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Violet Clouds

Blogmas #11 - Contos de Natal

Já dizem os sábios, que não devemos deixar que a criança que habita dentro de nós desapareça do mundo.

Há certas tradições de Natal que gostava de trazer de volta, quando tiver um filho ou um sobrinho, primo, enfim. Quando me perguntam, aos vinte e cinco anos, se quero ter um filho, a minha resposta é prontamente que não é para já. Presume-se que seja pela licenciatura, pela carreira, por qualquer outro motivo. Mas a verdade é que não quero trazer uma criança ao mundo dos dias de hoje.

Não é uma questão de proteção exagerada - muito pelo contrário - quero dar-lhe uma oportunidade de saber o estado do mundo e permitir-lhe a decisão do que quer mudar ou manter. Mas quero dar-lhe a chance de sonhar. Foi algo que notei que não acontece com tanta frequência no nosso quotidiano quanto deveria.

Quero que ele sonhe e que queira trazer esses sonhos à vida. Quero que se perca em brincadeiras, mundos e amigos imaginários, sozinho ou com os amigos e que percorram um caminho de aventuras fantásticas, só como as crianças o sabem fazer. E quero poder ter a capacidade de lhe dar as ferramentas necessárias. Quero poder, sempre que possível, sentar-me com ele e abrir-lhe a porta ao mundo das histórias de encantar. Quero manter a lenda do Pai Natal viva por muitos anos e ler as suas cartas de Natal. Quero ensinar-lhe que o Pai Natal gosta de bolachas com leite e que se ele pedir um desejo e acreditar nele com muita força e fé, e se esforçar, que ele pode concretizar tudo o que quiser.

Quero que um filho meu olhe para além das palavras e das imagens, das cantigas e das prendas. Quero que ele tenha a experiência de sentir o coração recheado de amor e que o saiba espalhar.

Acima de tudo, quero que seja feliz e que não se perca no mundo dos adultos mais cedo do que devia. E que eventualmente, quando cresça - por muito que nós, pais, nunca queiramos admitir que os nossos filhos crescem - que ele nunca se esqueça que no fundo da alma, não muito longe do seu alcance, existe a resposta para todas as suas questões: a eterna criança que nunca desistirá de viver.

E sim, eu quero estar pronta para lhe dar tudo isso.

Blogmas #10 - Solidariedade? Voluntariado?

Independentemente daquilo que esteja a passar nos media ou do que se escreva nas revistas, a resposta a estas duas palavras é sempre sim.

Só que não é só no Natal, gente. É o ano inteiro!

Mas, indo pelo tópico de banalizarem a ação de ajudar os mais necessitados com o intuito de passarem uma imagem para os outros ao invés da ajuda em si, segue este post.

Por mim, fraquíssimamente, estou-me nas tintas para a intenção atrás da iniciativa de ajudar alguém, a partir do momento em que não seja sob condição de chantagem ou prejudício ao ajudado ou a outros. Se estamos de facto a oferecer a nossa ajuda, que seja sempre em benefício de alguém, nunca o contrário. De resto, fazei o que quiserem! Se querem mesmo ajudar porque querem dar uma vida melhor a alguém, se só querem vazar o vosso guarda-roupa sem ficarem com a consciência pesada, se querem parecer bons samaritanos nas redes sociais, qual é a questão?

A partir do momento em que a toma do partido de ajudar o próximo não implique denegrir outrém, o mesmo ou seja quem for, acho que não há nada a ir contra. Sério, mesmo.

Outra coisa a fazer, extremamente importante, é investigarem bem quem estão a ajudar. Claro que existem certas e determinadas organizações com mais do que crédito suficiente para se confiar nelas, mas muita atenção porque as aparências enganam bastante. Prefiro trinta milhões de vezes ser eu a mexer-me, a dirigir-me a alguém que precise ou que esteja a ajudar outra pessoa, do que confiar em algumas organizações. E muito cuidado com doações em dinheiro. Não é a primeira vez - nem vai ficar por aqui - que existam imensas empresas de fachada e que no fim do dia não utilizem os donativos em prol do público-alvo ou do que pregam.

Por agora não consigo ir mais além disto, mas pode ser que num dos próximos Blogmas eu vos traga uma lista de alguns locais que apreciariam imenso a vossa ajuda, e de extrema confiança.

Boa noite,

Daniela

Blogmas #9 - Sobre o ano de 2018

(fonte: We Heart it)

Já se sabe que por esta altura também está na hora de pensar um pouco sobre os últimos 11 meses e meio. O que aconteceu, o que poderia ter sido melhor, o que foi horrendo.

Arrancou com uma aproximação muito ténue com 2016. Ambos os anos começaram lindamente bem. Aliás, este ano marcou-me imenso quando fui ao primeiro concerto musical da minha vida, e logo ao de Harry Potter. Apesar de algumas impressões agorafóbicas, foi das melhores prendas que recebi até à data. E depois em Fevereiro, tal como há dois anos atrás, descambou pela encosta fora. Mas apesar de tudo, não chegou aos pés de dito ano horrendo.

O ano de 2018 foi um ano de crescimento imenso e muita amargura para mim. Foi todo um ciclo de muita resistência contra mim mesma e contra várias tentativas de desistir. Mas não havia espaço para isso e toda a pressão levou-me a níveis criativos tamanhos que para estudar para os testes, cheguei a ler fotografias dos livros pelo telemóvel enquanto servia copos de vinho. Enterrei a cabeça em estudo e quando chegou o maldito verão, desesperei bastante e quis contrariar qualquer indício de que fosse conseguir entrar para a faculdade. Foi estranho ter escondido todo esse processo, ainda que praticamente toda a vila onde eu trabalhava soubesse do que se passava.

Mas ficou escondido e entrei. E houveram alegrias e tristezas.

Foi um ano que me forçou a aprender que quer esteja de pé ou no chão, a vida continua, nem que seja à reboleta. Como se eu alguma vez tivesse gostado de ficar presa na rebentação das ondas.

Também foi graças a isso, entre muito choro e muito grito, que encontrei o meu caminho mais provável. E se entrei a medo em Terapia da Fala, foi há muito pouco tempo - uma questão de dias - que me caiu a ficha e me apercebi que estava no sítio certo, mais do que achava. Parece que foi aos vinte e cinco anos que esbarrei contra um objetivo de vida que me preencheu por completo e agora não se quer largar. O que eu fiz para não chorar ali no sítio. (Não sei se deu para perceber, mas este ano fui uma chorona!).

Mas o ano não acabou. E se estou agradecida? Sim, ainda que tenha doído forte e feio, mas sei que podia ser muito pior. Podia não ter emprego, podia não ter um motivo para estar aqui, podia não ter aprendido a ser mais forte.

Se sou feliz? Não. Isso não significa que seja ingrata ou que não reconheça o bom que tenho da vida. Aliás, eu tenho a tendência enorme de dar valor às pequenas coisas da vida. Mas quando o stress diário nos bate à porta de cinco em cinco minutos, quando a nossa opinião é invalidada, quando o ilógico toma posse e o cansaço se acumula como uma bola de neve prestes a tornar-se numa avalanche, eu tenho mais do que motivos suficientes para dizer que ainda me falta aprender muita coisa.

De 2018, dou-lhe um cumprimento e viro-lhe as costas para enfrentar o próximo ano de cabeça erguida. E já que este foi o ano da mudança, espero que 2019 seja o ano de ser feliz.

Blogmas #8 - Wishlist de Natal

Ainda não tinha feito a wishlist deste ano, e parece-me boa hora para o fazer. Agora que ando na faculdade, tem-me feito falta algumas coisas mais básicas, que até à data não eram tão importantes ou utilizadas. Mas não sou uma pessoa que peça muita coisa e para mim, conta mesmo a intenção (e o quão bem a pessoa me conhece, claro). Não sou fã de dar prendas por dar, senão não me dava ao trabalho de queimar os neurónios para ter a certeza que vou agradar à pessoa a quem estou a comprar uma prenda. Além disso, sei que há quem consulte o meu blog nesta altura do ano porque não sabem o que me oferecer (I see you, honey).

But, cá vamos nós!

1. Uma carteira e/ou uma necessaire

Já fico contente de ser uma pessoa prática com as carteiras (o que me dificulta todo o processo de procurar uma carteira simples ), mas agora cada vez mais me orgulho de não andar com bolsas enormes. Já as necessaires... Uma pequenina para os produtos de higiene e de viagem e outra para substituir o meu estojo não eram maus, e a primark tem sempre sugestões excelentes.

2. Material de desenho

Este repete-se todos os anos. Nunca é suficiente e nunca se torna aborrecido nem fora de moda. Querem-me fazer feliz, é só procurarem algum artigo de desenho para mim!

3. Roupa

Principalmente calças, casacos e calçado. Eu sou pior que os miúdos e tenho toda a noção que o meu sentido de fashionista já morreu há anos. E como as finanças nem sempre ajudam a adquirir algumas coisas novas, calha sempre bem. A sério. Peças neutras (preto e branco) ou sóbrias, sem padrões, bonitas. Sou uma pessoa com gostos simples e que não sabe olhar a marcas ou coleções, não me importam. A boutique Alcofa é muito fixe.

4. Qualquer artigo de Harry Potter

Os livros (em inglês), o cachecol, a varinha do Harry ou da Hermione, cadernos, artigos especiais, seja o que for, só de estar relacionado com Harry Potter me deixa super feliz, a sério. Só me ocorreu uma vez ficar frustrada porque recebi os bilhetes para o concerto musical de Harry Potter e a câmara dos segredos dentro de uma caixa de Cerelac, enfiada numa caixa de Chocapics, enfiada numa caixa de Kellog's XL... Estão a ver a cena, certo? Claro que depois fiquei super contente, mas detesto estas partidas. Eu é que as aplico. Eu é que sou a ruim da casa, assim não vale.

(NOTA: isto porque costumo ser eu a pregar partidas destas no Natal. Já escondi um telemóvel dentro das peúgas da minha avó, já escondi um GPS dentro de um cesto de verga no topo de um armário - que levou três horas a ser descoberto - daí a vingança).

5. um dia de Natal com amor, paz e alegria

Clichês à parte, estou a falar muito a sério. Levo todo um ano a desejar para ter um Natal recheado de carinho e de surpresas, convívio com quem mais admiro e todo um dia de magia e paz onde me sinta acolhida, benvinda e inocentemente feliz. Onde me posso esquecer da existência do mundo e andar atrás no tempo alguns anos onde me sentava ao pé da árvore de Natal a conversar, quando a ceia de Natal ainda se prolongava ou quando os outros miúdos se lembravam de dormir a sesta para ver o tempo passar mais rápido.

Passo 365 dias a desejar que o próximo seja melhor, seja real, mas aproveito sempre quem está ao meu lado e procuro sempre o lado bom de cada consoada. E hei-de procurar sempre, juntar-me a quem está comigo ainda que essa ideia esteja tão distante.

E é isto... Nem quero mais nada. Só quero dar as mãos ao mundo e sorrir, sorrir muito.

Blogmas #7 - A árvore de Natal

Depois de muita procura por uma árvore de Natal parecida à anterior - foi só impressão minha ou o preços das árvores de Natal subiram? - e depois de mais limpezas e planeamento de decorações, eis que surge a maravilhosa árvore de Natal, que agora que acompanha nestas tardes de trabalhos infernais, nas noites de leituras importantes e de um certo silêncio aconchegador.

IMG_20181208_165229_1.jpg

E a acompanhá-la, o pequeníssimo e modesto presépio que encontrei aqui por casa. Mas haverei de montar o do ano passado, que veio de uma coleção giríssima do Correio da Manhã.

IMG_20181208_172119_1.jpg

Com mais algumas decorações espalhadas pela casa, tenho quase tudo a 100%. Gostava de ter comprado uma árvore de Natal mais baixinha, mas não foi possível... E há decorações super tentadoras no Espaço Casa! Ah, um dia, um dia!

(ainda vou a tempo de atualizar o blogmas, espero!)

Boa tarde,

Daniela

 

 

Blogmas #6 - Um dia sonhei com...

... a noite de Natal.

Eu vivo o Natal. E não são pelas prendas apenas ou pelos jantares de Natal ou por todos aqueles elementos que compõem o consumismo e a hipocrisia natalícia. Eu gosto mesmo do Natal. Sempre foi a minha altura favorita do ano.

Era no Natal que viajava para visitar a minha mãe. Deixava para trás todo o contexto escolar, contava os dias no calendário para estar com ela outra vez. E o que me marcou mais, nas primeiras viagens, foram as pessoas que conheci. Já falei n vezes deles aqui, das trapalhices, das brincadeiras. Mas nunca irei ignorar que era num espaço de duas semanas que, além de estar junta com a minha mãe, o meu padrasto e a minha tia, eu celebrava o Natal com uma mesa compridíssima, cheia de gente. Gente que estava tão ansiosa pela meia-noite quanto eu, porque iam receber a família no dia a seguir, quem já não viam há meses. Estávamos juntos, embora sozinhos ou separados dos seios familiares, e isso criou um vínculo muito profundo.

Marcou-me.

O cuidado para planear surpresas, as histórias da terra de cada um. Quando uma criança nova chegava, não era preciso combinar para a acolher: fazíamo-lo logo, esticávamos a mão, perguntávamos o nome e convidávamos a entrar. Era tão simples assim.

A noite de Natal era fria, mas feliz. Era longe de casa, mas o nosso conjunto criava um novo lar. Há dez anos que não sei o que é isso.

Muitos de nós, crianças, éramos levados ao cinema para ver o filme de Natal da altura (oh, lembro-me tanto de quando saiu as Crónicas de Nárnia, e a Mulan!), e era tradição comer o Happy Meal logo a seguir. Ainda sou da geração que fazia fitas e filmes e dramas por um Happy Meal por causa do prémio (já não vejo nada disso hoje em dia, mas os presentes eram muito melhores na altura). E quando calhava irmos ao McDonalds dos Aliados, que ainda tinha todo o seu interior em dourado e com todas as coleções de brinquedos expostos na parede? Que loucura.

Choro de pensar nisso, a dor da saudade é enorme.

Hoje em dia sonho em voltar a ter um Natal assim outra vez. Com todos juntos a uma mesa gigantesca, não porque seja tradição familiar obrigatória, mas porque queremos estar todos juntos, porque queremos celebrar a consoada e conversar pela noite fora, porque queremos estar na companhia dos entes queridos e mesmo ver a cara deles quando oferecemos algo que os faça feliz.

Sonhei que iria decorar a casa toda (quanto baste, atenção, não quero nada de excessos) de cima abaixo com motivos natalícios e toda uma panóplia de doces por escolher e comer, a árvore recheada de prendas e um grupo de miúdos a morderem as mangas atrás do sofá para tentarem descobrir as coisas antes de tempo. E que noutro plano, haveriam conversas. Não de problemas e de coisas tristes ou cusquices, mas perguntar sobre uns e outros, contar histórias do dia-a-dia, contar anedotas (mas ainda ninguém percebeu porque é que o "Levanta-te e Ri!" voltou? Era tão fixe contar anedotas até às cinco da manhã enquanto se jogava à bisca...). Talvez, sem ninguém saber, alguém trocar de olhares debaixo do azevinho e trocar uma prenda de Natal à última da hora, longe da vista e do mundo.

Bolas, eu até arrisco que daria tudo para voltar atrás no tempo e viver tudo outra vez! E ter toda essa gente lá, no mesmo sítio. Mas não dá para contornar as leis da vida e quando se é sozinho, não se pode obrigar ninguém a vir.

Talvez um dia, o Natal volte a ser o mesmo. Talvez eu volte a fugir do jantar da véspera de Natal, ainda que só por uns instantes, para vir sorrir às estrelas e agradecer por ser feliz.

Blogmas #5 - Filmes de Natal

Natal é a famosa altura de ver muitos, muitos filmes com a família e os amigos. E já todos sabemos que está quase na altura de o Kevin ficar sozinho em casa, como vemos todos os anos na Sic ou na Tvi, ou nos dois!

Mas, particularmente porque não quero dar a mão à media tradicional (por razões nada natalícias), pensei em dar algumas ideias das minhas. Sou uma pessoa que tende a não ter visitas no Natal e costumo passá-lo em casa. Como por norma, nunca está a dar nada que eu aprecie na televisão (ou nada que eu não tenha já visto) recorro aos velhos dos DVDs.

Segue aqui o meu top 5 de filmes para o Natal:

1. Polar Express

Tenho filmes melhores para o número 1, mas aqui não ordenamos por preferências. Quando era mais nova via todos os filmes de natal que pudesse ver. E nunca mais me esqueço deste.

Vi-o no último Natal que passei com a minha mãe em 2004. A vizinha do rés-do-chão chamou-me para eu levar alguns DVDs de Natal para a minha irmã e no meio deles vinha o Polar Express. Ao princípio não achei que fosse apreciar e coloquei-i no fundo da pilha, para mais tarde. Mas a minha irmã tinha o rico vício de pedir para ver um filme deitada em cima de mim e adormecia 10 minutos depois. Ou seja, gramava com os filmes até ao fim. E o Polar Express fala de algo que todos nós temos tendência de esquecer durante o crescimento: a magia do Natal, a que vai para além das luzes e das prendas, aquela que se sente e se ouve, se acreditarmos mesmo no espírito natalício.

2. Toda a saga de Harry Potter

I'm a big Potterhead, caso ainda não tenham reparado, e tenho uma maratona de filmes planeada para as minhas férias de Natal e Ano Novo. Woohoo! Embora agora passem na televisão, sabe sempre bem agarrar no cachecol da nossa casa, na varinha e preparar toda a aventura de Harry Potter do princípio ao fim!

3. The Grinch

Podem experimentar o de 2018, parece ser giro para as crianças, mas eu cá sou adepta da primeira versão cartoony do Grinch e sei o filme de cor e salteado com o Jim Carrey. Foi das melhores escolhas, admitam!

4. Fantastic Beasts (and where to find them)

Ainda é recente, mas é um ótimo complemento ao ponto nr. 2 e quiçá arranjem maneira de sair nas férias de Natal para verem o Crimes of Grindelwald!

5. Senhor dos Anéis e Hobbit

Para quem não seja da onda de Harry Potter, as trilogias do Senhor dos Anéis e do Hobbit são excelentes alternativas. Again, podem não ser 100% natalícios mas são de toda uma essência mágica e mística que combina muito bem com o Natal.

Blogmas #4 - Christmas miracles

Não é bem um milagre de Natal, mas há certas coisas que se juntam à época natalícia e nos enchem de um sentimento... Sei lá. Gigante.

Hoje fui ao LaTI, em Setúbal. Consta de uma das três visitas agendadas para o meu curso, do qual vamos ter de entregar um relatório e etc. Até aí, nada de novo.

Tenho de ser brutamente honesta convosco, tenho-me sentido desmotivada com as aulas. O curso é fantástico, as aulas são mais dinâmicas do que eu esperava... Mas enfim, eu não quero engonhar só em teoria, eu quero ter a teoria e aplicá-la na prática, na realidade. Roleplays são coisas da adolescência e de repente tenho de os fazer... Eu sei, chamem-me o que quiserem, mas não digo que vou desistir. Estou impaciente, só isso. Talvez quando chegue a fase do estágio diga a mesma coisa, o ser humano quando é rabugento é até à quinta casa. E juntar isso à minha turma de iluminados... Não está fácil, mas já melhorou um pouco. Só que se mantenha assim eu já fico agradecida.

Adiante.

Como vêem, a vontade existe mas não é muita. Há anos a fio que procuro um motivo para andar em frente, para lutar, para encontrar um propósito. Para quem queria psicologia (muito enganadinha do juízo, eu sei) e acaba em terapia da fala, foi um reboliço. Nunca pensei calhar numa área da saúde. Achei que jamais teria essa oportunidade, que já a tinha perdido, que o comboio já tinha passado. Mas até à data, as aulas e os trabalhos não me mostravam aquilo que eu procurava: um motivo.

No LaTI decidi ignorar os que me acompanhavam, senão tinha sido outro tiro no pé. Já me bastou as vezes que baixei a cabeça, envergonhada com as atitudes. Falar alto, não cumprimentar os residentes, passar em frente da televisão - estamos a falar da novela da tarde, logo a seguir ao lanche. Até eu sei que é taboo interromperes a novela da tarde e o Preço Certo. Tentei ao máximo conviver com os que lá estavam e ser o mínimo invasiva possível. Não é giro uma turma de estudantes da faculdade entrar no vosso quarto a tirar notas como se fossem um animal em observação. Foi, entretanto, com as terapeutas da fala, que tomei mais atenção.

Vi-as a trabalhar. Sorriam e faziam-no naturalmente. As crianças seguiam-nas com toda a confiança, os idosos desabafavam e brincavam com elas. A terapeuta mais velha introduziu-nos à sua área e passou-nos o seu testemunho. Que mesmo após muitos anos a trabalhar, apesar de não ter um mestrado, que investiu em muitas formações e está sempre à espera de algo novo para complementar o trabalho dela. Que o seu próximo desafio seria neuropsicologia, porque dava um casamento perfeito entre profissões. Mas a meio da conversa, deixei de a ouvir. Olhei da janela e vi um dos profissionais a guiar dois utentes para casa. Recebeu um sorriso de volta, como se fosse família. O dia tinha corrido como planeado e tinham ensaiado a peça de Natal para celebrarem juntos. Quando dei por mim, estava a lacrimejar e baixei a cabeça.

Senti-me preenchida da cabeça aos pés e um alívio no peito. O pensamento perdeu-se e só via as decorações envoltas pela golden hour e o orgulho da terapeuta a falar na sua profissão. Sei que olhei para ela, depois de conter as lágrimas, e sorri de orelha a orelha. Senti algo que não sentia há, pelo menos, quinze anos.

Pela primeira vez, senti que estava onde tinha de estar e onde eu queria estar.

Estava no sítio certo, à hora certa.

E não há tamanha descrição para isso.

Blogmas #3 - Pai Natal Secreto 2018!

Começo bem com o Blogmas a deixar passar um dia... Mas o post ficou guardado aqui, sai já a seguir!

Entretanto chego a casa da faculdade para saber que o meu Pai Natal Secreto chegou! E é da Meandmyboy! Mas como não quero abrir nada antes de tempo, vai ficar à espera da véspera de Natal (só espreitei o postal, juro!). Prometo que conto tudo!

O Natal é todo cheio de surpresas [L]

 

Blogmas #2 - Desconsolo!

(fonte: aqui)

Vinha eu super contente com intenções de vos mostrar a minha rica árvore de Natal montada e bonita, depois de toda uma tarde a aspirar, limpar o pó e planear decorações pela casa toda...

Quando chega a hora de ir buscar as coisas à dispensa e descubro que me falta metade da árvore de Natal. A Dani desceu bancos, subiu bancos outra vez, quase queimou a cabeça na lâmpada. Descobriu fatos de pai natal e fitas em tons de pastel que não me lembro vez alguma de comprar. Mas o resto da árvore, nicles. Eis que procuro de saber do resto dela e procuro por toda a casa. Nada. Nem nos armários, nem debaixo da cama, árvore de Natal, só meia. Então é aí que me dizem "provavelmente foi com a limpeza de primavera que fizémos à dispensa, naquela mala gigantesca, e deixou-se metade arrumada, a outra metade algures no aterro...".

Resultado: nada de árvore de Natal para ninguém até terça-feira.

Fiquei, no mínimo, desconsoladíssima até à quinta casa da vida!

 

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