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Violet Clouds

No dia dos Reis

Sei que existiam tradições dos Reis cá por casa quando era mais nova. Mas assim como outros costumes, esses perderam-se no tempo. Ainda me recordo de quando hoje era considerado feriado. Que maravilha!

No entanto, mantive um costume: é hoje que se arrumam as decorações de Natal. Por muito que conte dias e adore decorar, não gosto de manter as coisas postas. Assim vou ansiar pelo primeiro de Dezembro porquê? Existe sim toda esta tradição de montar a dia 1 de Dezembro e desmontar a dia 6 de Janeiro. E isso há-de ficar. Se bem que este ano desmontei a àrvore sozinha. E sozinha arrumei as bolas e as luzes, uma a uma, vislumbrando o pinheiro.

Entretanto, agradeci-lhe. O Natal deste ano de 2018, assim como o restante ano, foi triste. Saí do trabalho bem em cima da hora, porque ainda existem pessoas que não têm noção de que os que estão atrás do balcão também têm família. Cheguei a casa e a Ceia de Natal ainda nem estava ao lume. Na sala não houve árvore de Natal este ano. Não havia uma única decoração pela casa senão no meu quarto antigo, onde perduraram os 365 dias. A consoada foi amarga, cansada, desmotivada. Quis chorar. Esforcei-me o mês inteiro para que a noite de Natal fosse um pouco mais feliz e mesmo assim os erros repetiram-se: falou-se que já não vale a pena celebrar o Natal, que só dá trabalho, que agora a gata pequena só iria partir as coisas. Daí não me incomodei muito. Montar a árvore por aqui sempre foi discussão certa e evitou-se esse problema.

Mas também me avariaram a troca das prendas. Era mais importante a televisão, o Facebook, questionar o motivo X e Y daquela prenda ser dada, drama a mais. Lembro-me de sentir as unhas cravadas nas palmas das mãos e não perder a esperança. Guardei os embrulhos mais importantes e levei a minha tia para nossa casa. Lá, esperou-me esta árvore, que só ali estava por tradição minha.

Lá fiz a minha primeira troca de presentes longe de fitas e murmúrios desnecessários. Lá salvei o resto da consoada, onde tudo o que queria era ver aqueles que gosto abrirem os presentes que tanto cuidado tive em escolher e levar o resto da noite a falar de coisas boas, de memórias felizes, de assuntos alegres. Então dei por mim emocionada, enquanto despia a árvore e encerrava mais uma quadra natalícia. Agradeci-lhe num sussurro por me ter ajudado a salvar a noite de Natal.

Arrumei-a de coração cheio, já que graças a ela ainda pude sorrir naquela noite, sem estar sozinha.

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