo e mais alguma coisa para arranjar mais tempo, para conseguir estudar mais e para fugir deste manicómio pessoal em que estou inserida. Na parte positiva, descobri que sou capaz de muito mais coisas do que aquelas que imaginava e que se consigo fazer o que estou a fazer, então consigo enfrentar aqueles medos enormes que tinha de não me organizar num simples trabalho de 8 horas diárias e ainda ter vida pessoal.

No meio de toda esta geringonça toda, e por muito que as pessoas não o queiram, sinto uma ponta de orgulho por ainda não ter começado a tapar a cara com máscaras de personalidades que não são minhas. Já fui mais afetada por críticas que me apontam como "pouco engraçada" e "muito fechada". Mas estou ali para trabalhar, não para entreter. E se consigo ser resiliente a esse ponto então acho que ainda não me perdi para a loucura da sociedade. Enquanto puder ajudar em casa sem que me perca nestes objetivos, eu tenho algo onde me apoiar quando o barco se quiser virar ao contrário.

Saber que dentro desta tempestade horrível ainda tenho quem me segure e quem me faça remar contra a maré, apesar das lágrimas que me suscita, é a luz que me guia. E espero que assim continue. E hei-de lá chegar.

 

Portanto, rumo ao 40 (sim, porque a gente diz que quer um 20 e sai um 15. portanto calhar se for para o 40 sai o 20 do saco) e por favor perdoem-me se não tenho nada melhor que vos diga senão a pouca fé que tento engrandecer e abraçar para não cair de vez.

Porque não posso cair. Tenho quem segurar também.

Junho, por favor, leva o tempo que tiveres de levar até chegar.

 

 

A autora

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Light Purple Pointer

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