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Violet Clouds

Olá, 2019!

Querido 2019:

Prazer em conhecer. Sou a Daniela e quero adiantar um pedido de desculpas se soar rude, amarga ou irada. O teu primo 2018 não foi muito porreiro comigo. Fez-me chorar, rir, deu-me prendas que tinham sido pedidas por primos vossos que não me quiseram fazer esse obséquio, partiu-me o coração e fez-me pensar em coisas que não deviam passar na cabeça de ninguém. Mas a 'miga cá fez um esforço - e vou felicitar-me por isso. Pior foi o vosso primo 2016, que se volta a querer fazer das suas, peço uma ordem de restrição. Nem tentes repetir as ideias desse idiota.

Claro que tenho receio. Desta vez tenho coisas a perder, mas tenho igualmente objetivos para conquistar. Fiz a lista tradicional de resoluções para ti e espero que me ajudes a segui-las, senão vamos ter problemas. Peço-te, além de doze passas com desejos bem importantes, que me mantenhas saudável e humilde. Com isso vem a alegria e o amor, e no seu conjunto obtemos a paz. E dinheiro, que faz sempre falta.

Portanto, faz-nos a todos o favor de ser gentil e fantástico. Prometo dar-te bolachinhas em Dezembro se fores um fixe.

Feliz ano novo,

Daniela S.

Blogmas #17 - Objetivos para 2019

Eu perdi-me completamente nos blogmas, peço desculpa. Mas andou tudo muito caótico pelas minhas bandas. Entre presentes de última hora, esticões de horários e algumas desaventuras, tive de largar aqui o pedaço por alguns dias. E são coisas que virão nos próximos posts.

Mas por agora, antes que se perca a boa lunação, quero avançar com os objetivos para 2019. So, cá vai uma lista a bom porto. Este ano foi, apesar de doloroso e amargo, fruto de muito crescimento pessoal. Saí certamente da minha zona de conforto, fui testada, aprendi muito. Mas houve muita coisa que não cumpri da lista anterior e que nem sei se as quero nesta. Planear um novo ano sem resoluções não me ajuda, já tentei.

Let's keep it simple:

1 - Voltar ao exercício físico: faz-me falta, faz-me bem e esta barriga extra tem de vazar daqui. Nem que eu estude e faça abdominais ao mesmo tempo.

2 - Comprar uma agenda e focar-me a sério nos estudos: não que não me ande a esforçar mas preciso de melhores notas e maior rendimento. Smart studying!

3 - Arranjar o cabelo: adorei ver-me de cabelo preto, mas as tintas dão cabo dele, coitadinho... Só não quero cortar cinco palmos de comprimento outra vez!

4 - Retocar a tatuagem: já parece um desenho a lápis de cera...

5 - Organizar-me: tenho de dar um rodopio aos meus pertences. Livros que não tenho intenções de (re)ler, produtos que podem ser utilizados em vez de apanhar pó, roupas que podiam muito bem estar noutras casas, quero rever tudo de uma ponta à outra e adquirir o máximo de espaço possível. Não sei se consigo um estilo de vida minimalista, mas se chegasse a esse patamar era uma mulher felicíssima.

6 - Voltar a hábitos alimentares saudáveis: quer dizer, calha sempre bem o médico gabar os meus resultados das análises ao sangue. Embora seja fã da famosa marmita - e escolher sempre algo saudável quando calha em comer na faculdade - nem sempre resisto a fazer estragos, o que se reflete na minha energia, peso, motivação e aparência. E talvez me torne fã de levar chá para a faculdade naqueles copos térmicos da primark...

7 - Retomar ao blog, ao desenho e ao Youtube em força: e que se dane a m**** do artigo 13. Sempre houve forma de dar a volta por cima às coisas, o povo português é um espetáculo, não creio que não consigamos dar a volta a isto também. Já que tanto oiço dizer que é um bom aliado ao meu curso, não vou deixar morrer este projeto. Isto inclui montar um workspace em condições e faz bom casamento com a resolução da agenda.

8 - Conviver mais: eu isolei-me imenso em 2018. Não significa que me arrependo de quem saiu da minha vida! Se saiu, era porque estava a estorvar. Mas a ver se saio mais da toca senão dou por mim a tornar-me fotofóbica e charreta.

9 - Mais praia e neve: Mas será que vou para a cova sem ver neve? Repito sempre esta resolução... Ao menos encho a barriguinha de praia.

10 - Ser feliz: é o essencial. O ano que se encerra serviu de lições e notas para o futuro, serviu de limpeza e de planeamento. Foi o ano da mudança. Então este que aí vem seja o ano da bonança, de colher os frutos semeados, de saber sorrir contra as adversidades. Que 2019 seja o ano em que crescemos e agradecemos todos os dias por estarmos vivos. Mais amor e menos ódio, mais estrelas e menos fogo, mais lua e menos ecrã. Quero voltar à natureza, ainda que planeie um ano ocupado.

Quero voltar a ser humana, ainda que seja um lobo solitário.

Afinal de contas, se estiver acompanhada do luar e do bater do coração do mundo, não estou sozinha.

Boa tarde,

Daniela

Blogmas #9 - Sobre o ano de 2018

(fonte: We Heart it)

Já se sabe que por esta altura também está na hora de pensar um pouco sobre os últimos 11 meses e meio. O que aconteceu, o que poderia ter sido melhor, o que foi horrendo.

Arrancou com uma aproximação muito ténue com 2016. Ambos os anos começaram lindamente bem. Aliás, este ano marcou-me imenso quando fui ao primeiro concerto musical da minha vida, e logo ao de Harry Potter. Apesar de algumas impressões agorafóbicas, foi das melhores prendas que recebi até à data. E depois em Fevereiro, tal como há dois anos atrás, descambou pela encosta fora. Mas apesar de tudo, não chegou aos pés de dito ano horrendo.

O ano de 2018 foi um ano de crescimento imenso e muita amargura para mim. Foi todo um ciclo de muita resistência contra mim mesma e contra várias tentativas de desistir. Mas não havia espaço para isso e toda a pressão levou-me a níveis criativos tamanhos que para estudar para os testes, cheguei a ler fotografias dos livros pelo telemóvel enquanto servia copos de vinho. Enterrei a cabeça em estudo e quando chegou o maldito verão, desesperei bastante e quis contrariar qualquer indício de que fosse conseguir entrar para a faculdade. Foi estranho ter escondido todo esse processo, ainda que praticamente toda a vila onde eu trabalhava soubesse do que se passava.

Mas ficou escondido e entrei. E houveram alegrias e tristezas.

Foi um ano que me forçou a aprender que quer esteja de pé ou no chão, a vida continua, nem que seja à reboleta. Como se eu alguma vez tivesse gostado de ficar presa na rebentação das ondas.

Também foi graças a isso, entre muito choro e muito grito, que encontrei o meu caminho mais provável. E se entrei a medo em Terapia da Fala, foi há muito pouco tempo - uma questão de dias - que me caiu a ficha e me apercebi que estava no sítio certo, mais do que achava. Parece que foi aos vinte e cinco anos que esbarrei contra um objetivo de vida que me preencheu por completo e agora não se quer largar. O que eu fiz para não chorar ali no sítio. (Não sei se deu para perceber, mas este ano fui uma chorona!).

Mas o ano não acabou. E se estou agradecida? Sim, ainda que tenha doído forte e feio, mas sei que podia ser muito pior. Podia não ter emprego, podia não ter um motivo para estar aqui, podia não ter aprendido a ser mais forte.

Se sou feliz? Não. Isso não significa que seja ingrata ou que não reconheça o bom que tenho da vida. Aliás, eu tenho a tendência enorme de dar valor às pequenas coisas da vida. Mas quando o stress diário nos bate à porta de cinco em cinco minutos, quando a nossa opinião é invalidada, quando o ilógico toma posse e o cansaço se acumula como uma bola de neve prestes a tornar-se numa avalanche, eu tenho mais do que motivos suficientes para dizer que ainda me falta aprender muita coisa.

De 2018, dou-lhe um cumprimento e viro-lhe as costas para enfrentar o próximo ano de cabeça erguida. E já que este foi o ano da mudança, espero que 2019 seja o ano de ser feliz.

Feliz 2018

Vem atrasado mas com boas intenções! Espero que 2018 vos traga tudo de bom e tudo aquilo que mais desejam em torno daqueles que mais amam!

 

Penso que vou já tarde para vos falar acerca das famosas resoluções de ano novo. No entanto, elas haverão de cá vir parar nem que seja noutro contexto qualquer. Ouvi dizer que 2018 ia ser o ano da mudança. O ano em que todos nós íamos virar o jogo, que íriamos ter força para nos levantar e determinar o nosso destino.

Até agora o ano 2018 tem-se querido tornar no pior ano da minha vida, e nunca achei que conseguiriam destronar 2016. Daí o meu atraso e daí vem, infelizmente, o anúncio de que este blog estará em hiatus pelo menos, e se Deus quiser e deixar, até Fevereiro, por motivos familiares e pessoais. Começo o ano de 2018 com coisas "boas", sempre uma por dia.

A minha Lucky tem de proceder a uma mastectomia, porque desenvolveu carcinoma mamário de grau II.

Um dos meus familiares teve uma trombose na sexta-feira. Graças a Deus que foi socorrida a tempo, mas agora está em estado de vigilância.

Há problemas em ambos os meus postos de trabalho: vão de pessoas desonestas até a encontrar falcatruas ilógicas efetuadas pelos donos anteriores em tudo o que é buraco.

O ecrã do meu computador partiu-se por causa... De frio! Ainda estou para entender esta...

E só porque nem isto, nem tudo o resto que escuso de mencionar, possa ser já que chegue, parti um dente sabe-se lá com o quê. Vai de anti-inflamatórios para cima para que o possa remover.

 

Se tenho de vos contar isto tudo? Claro que não. Mas assim ao menos denoto o quão sinistro e o quão grave está a começar o ano e no futuro espero poder celebrar o fim feliz de tudo isto. E se alguém tiver boas dicas que me dê, agradeço imenso. Já pensei em enfiar-me numa pia batismal de cabeça para ver se este despejo de azar se vai embora.

Acerca do Pai Natal Secreto, devido a tudo isto, demorarei um pouco a ir aos CTT, mas eles que me esperem, porque fazerem-me pagar uma encomenda expresso, sempre por causa da greve, para depois a coitada da rapariga não a poder lá levantar, ai ouvem ouvem. Mas ela há-de recebê-la sem problemas, espero eu. ♥

 

Pode ser que para o regresso do blog traga algo novo. Pode ser que no regresso possa respirar de alívio. Perdoem-me o testamento e a ausência mas não está mesmo nada fácil.

Beijinhos,

Daniela

Feliz Ano Novo e as tais resoluções!

Levei o dia inteiro a escrever este post. Sinto-me cansada (por um bom motivo, o Ano Novo foi fantástico) e sem muitas palavras para vos falar acerca das resoluções de Ano Novo. E sendo sincera estou a fazê-lo novamente porque para meu espanto, no meio de tanto desastre, consegui cumprir quase todos os objetivos que estabeleci para o ano de 2016.

Pintei o cabelo, fiz o exame de Biologia e Geologia (e tive positiva!) e candidatei-me à faculdade (embora não tenha entrado), desenhei um pouco mais para mim, consegui terminar a Ayumi, viajei e fui uma boa porção de vezes à praia, consegui começar as limpezas à casa (mi-la-gre!) e fui obrigada a tornar-me mais forte. E no meio disto tudo e de muito choro e desespero, aprendi muita coisa nova e fui feliz, ainda que por breves momentos, quando menos esperei. Portanto, seguindo a mesma fé que me levou a escrever um post sobre os meus objetivos para o ano novo, cá vão as ditas resoluções para 2017.

 

Retomar ao programa da perda de peso

Esta é do ano anterior... E não a cumpri. Estudar para os exames fez-me inchar imenso e por muito que pedalasse e corresse o peso e a largura não iam abaixo. Portanto a ver se retomo a este objetivo com pés e cabeça e força nas canetas. Pode ser que este ano chegue a meio da meta e fique feliz aos 95 quilos.

 

♥ Arranjar trabalho e tomar uma decisão acerca da faculdade

Já procuro trabalho há muitos anos e não tenho tido sorte, o que me conduz a começar uma turma de explicações por volta de Setembro e Outubro. Mas preciso de continuar a crescer. Quero ajudar mais em casa e ajudar-me também. Em 2016 voltei a ir aos exames e embora tenha conseguido a nota que pretendia, não foi suficiente para a candidatura. Sei que é o preço a pagar por ter desistido do futuro quando estava no secundário, mas não é razão para ficar especada ou para continuar a correr contra a mesma parede que insiste em não abrir uma porta, janela ou buraco que seja de oportunidade. Talvez se possa intitular de uma crise de valores pessoais, mas tenho pensado que talvez seja hora de rever os meus objetivos de vida e o que quero realmente fazer a respeito de educação.

 

♥ Aprender a costurar e a plantar

Costurar e plantar são duas habilidades que predominam na minha família mas que não foram ensinadas às gerações mais novas. Além de aprender mais qualquer coisinha, posso finalmente aprender a cultivar para proveito próprio e costurar ou remendar, usar tecidos que tenho cá por casa para projetos bonitos e prendas para quem mais gosto. O saber não ocupa lugar, não é?

 

Juntar dinheiro

This one is pretty self explanatory. No que toca a finanças o ano anterior foi horrível, péssimo, macabro e não quero que se repita. É necessário juntar algum dinheirito para garantir alguma qualidade de vida aos meus familiares e adaptar a casa às necessidades deles.

 

Ver neve

Esta é aquela pobre resolução que salta de um ano para o outro e nunca se concretiza. Haja saúde...

 

Viajar

Viajei mais do que esperava. Há anos que tenho ficado por casa, pela terra em que moro, sem me perder pelos encantos de Portugal. No entanto surgiu a chance de voltar a apreciar uma viagem de comboio, de ir à praia e voltar a ter a pele ligeiramente bronzeada, de vaguear e rever terras queridas. Portanto se não for pedir muito, gostava de o poder voltar a fazer este ano junto dos que mais amo.

 

Continuar com as limpezas e obras

Em terra de avós que guardam recordações e traquitanas até à vigésima quinta geração, já foi uma grande vitória começar a dar a volta a tudo o que cá temos e a separar o que nos faz falta do que pode ser dado a quem mais precisa e do que já cumpriu os seus propósitos e merece ir fora. Este ano pretendo continuar com essa saga de renovação e organização para que depois das obras em casa, possamos sentir mais alguma segurança e conforto na simplicidade do lar.

 

Voltar ao blog

Tenho saudades vossas e não vos tenho dado a devida atenção! E quero voltar e falar de mais coisas e mostrar-vos o pouco que me deslumbra do mundo!

 

Aprender a ser feliz

Aqui englobam-se todos os factores importantes. Os últimos doze meses foram de desafios, quedas e perdas. Corações partidos, dúvidas assombrosas, a grande tentação de desistir por mais que isso não vá fazer diferença nenhuma. Houve muita dor e decepção, mas houve mais razões para limpar as lágrimas e levantar-me das cinzas, pensar noutra solução. Foi um ano de crescimento. Fui feliz por breves momentos, descansei e aproveitei-os até à última gota, mas sei que tenho mesmo de começar a ser mais calma e a enfrentar os problemas de frente e com coragem.

Este ano tenho de aprender a dançar na chuva, a sorrir mais vezes, a ter mais fé e a encontrar o lado bom da vida em cada minuto, cada detalhe, cada olhar. E espero conseguir.

 

E sem mais demoras, não vos chateio mais hoje! Espero que tenham aproveitado o Reveillon e que tenham festejado muito! Desejo-vos um feliz Ano Novo repleto de saúde, paz, amor, alegria e prosperidade!

Boa noite,

Daniela

 

 

Do dia de hoje

Ora bem.

Primeiro dia pós Natal. Ainda as festividades vão a meio e já se pensa por aqui em canjinha e chá para fazer um ligeiro detox senão não se aguenta. Ainda há sobras, mesmo que este ano tenhamos feito menos doces para "não sobrar" mas há sempre maneira de isso acontecer. Também ando com os pesos de um lado para o outro por descargo de consciência. Acho piada quando me dizem "Esquece a balança e o exercício agora" e do nada, uma Dani meio inchada e refilona exclama: "Esqueço uma ova, posso não emagrecer mas ao menos não engordo, cacete!". E daqui saem sempre caras de espanto, acompanhadas de um "Não tinha pensado nisso dessa forma" ou um "Eh... Good point".

Nem me quero lembrar que ontem foi um Natal deveras sombrio, gente. A morte do George Michael ´foi mesmo de nos apanhar a todos de surpresa por trás, recheada de ironia até à raíz. Deus o tenha em bom descanso, assim como todos aqueles que sucumbiram a esta terrível onda de massacre musical que ocorreu em 2016. Credo... Já chega, ainda faltam cinco dias para o final do ano e uma pessoa já tem medo de quem possa ainda vir a seguir.

E por fim, como se já não me tivessem perguntado há uns dias atrás, está na hora de talvez pensar em resoluções de Ano Novo - e como faço todos os anos, espero trazer-vos essas resoluções para cá uns dias antes do Reveillon. É certo que já tenho umas pensadas, e vou-me repetir um pouco, houve algumas resoluções que correram bem. Mas há uma ou duas penduradas de um ano para o outro... E para o outro... E para o próximo... Que se calhar têm mesmo de ser revistas.

Sabem, aquelas resoluções que não se concretizaram e que já se deu quinhentas voltas ao assunto. Não falo de ideias como perder peso (essa é sempre constante, hei-de lá chegar) ou de ver alguma coisa em particular (como neve no meu caso, com certeza que um dia terei mesmo essa chance), mas falo daquelas resoluções que por muito que a gente tente, tem sempre um buraco e já se tentou demasiadas vezes. Talvez seja hora de serem revistas, sim.

Talvez seja hora de pensar melhor na minha vida doutro ponto de vista e procurar perspetivas de todo o lado... E mudar o meu ponto de vista.

 

Objetivos de 2016?

Sempre fui aquela pessoa que faz uma lista de objetivos no início de cada ano e acaba por nunca cumprir metade, embora fique contente de ter estabelecido tais metas. E de sublinhar cada objetivo com cores diferentes... Também sou fã da tradição de escolher um desejo, escrevê-lo numa folha e queimá-lo à lareira no dia de Ano Novo (embora não saiba de que zona vem essa tradição, porque a aprendi em Marco de Canaveses, mas não sei se é de lá ou nem por isso).

Já fui fã de agendas e disso, desisti. Controlavam demais a minha rotina. Tive de aprender a desprender-me disso e troquei a agenda por um bloco de notas para as listas de afazeres. Estou muito prestes a finalizar a minha última To-Do artist list, ou assim espero, e nunca mais abrir outra que não seja acerca dos meus projetos de desenho. No meio disto tudo, não fiz nenhuma lista para 2015. Não faço ideia se isso iria ter um impacto mais positivo ou negativo no ano que foi, mas vou assumir que teria sido melhor.

2015 foi um ano péssimo para mim. Horrores a baldes.

Embora tenha tido momentos muito especiais e efémeros, foram quase todos abafados em instantes por passagens muito más na minha vida. Foi um ano onde fui posta a teste na íntegra e falhei redondamente, mas logo me superei. Ainda estou em fase de crescimento para fora desse capítulo. Foram 365 dias que comprometeram os meus valores, irromperam pela minha bolha de privacidade adentro e me obrigaram a rever e a vincular a minha identidade. Forçou-me a viver sentimentos há muito dominados à flor da pele, tão maus como ácido.

Mas como bem se diz, as coisas más ainda servem como calo para o futuro. E servem também como lição. Sem a escuridão, ninguém valoriza a luz. E já diz Dumbledore, há que acender a luz. E é por isso mesmo que vou agarrar nos poucos bons momentos que não foram vaporizados neste presente ano e vou amá-los ao triplo. Vou agradecer igualmente pelos demais porque no fundo, aconteceram e fizeram-me sorrir. E visto que talvez possa ser uma mais valia para o ano novo... Vou voltar aos objetivos. Sim, acredito que muitos achem isto deveras cliché, mas se faz bem, porque não?

 

Pintar o cabelo

Esta vai ser cumprida já no fim de 2015. Primeiro que tudo o pobre do meu cabelo está meio a morrer com as madeixas antigas e em segundo lugar, preciso mesmo disto. Quando pintei as madeixas azuis, adorei a sensação que se prolongou. Senti-me nova e original (eu sei que não sou a única, vocês perceberam-me). Por isso quero entrar em grande estilo no Ano Novo com uma nova cor. Adivinhem qual vai ser?

(Apenas vos digo isto: não vou repetir o azul agora. E o meu cabelo base é castanho-chocolate. Boa sorte!)

 

Retomar ao programa da perda de peso

Também é uma coisa que já está a recomeçar agora, mas em Janeiro vai levar um upgrade. Durante o mês de Dezembro, o treino baseou-se em pequenos passos de bebé para poder re-adaptar o meu corpo ao esforço físico e verdade seja dita, nem assim tem corrido bem. Também é para me ajudar a não ganhar o peso extra do Natal, ainda que saiba-se lá porquê, o meu corpo achou gracinha a fazer retenção de líquidos. Mas em Janeiro planeio voltar à dieta anterior e quando puder ao suplemento vitamínico que estava a tomar. E planeio voltar a fazer exercício como fiz antes da depressão. E que estava a resultar. E há de resultar novamente. 1KG por semana, pesagens à Segunda-feira e dia da gula ao Domingo. Ah, e o Sábado é dia de levar a correria para a rua. Assim que possa, explico-vos melhor isto.

 

Exame de Biologia e Geologia...

Foi algo que ficou pendente deste ano. Algo que quero juntar ao 16 que arranquei de Português. Hei-de subir a nota nem que trepe paredes.

 

♥... e candidatura à faculdade.

Este ano ainda terei de tentar entrar com exames. Deus me acuda. Tenho de abater aquele 14 que eles pedem. E quero mesmo entrar. This is my biggest demon from 2015. Portanto, vou voltar a tentar.

 

Terminar a Ayumi.

A Ayumi é uma personagem fictícia destinada ao uso exclusivo da série animada japonesa Naruto, não oficial. Estou extremamente perto de a terminar, portanto quero ver se 2016 é o ano dela também.

 

Desenhar mais para mim.

Decididamente, não quero voltar a abrir uma to-do list para os outros. Só se não tiver mesmo nada interessante para fazer.

 

Arranjar um bom emprego

É a lenga-lenga do costume, infelizmente, porque corro teca-e-meia sem respostas. Mas queria mesmo arranjar algo que me ajudasse, ainda que a minha localização e as greves constantes não ajudem. Até lá, vou dando explicações.

 

Remodelar o meu quarto e correr a casa toda a limpezas e obras

O pobre coitado alberga duas pessoas e precisa mesmo de um ar novo. A cama nova ajudou, mas não muito. É preciso estucar e pintar paredes, comprar um guarda-fatos novo, ponderar talvez até numa cama de casal das mais largas e re-imaginar a decoração do quarto. E jogar tralha fora, quer doa ou não... Já tive boas vitórias nesse departamento este mês, graças a Deus. E as obras extendem-se também ao local de trabalho, evidentemente.

 

Viajar.

Provavelmente até ao Norte, mas preciso mesmo de mudar um pouco de ares.

 

Ser feliz

Afinal de contas o maior objetivo é esse. Ser feliz, ser mais forte. Ainda que muita coisa seja difícil de engolir, há que andar com a bola para a frente. Há que encontrar um novo local de refúgio, quando a tempestade surge, e mais tarde limpar os destroços e continuar. Não desistir e ter calma. Ter tempo também só para nós próprios para não nos perdermos novamente. Rir e viver os bons momentos para que mesmo que surjam ondas piores, elas se mantenham erguidas.

 

Já vi objetivos mais complicados. Vejamos então o que 2016 me guarda. Quiçá corra bem e daqui a 360 e poucos dias esteja a escrever outra listinha destas com um humor bem melhor.

Boa noite,

Daniela

 

Primeiro Post de 2015!

E o primeiro post de 2015!

Feliz Ano Novo minha gente! Espero que tenha sido bom, com muitas coisas boas, muita diversão e carinho - aos que beberam, espero que a ressaca não seja muito grande! - e ... Enfim!

Não disse nada a quase ninguém de um ano para o outro. Já sei que as linhas estão, à prior, sempre bloqueadas. Até preparei uma SMS bonita e não a enviei. Olhei para o telemóvel e achei que desta vez ia divertir-me. Surgiu até uma tentativa da minha meia-noite ser estragada e neguei-a com todos os meus dentes. Não deixei passar mais negatividade. Desta vez ia brincar, comer e beber, jogar, contar as passas e pedir os desenhos. E pela primeira vez, não passei num papel os meus objectivos para 2015.

Não quis. Tenho muitos que se instalaram nos confins de 2014. Alguns de amor, outros de vitórias a alcançar. Mas este ano não me esqueci que há sempre imprevistos. Que há sempre um ou outro destes 365 dias que se vai virar contra nós e vamos ficar sem resposta. Portanto assim seja.

Eu tenho os meus objectivos. E agora venham daí esses imprevistos, que vou enfrentá-los de frente. Vou porque quero. Porque tenho de ser mais forte. Porque tenho de conseguir enfrentá-los.

A todos vós, um feliz ano. Que este primeiro dia de 2015 esteja a ser bom e que os próximos 364 sejam ainda melhores.

Boa noite,

Daniela

 

 

 

Balanço de 2014?

Pensei no que vos dizer sobre este ano. Ao cabo descubro que teve os seus altos e baixos - e ainda não sei muito bem se eles se equilibram, de todo.

 

Continuei e concluí o curso de programador informático em Setúbal, e ultrapassei as minhas próprias expectativas ao ter 15 valores numa coisa que a mim... Ainda me parece chinês, por vezes.

Estagiei, pela primeira vez, num sítio ao qual chamam emprego. E descobri que prefiro um trabalho que me ponha a mexer a sério e a ser útil para alguém. Isto é o mal de já ter sido TAT.

Tive aventuras não-muito-deslumbrantes (registadas em Un Petit a Part ou em Lógicas da Batata) como por exemplo o meu horror pessoal no Meco(E ter perdido o meu Fresquinho, ainda com quatro meses!), o facto de continuar tão branca como uma boneca de porcelana passada a lixívia e de tinta daquela usada para pintar as vivendas no Alentejo; ou as idas e voltas à Vodafone e o meu karma com telemóveis.

Celebrei o primeiro aniversário deste cantinho (já é um bom recorde... E espero alcançar a meta máxima pessoal de quatro anos).

Tive bons e maus resultados com a saúde. Ainda ando a roer panelas e tachos para ganhar ferro, mas já venci uma guerra de muitos anos.

Sinto-me mais menina. Menina, não senhora.

Tive a companhia da minha manita cá no Verão, e daí vieram mais aventuras boas.

Fui convidada a ser madrinha de dois meninos, apesar de aparentemente apenas ficar com um. Irei acarinhá-lo com o mesmo carinho!

Voltei a ser irmã: uma carrinha de dramas e emoções surge com esta recordação, porque tem sido isso mesmo. Uma montanha-russa de risadas e querer arrancar pescoços.

Voltei a pés juntos aos meus desenhos e por lá hei-de continuar. A menina do meu cabeçalho vai finalmente acabar o seu desenvolvimento em 2015, se a preguiça não reinar.

Tive autorização imediata para iniciar os estudos e tentar ingressar na faculdade no ano que aí vem.

Conheci gente maravilhosa na blogosfera, gente nova, boa ou má, por todo o lado. Ri e chorei. Aprendi coisas boas e más.

Descobri coisas que me deram um largo sorriso e outras que me esmagaram o peito. E pela primeira vez... Quis levantar-me e aprender a perdoar, aprender a voltar a juntar as peças em vez de voltar as costas. E ainda quero continuar a aprender a ser capaz de esticar os braços e dar uma segunda oportunidade. A deixar o rancor de parte, porque descobri o que ele traz. Descobri que quero mesmo aprender a saber aceitar, a perdoar e a esforçar-me para descobrir como recomeçar não do zero, mas de onde se ficou (nem que seja do -20).

Amei e creio em amar ainda mais o meu namorado. Coisas novas, experiências enriquecedoras, acompanhar-nos um ao outro ao longo dos nossos caminhos individuais e em conjunto.

 

Descobri muita coisa. Vivi muita coisa - boa e má. E sei que 2015 não vai ser nem fácil nem poupado: vem aí muita coisa para eu fazer, para dar ao litro, para não baixar os braços e me levantar sempre que cair. E a todos vós, que também tiveram os vossos altos e baixos, que também alcançaram metas e riram e choraram. Está na hora de assinar este nosso livro de 2014, guardá-lo junto dos anos que viemos a conhecer e começar outro. 2015, um livro ainda em branco.

Ora portano preparem-se para começar com o pé direito! (E a cuequinha azul, ou a roupa branca, ou com a vossa tradição de Ano Novo particular!)

 

 

 Até para o ano, blogosfera!

Daniela

Objectivos para 2014?

Como prometido, venho falar-vos dos meus objectivos para 2014. Sempre fui menina de me sentar com um caderno e uma caneta no colo, nos últimos dias de cada ano e começar a pensar e a enumerar os meus objectivos para o ano seguinte. Tudo isto começou quando era pequena - possivelmente entre os meus 9 e 11 anos - e em Marco de Canaveses me disseram que no Ano Novo devíamos escrever um desejo para o ano seguinte e queimá-lo na lareira no primeiro dia do Ano Novo.

Desde então queimei um desejo por dois anos seguidos e, longe de sítios com lareiras, comecei a fazer listas de objectivos. Verdade seja dita, falhei a esse respeito na transição de 2013/2014. Olhei para o caderno, para a folha do ano anterior. Tinha escrito coisas simples mas que ainda assim não conseguira atingir metade deles. Compreendi o seu porquê e coloquei o caderno de lado; se queria voltar a escrever os meus objectivos, teriam de ser muito bem pensados e possíveis.

 

Porque aprendi a não gostar de fazer planos a longo prazo. Afinal de contas ninguém sabe o dia de amanhã, verdade?

 

Porém, acho que posso falar em alguns que penso ser possível consolidar. Iniciar uma actividade curricular/profissional tem-me feito ver as coisas de um outro ponto de vista ao consolidar os meus valores com a minha vida, sem me afastar de um desejo de sonhar só um pouco. Portanto cá seguem algumas das ideias que tive para este Ano Novo e até umas que estão em stand by (assinaladas a itálico).

 

Pintar o cabelo é uma das ideias em ponderação. Por muito que tenha adorado o meu cabelo quando o pintei - camada inferior de grená - não gostei nada de ter de cortar um palmo de cabelo ontem por ter essa mesma camada espigada e queimada. Falando nisso, no próximo post vem a razão do meu choque. TENHO FRANJA.

 

Terminar o curso é um must. O tipo de cursos em que estou inserida não são assegurados a 100%; podemos ser expulsos ou ter de sair a qualquer hora. Assim sendo, espero conseguir terminá-lo em Setembro e com uma bela nota. Estágio incluído.

 

Ver neve. Este é o desejo que se repete todos os anos desde que comecei a despejá-los para papel. Nunca vi neve ao vivo... Talvez seja este o ano em que toco em neve pela primeira vez!

 

Angariar 500€ em poupanças. Falhei um objectivo destes maior o ano passado. Além de querer pagar ainda o meu chumbo, quero voltar a amealhar. Talvez consiga, assim espero.

 

Recomeçar a carta de condução. Este é daqueles que não tenho certezas de que fique para 2014 ou até 2015, por causa do meu curso. Se correr tudo bem até posso voltar à escola de condução no último trimestre do ano (uma vez que, por incrível que pareça, fica-me mais barato recomeçar a carta do que terminá-la devido à revalidação da carta).

 

Começar a estudar Português e Biologia/Geologia. Talvez possa candidatar-me por fim à faculdade em 2015 e para isso tenho de estudar para os respectivos exames. O desafio será mesmo Biologia e Geologia, que nunca tive na vida. Bola p'rá frente!

 

Emagrecer alguns quilitos. Porque o Natal de 2013 não foi piedoso.

 

Aproveitar o Verão com a família e o namorado. ♥♥♥

 

... E muito mais. Acho que consigo fazer pelo menos metade deles. Mas preferi mencionar coisas simples, porque é assim que deve ser a vida.

Simples.

 

E vós, têm objectivos para 2014?

Boa noite,

Daniela

 

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