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Violet Clouds

Blogmas #1 - Welcome, December

(fonte: aqui )

Vamos lá dar um shake aqui ao Violet Clouds com uma estreia: o Blogmas!

Já que há vloggers e youtubers com o vlogmas, why not bloggers as well? Além disso sempre dá um empurrãozinho a maior atividade cá no blog. Começamos com Dezembro, que chega tão sorrateiramente que nos faz sentir tontos quandos nos apercebemos dele. O tempo passou tão rápido este ano... E a velha ideia de que a passagem do tempo é relativa, sendo mais rápido quando nos sentimos melhor, é muito mentira. 2018 foi um ano quase tão mau quanto foi 2016 aqui para a je. Pelo menos o primeiro semestre foi péssimo... E o segundo semestre tem um sabor muito agridoce. Mas chegou Dezembro.

Chegou a altura do ano de planear as decorações de Natal e preparar a casa para as receber. E de pensar em coisas boas, de pensar nos doces que haverei de fazer. Não me esqueço de que prometi que este ano quero ser eu a montar o Natal. Tenho estado ansiosa para poder começar. Quero muito voltar a decorar a minha casinha, como fiz o ano passado pela primeira vez, e chegar a casa para ser recebida pelo aconchego do ambiente natalício. E quero espalhar isso a todos os que lá vão. Sei que o Natal nunca tem a melhor das previsões pelas minhas bandas e é por isso mesmo que quero mudar isso.

Não há dinheiro para prendas? Fazemo-las, viva os DIY. Não há muita gente presente? Viva as risadas altas e a bom som que preenchem o espaço vazio. Não há bom ambiente? Cria-se um melhor. Há muitas memórias ruins? Criemos novas. Não há vontade para isso? Invoquemos a nostalgia dos bons momentos.

E se esses bons momentos nos fazem chorar? Então celebremos, porque existiram e fizeram grande parte de quem somos e da nossa história.

Que o Natal nos encha os corações e que nós não nos esqueçamos disso mesmo nos piores dias. Sejamos sinceros e gratos pela vida. A magia do Natal está aí para quem a quer mesmo ver, para quem acredita nela. O que num mundo como o nosso... É tão raro, que vale mais que ouro.

Desejo-vos um santo Dezembro com tudo o que desejam. E vamos lá fechar o ano com o melhor que temos. ♥

Até amanhã,

Daniela

 

Coração oco.

Já escrevi um testamento e já o apaguei, porque não passou de um vómito de palavras enraivecidas. Agora estou oca por dentro.

Restam só dores de cabeça desnecessárias e fúteis, porque nada disto é produtivo. Resta só a dúvida dos meus valores e a certeza de que me estou a tornar muito amarga. E resta o facto de que o meu espírito natalício morreu, ou está num coma muito profundo.

A única coisa boa acerca disso é que eu até gosto de sabores amargos.

Vamos falar sobre o Artigo 13

E não estou aqui por causa do Youtube. Este post reflete mesmo qualquer criador e influencer digital, pelo que merece toda a sua atenção, portanto vamos lá abordar diretamente o elefante cor-de-rosa que está no meio da sala.

Irrita-me profusamente que só agora é que está a surgir uma preocupação megalomática em relação ao artigo 13. Este problema não surgiu agora. Já foi mencionado anteriormente este ano, entre Junho e Julho e foi aprovado em Setembro. Mas só agora, quase a pôr os pés em Dezembro, é que se fala nisto. E porque é que me irrito?

Enquanto os pequenos procuraram petições e ajuda antes do artigo ser aprovado, o assunto foi abordado como um "conto de fadas". "Isso não vai acontecer, era um assassinato à cultura e até à economia europeia", "Estás a brincar comigo, fazem eventos como o Websummit e querem acabar com a base da Internet atual? És tola". Etc, etc. Folks, também diziam que o Trump nunca seria eleito e que o Reino Unido nunca aprovaria o Brexit and look what happened. Ou seja, quando o problema foi antevisto por gente de influência menor (falemos português) como bloggers menos conhecidos e criadores de conteúdo em ascensão, todo o tópico foi substimado até à raíz. E agora que o próprio Youtube comunica com os seus membros mais influentes para passarem a mensagem, praticamente em cima do fecho do ano e da consequente aplicação do artigo, querem milagres. Atenção que isto é algo numa escala europeia e não apenas portuguesa.

Amigos, eu sei que é Natal mas um milagre desse tamanho tinha de ser pedido e rogado na altura do verão. E não sou contra o conceito detrás do Artigo 13, mas pode ser revisto e melhorado de maneira a não assassinar por completo todo o empreendorismo digital que tem surgido na última época e que moldou uma geração de pessoas enorme. Estamos a falar de consequências alargadas ao Instagram, Snapchat, Facebook, Youtube, o Google na sua íntegra e, consequentemente, a todos os que dependem destas ferramentas para criarem o seu percurso profissional.

Portanto posto isto, parece que a reforma que tinha prevista para o blog vai ter de ser reiniciada. Pensem um pouco no assunto e preparem-se, porque isto não vai ser engraçado quando embater nos nossos ecrãs. Particularmente para Portugal, temos talento aos baldes e cultura a transbordar pelos posts de muitos bloggers e é triste ver todas estas pessoas perderem todo um trabalho de anos.

 

Pontos de vista

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(Fonte: aqui)

Já não aguentava estar muito tempo longe e depois de muita análise, adicionei só algumas coisinhas. Gosto do blog assim. Quanto ao conteúdo, vou fazendo uma limpeza de outono aos bochechos.

Mas em respeito de filtrar conteúdo, não deverá ser necessário uma contenção ou censura.

O blog sempre representou muito aquilo que sinto e que penso. Daí querer excluír posts forçados, é porque não fazem aqui nada. O facto de me sentir novamente um alien não passa de algo que não me devia ter esquecido por estar a viver fora da vista da sociedade tanto tempo. Não me devia ter surpreendido quando saí da casca. O mundo é uma bosta. Não é inteiramente assombrado de futilidades, senão nem a blogosfera seria um bom porto de abrigo como tem sido todos estes anos e de onde tenho interagido com os melhores. But I should've known better, que nunca iria ter uma turma como tive no final do secundário.

Já devia ter noção que a sorte não se repete nas mesmas formas.

Já deveria saber que as amizades não são eternas.

E se eu queria mesmo manter tudo o que é tóxico fora da minha vida, deveria ter-me relembrado que a primeira fase desse processo ia-me deixar plantada sozinha no mundo. Mas são tudo pontos de vista.

Do lado de lá, sou uma besta para quem me conheceu há algumas semanas e uma leiga velha e fora de estilo. Para os que conviviam comigo, tornei-me anti-social e até me sinto satisfeita de ter a noção de que não quiseram pensar sequer no assunto, tal não era a importância que me davam.

E do lado de cá, depois de muito silêncio e orelhas abertas, não dou abébias a ninguém. Às vezes esqueço-me disso e passo por otária durante alguns minutos, por vezes deixo de sentir a cara de tão vermelha e fora do sério que fico. Às vezes penso que o mundo não está assim tão mau e ajo naturalmente. O que me levou mais depressa a mostrar os dentes de forma não tão amigável foi a precisão afinadíssima de tanta gente que se apercebeu desses lapsos e os aproveitou a todos. Aliás, pode-se dizer que houve uma tentativa de inferiorização em contexto de aula que me deixou francamente surpresa e chocada. Tanta coisa, em tão poucos meses.

Agora?

Estou sozinha mas espero preencher esse vazio. Mais vale assim que mal acompanhada. E é certo que alguns fatores sociais me passam a fazer alguma repulsa (não imaginam o trigger que me dá ver produtos da Mr. Wonderful e computadores da Apple...). Mas acredito que seja tudo uma questão de equilíbrio e que, se não perder o foco, brevemente estarei nos meus eixos.

O primeiro a ter de agir para mudar alguma coisa é quem quer que algo mude, certo?

The end, por agora

 Eu tenho motivos para ficar aqui. Vários até.

Por uma vez tenho posts para falar até aos cotovelos e vontade de escrever. Mas dentro desse saco de rascunhos e posts, há coisas que não devem vir tanta vez cá para fora. Há certos temas que por muito que eu queira desabafar e partilhar a minha experiência com outros que sofram do mesmo, acabo por me expôr em demasia.

Há certos temas que já não condizem comigo e que não precisam de estar aqui. Uns deles foram um esforço demasiado grande para tentar cá ficar.

E eu quero que o Violet Clouds seja não só o meu espaço, como o vosso. E que seja um ponto que marca o meu percurso, o meu caminho, o meu progresso. Quem diz o Violet Clouds, diz as contas de instagram, tumblr e facebook. Aquelas que uso e que aqui estão para vosso dispôr.

Por agora só me resta o blog. Que precisa de uma reviravolta.

E por isso mesmo, assim como pelos vários testes que vou ter aí à porta, anuncio um breve "até já" e espero retomar com o blog de cara lavada e de alma mais leve ainda antes de Dezembro. Se 2018 foi o ano de mudanças, 2019 será o ano da liberdade.

E eu quero estar pronta para ser livre.

 

Beijinhos ♥

Rasto.

Sou estudante numa licenciatura de terapia da fala.

Estou inserida num ambiente clínico, muito mais prático e versátil. Apaixono-me pelas aulas de Anatomia e depois fico frustrada com a quantidade de matéria que a mulher dá num único dia. Carrego testes fonéticos e fonológicos, aprendo transcrição fonética. Tudo isto se vê quando pego em trinta livros da área, quando tenho luvas e desinfetante ainda nos bolsos, quando saio da sala com a cara pintada com pintas e riscos.

Mas não é isso que se vê apenas.

Sou futura terapeuta da fala que carrega, entre as folhas de motricidade orofacial e aquisição e desenvolvimento da linguagem, folhas lisas com ilustrações por entregar. Sou a que tem um estojo para terapia e outro para ilustração.

Sou a eterna croma de Humanidades que, apesar do massacre de anos com os exames de português, tem um carinho especial por poesia de Fernando Pessoa e Antero de Quental. Nos intervalos, sou aquela que ainda dá umas dicas de Java e C# e que se arrepia pela espinha fora quando vê um diagrama de base de dados e que ainda traz num dos bolsos uma pen USB pronta com todo o material necessário para uma formatação ou limpeza rápida.

Ainda sou aquela que troca mensagens com os antigos alunos a perguntar se está tudo bem e que se preocupa nas sombras com o bem estar deles. E como que conjugado com o presente, sou a T.A.T que carregava os doentes de fones nas orelhas, que desenhava no cais durante as horas paradas e ainda tinha a lata de viajar com os joelhos cruzados na parte da frente da ambulância.

E daí veio o vício de passar por todos os pontos de desinfetante hospitalar.

Coisa que faço outra vez sempre que entro na clínica, por vício. O que me fez pensar em porque raio não tinha abandonado o hábito.

Sou feita de tudo aquilo que tentei e que construí. E eu sei que para muitos é confuso, mas para mim foi uma identidade que nasceu. Tentei tudo e aprendi alguma coisa e quero continuar assim. Sempre a procurar e a aprender coisas novas.

Quero que o meu rasto continue a ser diverso e que me marque para toda uma vida - seja qual for o percurso que escolha.

Hey, November

 Please be kind to me.

Já não fazia destas há algum tempo. Associei este tipo de posts a um jinx e deixei de o fazer a fim de que todo o agoiro se fosse. Mas a verdade é que foi apenas uma coincidência e que não é um desejo inicial que me vai estragar o mês; sem o fazer, já estava o ano todo estragado. Portanto 'bora lá virar tudo ao contrário e enfrentar as contradições.

Novembro é um mês especial para mim. Ganhou alguns pontos positivos ao longo da minha vida, mas sempre teve ali aquele balanço entre a chegada do Outono e a contagem decrescente para o Natal. Coloco sempre o S. Martinho de parte porque as castanhas e as batatas doces não me assistem, mas tenho sempre boas memórias da minha vizinha a sorrir no quintal, satisfeita pelo sol do verão de S. Martinho a abençoar sempre no seu aniversário, à espera de me dar castanhas e romãs.

Saíam os primeiros testes durante este mês e ainda recordávamos a noite das Bruxas - com o que agora chamam de arraial, corriam sempre murmurinhos sobre quem faltava às aulas para ir ver o desfile de Halloween. Troca-se a roupa de verão pela de inverno e começa-se a procurar algumas prendas de Natal para poupar dinheiro e ainda apanhar algum stock.

Celebro o meu aniversário de namoro na segunda semana e o aniversário da minha madrinha no fim do mês. Destaco estas datas por serem importantes, mas também porque é super difícil achar prendas para estas duas pessoas quando o mercado já só tem produtos alusivos à época natalícia. Lembro-me que corri 4km uma vez só para encontrar uma caneca que não tivesse um Pai Natal ou um boneco de neve para rechear de chocolates. Uff!

Agora, espero por tudo isso e mantenho o foco.

Preciso de me concentrar mais no meu trabalho e nos meus estudos, particularmente porque sinto que estou a remar contra a maré. Não posso deixar que estes dissabores me tirem o vislumbre inicial daquilo que pode e muito bem ser o meu futuro profissional. Portanto, quem tiver dicas de como orientar o estudo quando o tempo é escasso, por favor lembrem-se de mim. E preciso muito de me reorganizar: há muita coisa para limpar, doar, reutilizar e arrumar.

Vai ser um mês ocupado, Novembro, mas não me deixes vacilar.

Móveis para aqui, livros para ali...

 

Hoje tem sido um dia atarefado.

Entre fazer um powerpoint para entregar amanhã, estudar anatomia e outras tantas coisas, estou a mudar a sintonia da casa. Comprámos cortinados novos para a sala, enquanto não temos persianas (bem que dou a volta à cabeça mas tenho medo de fazer pior ao tentar arranjar...). Falámos em mudar algumas coisas de sítio.

A casa voltou a ser uma casa. A redundância foi propositada, porque dantes dividia-se entre casa e centro de estudos. Já não preciso de duas mesas e de fichas velhas na sala, nem de um arquivo na cozinha (isto lembra-me, tenho um arquivo para colocar no lixo e agora já o posso fazer).

Voltamos a ter um espaço nosso para viver. E juro por tudo que quando acabei as primeiras alterações, senti alguma nostalgia. Tenho agora um espaço de estudo e a sala voltou a ser ampla. No entanto, sinto-me culpada por não poder acolher os miúdos. Mas há-de ficar tudo bem.

Pouco a pouco, o que não serve sai daqui para outras mãos, ou para a reciclagem. Algumas coisas aproveitam-se para fazer prendas de aniversário e de Natal, que me inspiram para fazer DIY's outra vez. Pouco a pouco, as coisas querem voltar ao seu trajeto verdadeiro e eu vou fazer todo o possível para encarrilhar a vida.

É tão estranho dizer isto, mas sinto-me em casa.

O casaco preto.

Entre horários apertados, apontamentos a não atrasar e trabalhos para entregar, vejo-me presa entre uma procrastinação necessária, obrigatória.

Tecnicamente não tenho muito tempo para mim. Ao contrário do pressuposto, a faculdade arranjou-me mais tempo pessoal (sim, eu sei, costuma ser ao contrário). Nas folgas e nos fins-de-semana, fico com muito pouco. Entre compras e outros essenciais, abordaram-me na rua e houve quem me perguntasse "E como está a correr? Está a corresponder à tua expetativa?".

Lembro-me que a resposta levou alguns segundos a arrancar, mas não foram por hesitação. Percorri todos os pensamentos que tive até à data em nanossegundos para lhe responder com um grande sorriso que sim. Que tinha, de facto, antecipado a maioria das coisas que estavam a correr e que a licenciatura me está a fascinar bastante, mesmo que tenha uma turma pouco cooperativa e que as praxes me tenham dececionado a largas milhas.

Saí do supermercado a olhar para o passado.

Não foi há muitos meses atrás que fazia os mesmos trilhos perdida em lágrimas e em dor de antecipação. Pensei milhares de vezes porque é que queria fazer isto. Quando vesti o mesmo casaco que carregava frequentemente no princípio do ano, senti um peso na alma. Aquele casaco acompanhou-me nos caminhos diários e guardou os meus soluços, o meu pranto. Foi com ele vestido, muitas vezes, que me odiei até ao fundo do coração por não ter mais força e por não aguentar o fardo. E foi com ele que temi não alcançar os meus objetivos outra vez.

Mas também foi com esse casaco preto que continuei o caminho. Eu sabia que o sol ia nascer no dia a seguir de qualquer das maneiras. Eu procurei fé e justiça aos céus e à minha fé, para que estivesse a fazer a coisa certa. Então pensei muitas vezes, porquê?

Eu confesso que nos primórdios deste dilema eu não queria a faculdade. Preferia um emprego. Claro que isto foi há mais de quinze anos e que entendi que era algo necessário para garantir um pouco mais de conforto económico e profissional, mas precisava de algo mais.

Também admito que quando tomei a decisão há muitos anos atrás, foi porque tinha vergonha de ficar para trás. Vi todos os meus colegas e amigos avançarem com os seus sonhos e a sua vida e eu fiquei no mesmo patamar, a subir e descer graus variados à procura de uma saída. Mas também os vi chorar.

Choravam, abertamente e em segredo, porque aquilo não lhes dizia nada. Porque todo o esforço não os concretizava pessoalmente.

Entretanto aconteceu 2016, 2017, 2018...

Se eu queria uma mudança eu tinha de lutar por ela. E se ia enfrentar a maré tinha de ser por um motivo. Sempre quis ser útil para os outros e sempre quis estar próxima do mundo. Francamente, nunca pensei em entrar numa área da Saúde porque me parecia inatingível. Mas, licenciatura ou não, queria fazer sorrir. Queria dar conforto. Queria ajudar no progresso. Queria ajudar os outros a sobreviver neste mundo hediondo que é o nosso e queria dar-lhes a mão.

Ser explicadora ajudou-me ainda mais a compreender isso. Então disse a mim mesma, que se fosse para fazer este percurso, que o faria por um bom motivo.

 

Quando vesti o casaco ontem, senti o meu próprio tormento. As lágrimas caíram-me pela face. Aconcheguei-me no casaco e, como se estivesse a falar com as minhas memórias, sorri e murmurei que o pior já passou.

Habemus Outono em 2018

Estamos em Outubro e já lá vai semana e meia de chuva e de vento, com uma pontada de pouco calor enrolada em cada dia.

Este ano lá tivemos direito à época do "não sei se vista manga curta ou casaco de pêlo", do chocolate quente nas noites frias, das primeiras folhas douradas a bailarem com o vento até chegarem ao chão. Isso deixa-me muito satisfeita; não queria outro Dezembro com t-shirts e sem chuva.

Nunca provei um pumpkin spiced latte, portanto não sei ao que se referem quando o mencionam. Talvez seja um sabor típico do Outono americano. Eu cá ainda sou muito portuguesa nesse aspeto. Aprecio o cheiro das castanhas e das batatas doces pelas ruas fora e anseio pelas primeiras romãs. E o café com canela começa a ser o meu bom dia favorito. A sopa também já tem ordem de entrar nas refeições. As viagens de comboio deixaram de ser aborrecidas, agora que me perco a olhar pela janela a ver as gotas de chuva a caírem pelo vidro.

Não são tempos fáceis, mas não sou a única. E há certas estações que nos trazem aconchego e a promessa de uma fase nova. O Inverno e o Verão não são muito a minha vibe, e a Primavera só começa a ter gosto a partir de meados de Abril. Mas Outono é Outono - e eu adoro-o do princípio ao fim. Este ano, pensei comigo mesma que já não falta muito tempo para que chegue o Natal. Antes que isso me entristecesse, cheguei à solução de que este ano farei eu o ambiente de Natal. Já sou eu que monto os enfeites e faço alguns doces, mas a mudança não vai ser aí.

Este ano vou construir o Natal. Já que não posso voltar a vivê-lo a sério tão cedo e que vai ser derrubado (muito provavelmente), vou ser eu a deixar entrar o espírito natalício em casa. Vou construir a árvore no dia 1 de Dezembro, enfeitar toda a casa e estudar junto deste ambiente. Vou planear os doces todos e vou aprender a fazer filhozes e azevias. Vou voltar a fazer sonhos de Natal. Vou embrulhar as prendas e vou pendurar um calendário do Advento.

Fiz metade disto e senti um calor enorme no peito em 2017. Pode soar um pouco egoísta da minha parte, mas não fecho as portas a ninguém. E até lá. sou embalada pelo vento a ver as folhas de outono a cair.

Bom dia,

Daniela

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