Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Violet Clouds

São suspiros, senhor.

Os dias que sucedem ao falecimento da Speedy e ao final do primeiro semestre têm sido um pouco desanimadores.

Não posso dizer que chorei baba e ranho, muito pelo contrário. Estava difícil de deixar as lágrimas saírem. Doía mais conter o sentimento do que outra coisa qualquer. Perdi mesmo uma companheira de viagem que me ouviu falar muita vez com ela entre quatro paredes sobre todo o tipo de suspiros: medos de criança, dramas de adolescente, lágrimas de adulta. A casa está ainda mais vazia agora. Ganhei algum receio de lá estar outra vez, mas é algo que se vai combatendo. Já o semestre, tem sido outra história.

Foi, sem sombra de dúvida, uma época complicada. Levei alguns meses paralizada, apática. Voltaram a surgir os meus problemas de secundário: assim que pego num livro, oiço o meu nome. É sempre preciso alguma coisa, tudo é mais importante que o estudo, porque "sou capaz de qualquer maneira". Poucos sabem que isso não é bem assim e tenho sentido uma desilusão gradual, particularmente com os meus avós. Eu sei que precisam de mim, mas todo o esforço de um semestre foi rapidamente abaixo em três, quatro dias por não ter, de todo, 5 segundos de pausa para pensar. Sequer. Sem exagero.

Tenho-me enegrecido, e sei bem disso, com as atitudes das pessoas à minha volta. São mesmo muito poucos os que compreendem a ginástica que faço e me tentam ajudar, ou me pedem perdão por não conseguir fazer melhor. Custa-me que ninguém nesta sociedade saiba calçar os sapatos do outro antes de julgar e que rapidamente se discartem de dar uma mão, nem que seja de apoio moral. Já tinha perdido a esperança nas pessoas o ano passado, infelizmente continua assim. Sei que há uma parte de mim, a que todos devemos manter intacta, que está a morrer. Se não terá morrido, já. Oiço-me frequentemente sem paciência e a dizer asneiradas que nunca diria de cabeça decente. Na faculdade, fala-se que tenho de ter tempo para mim.

Como?

Que pecado é esse, de nos alimentarem esperanças e sonhos, nos inspirarem, para depois me relembrarem de que eu, em particular, estou de mãos atadas? É caso de dizer que Deus dá nozes a quem não tem dentes. Isso não se faz. Dou comigo a chorar por algo que nem há cinco minutos tinha pensado no assunto: num sonho.

Que sonho? Não são sonhos, são suspiros, de quem está quase a fechar os olhos à esperança de mãos atadas. "O responsável pela nossa felicidade somos nós próprios", dizem. Não lhes tiro a razão. Mas de mãos atadas atrás das costas, não há nada que possa fazer por ela, por essa felicidade, que não custe um preço demasiado elevado. Ou que a princípio pareça barato, mas tarde ou nunca são coletados os juros, que deixam essa expetativa no ar.

Se calhar estou apenas exausta. Gostava que fosse esse o caso. Se calhar as lágrimas secaram. Talvez não saiba mais o que diga e esteja a ser ingrata, a ignorar algo óbvio, a não saber agradecer.

Não sei. Por agora só suspiro e espero por uma resposta do Universo. De preferência que não me faça chorar e berrar mais ou que me tire mais tempo. Só me faltam as minhas cinco horas de sono para gastar.

Enfim... Sei lá.

Speedy.

Desculpa.

Dói-me, mas custa a sair cá para fora. Não queria que partisses, mas não posso lutar contra a morte. Não somos eternos. E não seria egoísta a ponto de te prender ao mundo por uma garrafa de soro, ver-te definhar, entristecer.

Sei que o sono foi teu confidente. Sei que Deus olhou por ti. E a ti só te peço desculpa por não ter estado lá. Não ter estado presente. Não te ter aconchegado mais vezes. Em ti ganhei uma companheira de viagem, que me viu rir e chorar, que me aconchegou quando achei que estava só e que não havia ninguém de confiança.

Em ti confiei. Do princípio ao fim. E gostava de ter feito mais. Foram vinte anos de um meio miado cheio de mimo e carinho, de um ronron tão levezinho, de mudanças, de crescimento. Adoro-te muito, aqui ou aí. Obrigada por tudo, minha pantera cinzenta. Prometo-te que ficas quentinha na tua mantinha cor-de-rosa.

E sei que podias não gostar muito delas, mas espero que encontres a Punky, a Lucky, a Nina e o Pelé. Eles devem estar à tua espera.

Até já.

Coração oco.

Já escrevi um testamento e já o apaguei, porque não passou de um vómito de palavras enraivecidas. Agora estou oca por dentro.

Restam só dores de cabeça desnecessárias e fúteis, porque nada disto é produtivo. Resta só a dúvida dos meus valores e a certeza de que me estou a tornar muito amarga. E resta o facto de que o meu espírito natalício morreu, ou está num coma muito profundo.

A única coisa boa acerca disso é que eu até gosto de sabores amargos.

Pontos de vista

138975-Remember-You-re-On-Your-Own-But-Don-t-Forge

(Fonte: aqui)

Já não aguentava estar muito tempo longe e depois de muita análise, adicionei só algumas coisinhas. Gosto do blog assim. Quanto ao conteúdo, vou fazendo uma limpeza de outono aos bochechos.

Mas em respeito de filtrar conteúdo, não deverá ser necessário uma contenção ou censura.

O blog sempre representou muito aquilo que sinto e que penso. Daí querer excluír posts forçados, é porque não fazem aqui nada. O facto de me sentir novamente um alien não passa de algo que não me devia ter esquecido por estar a viver fora da vista da sociedade tanto tempo. Não me devia ter surpreendido quando saí da casca. O mundo é uma bosta. Não é inteiramente assombrado de futilidades, senão nem a blogosfera seria um bom porto de abrigo como tem sido todos estes anos e de onde tenho interagido com os melhores. But I should've known better, que nunca iria ter uma turma como tive no final do secundário.

Já devia ter noção que a sorte não se repete nas mesmas formas.

Já deveria saber que as amizades não são eternas.

E se eu queria mesmo manter tudo o que é tóxico fora da minha vida, deveria ter-me relembrado que a primeira fase desse processo ia-me deixar plantada sozinha no mundo. Mas são tudo pontos de vista.

Do lado de lá, sou uma besta para quem me conheceu há algumas semanas e uma leiga velha e fora de estilo. Para os que conviviam comigo, tornei-me anti-social e até me sinto satisfeita de ter a noção de que não quiseram pensar sequer no assunto, tal não era a importância que me davam.

E do lado de cá, depois de muito silêncio e orelhas abertas, não dou abébias a ninguém. Às vezes esqueço-me disso e passo por otária durante alguns minutos, por vezes deixo de sentir a cara de tão vermelha e fora do sério que fico. Às vezes penso que o mundo não está assim tão mau e ajo naturalmente. O que me levou mais depressa a mostrar os dentes de forma não tão amigável foi a precisão afinadíssima de tanta gente que se apercebeu desses lapsos e os aproveitou a todos. Aliás, pode-se dizer que houve uma tentativa de inferiorização em contexto de aula que me deixou francamente surpresa e chocada. Tanta coisa, em tão poucos meses.

Agora?

Estou sozinha mas espero preencher esse vazio. Mais vale assim que mal acompanhada. E é certo que alguns fatores sociais me passam a fazer alguma repulsa (não imaginam o trigger que me dá ver produtos da Mr. Wonderful e computadores da Apple...). Mas acredito que seja tudo uma questão de equilíbrio e que, se não perder o foco, brevemente estarei nos meus eixos.

O primeiro a ter de agir para mudar alguma coisa é quem quer que algo mude, certo?

The end, por agora

 Eu tenho motivos para ficar aqui. Vários até.

Por uma vez tenho posts para falar até aos cotovelos e vontade de escrever. Mas dentro desse saco de rascunhos e posts, há coisas que não devem vir tanta vez cá para fora. Há certos temas que por muito que eu queira desabafar e partilhar a minha experiência com outros que sofram do mesmo, acabo por me expôr em demasia.

Há certos temas que já não condizem comigo e que não precisam de estar aqui. Uns deles foram um esforço demasiado grande para tentar cá ficar.

E eu quero que o Violet Clouds seja não só o meu espaço, como o vosso. E que seja um ponto que marca o meu percurso, o meu caminho, o meu progresso. Quem diz o Violet Clouds, diz as contas de instagram, tumblr e facebook. Aquelas que uso e que aqui estão para vosso dispôr.

Por agora só me resta o blog. Que precisa de uma reviravolta.

E por isso mesmo, assim como pelos vários testes que vou ter aí à porta, anuncio um breve "até já" e espero retomar com o blog de cara lavada e de alma mais leve ainda antes de Dezembro. Se 2018 foi o ano de mudanças, 2019 será o ano da liberdade.

E eu quero estar pronta para ser livre.

 

Beijinhos ♥

O casaco preto.

Entre horários apertados, apontamentos a não atrasar e trabalhos para entregar, vejo-me presa entre uma procrastinação necessária, obrigatória.

Tecnicamente não tenho muito tempo para mim. Ao contrário do pressuposto, a faculdade arranjou-me mais tempo pessoal (sim, eu sei, costuma ser ao contrário). Nas folgas e nos fins-de-semana, fico com muito pouco. Entre compras e outros essenciais, abordaram-me na rua e houve quem me perguntasse "E como está a correr? Está a corresponder à tua expetativa?".

Lembro-me que a resposta levou alguns segundos a arrancar, mas não foram por hesitação. Percorri todos os pensamentos que tive até à data em nanossegundos para lhe responder com um grande sorriso que sim. Que tinha, de facto, antecipado a maioria das coisas que estavam a correr e que a licenciatura me está a fascinar bastante, mesmo que tenha uma turma pouco cooperativa e que as praxes me tenham dececionado a largas milhas.

Saí do supermercado a olhar para o passado.

Não foi há muitos meses atrás que fazia os mesmos trilhos perdida em lágrimas e em dor de antecipação. Pensei milhares de vezes porque é que queria fazer isto. Quando vesti o mesmo casaco que carregava frequentemente no princípio do ano, senti um peso na alma. Aquele casaco acompanhou-me nos caminhos diários e guardou os meus soluços, o meu pranto. Foi com ele vestido, muitas vezes, que me odiei até ao fundo do coração por não ter mais força e por não aguentar o fardo. E foi com ele que temi não alcançar os meus objetivos outra vez.

Mas também foi com esse casaco preto que continuei o caminho. Eu sabia que o sol ia nascer no dia a seguir de qualquer das maneiras. Eu procurei fé e justiça aos céus e à minha fé, para que estivesse a fazer a coisa certa. Então pensei muitas vezes, porquê?

Eu confesso que nos primórdios deste dilema eu não queria a faculdade. Preferia um emprego. Claro que isto foi há mais de quinze anos e que entendi que era algo necessário para garantir um pouco mais de conforto económico e profissional, mas precisava de algo mais.

Também admito que quando tomei a decisão há muitos anos atrás, foi porque tinha vergonha de ficar para trás. Vi todos os meus colegas e amigos avançarem com os seus sonhos e a sua vida e eu fiquei no mesmo patamar, a subir e descer graus variados à procura de uma saída. Mas também os vi chorar.

Choravam, abertamente e em segredo, porque aquilo não lhes dizia nada. Porque todo o esforço não os concretizava pessoalmente.

Entretanto aconteceu 2016, 2017, 2018...

Se eu queria uma mudança eu tinha de lutar por ela. E se ia enfrentar a maré tinha de ser por um motivo. Sempre quis ser útil para os outros e sempre quis estar próxima do mundo. Francamente, nunca pensei em entrar numa área da Saúde porque me parecia inatingível. Mas, licenciatura ou não, queria fazer sorrir. Queria dar conforto. Queria ajudar no progresso. Queria ajudar os outros a sobreviver neste mundo hediondo que é o nosso e queria dar-lhes a mão.

Ser explicadora ajudou-me ainda mais a compreender isso. Então disse a mim mesma, que se fosse para fazer este percurso, que o faria por um bom motivo.

 

Quando vesti o casaco ontem, senti o meu próprio tormento. As lágrimas caíram-me pela face. Aconcheguei-me no casaco e, como se estivesse a falar com as minhas memórias, sorri e murmurei que o pior já passou.

Um dia sonhei com... #6 - A minha casa

Há dias em que sonhamos acordados.

Certos dias em que parece que estamos a viver um sonho e nos beliscamos e voam sorrisos de orelha a orelha. Outros tantos em que sonhamos acordados, de lágrimas a correr pela face abaixo.

Há dias, dias longos e vazios, em que sinto falta de casa.

Quero voltar. Quero ir para casa, onde pouco ou nada se ouvia senão as ovelhas que pastavam ali perto ou o som dos grilos. Quero voltar a acordar com o nascer do Sol e o acordar da vila, quero dizer bom dia a toda a gente ainda que não os conheça. Quero, quero tanto, fazer os meus caminhos pelos trilhos da mata, apanhar um ou outro rebanho feliz, colher amoras das silvas, chamar por familiares - sim, os do coração - à janela e conversarmos por horas.

Quero voltar a comer aqueles croissants divinais que só voltei a encontrar nos cafés da estação do metro da Alameda e que me fizeram chorar o resto do caminho com saudades. Quero pôr mais lenha na lareira no inverno, brincar com as folhas no meio da estrada sem medos no Outono, quero ir e voltar da praia a pé com risadas, quero passear outra vez pelas muitas ruas das árvores sem fim.

Apanhar estrelas do mar.

Ir jantar ao Sabor a Mar outra vez.

Descobrir caminhos que não tive oportunidade de visitar. Visitar a capela do Senhor da Pedra para ver o pôr do Sol. Sorrir e admirar as casas que se decoram com tanto aparato na altura do Natal.

Abraçar os que me fazem falta. Os que me amaram sem olhar ao meu corpo, mas ao meu coração. Quero dar as mãos a quem chamei família.

E eu sei que já não tenho lá casa. E que quem me abriu o caminho para lá já não está cá. Mas das minhas coisas que lhe agradeço, ficarei sempre grata por alguma vez ter conhecido o significado de "lar" e "família", mesmo junto de quem apenas acabei de conhecer.

Eu quero tanto voltar, e choro tanto por querê-lo com tanta força, que por vezes não sei se foi benção ou maldição.

Mas ao menos no meio do desespero eu sei que quando tudo falhar, quando tudo deixar de fazer sentido, eu tenho para onde voltar.

Um dia senti o coração pesado e sonhei com o meu lar, e adormeci embalada pelas minhas lágrimas e pelas memórias felizes que ainda me fazem continuar.

 

 

Palpitações.

Isto não é saudável.

Quer seja do foro físico ou psicológico, isto não é saudável, nem de perto nem de longe. Não sei lidar com as emoções que me assolapam. Quanto muito, consigo aguentá-las para que as tarefas sejam executadas com a maior eficácia, mas depois é uma tempestade que se segue de medidas catastróficas. Às vezes não sei se o faço de propósito e se o conseguiria evitar ou se é mesmo de mim, aparece sem aviso. Há dias em que consigo tomar as rédeas do meu nervosismo e até fica tudo bem.

Noutros dias, não tanto assim.

Noutros dias, corre-me tudo em rodapé pela cabeça, o mais e o menos provável, as contas todas, os prós e contras, as exceções, os perigos; às vezes um simples ponto multiplica-se em intermináveis caminhos e desfechos. Muitas das vezes a mente está em descanso mas o corpo não pára. O sangue corre e eu só pergunto "porquê". Porque é que corres tão rápido se não estás em perigo? Porque é que aceleras tanto se não tens nada a perder.

Porque é que não páras, consciente e inconsciente, e encontras um meio termo?

Se procuras tantos cálculos e possibilidades, como é que encontras a margem de erro e o ponto cego mas neles não descansas? E acima de tudo isso, porque é que simplesmente não arriscas?

Se, no fim de contas, é tudo um jogo de probabilidades que avança como um jogo de dominó fora do teu controlo?

Não sei.

Há dias em que a maré está calma e há vista para um futuro onde, mesmo com todos os possíveis obstáculos, há força para o enfrentar. E depois há dias - ou mesmo horas antes, como é o caso - em que uma simples palavra, presença ou respirar me coloca em estado de alerta.

Há dias em que eu só queria ter força suficiente para não perder a cabeça e acreditar em mim mesma quando profiro, muitas vezes em vão, de que sou capaz de ultrapassar a situação e de resolver um conflito de minutos ou de anos.

Enfim. Existem dias em que apenas gostaria de saber dançar na chuva.

 

 

O que tem de ser, tem muita força.

Perdão pelo despejo de palavras, de sentimentos, talvez até por alguma revolta. Talvez não tenha muito para dizer.

Estou a fazer imensa força para me conter, para não rebentar e dizer coisas que não quero. Estou a largar mão de oportunidades que me caíram do céu. Porque há gente que não pensa, gente injusta, gente que não tem dois dedos de testa.

As palavras não fazem sentido, este turbilhão é pesadíssimo. Sei lá.

 

Deus sabe o que faz. E não dorme. De alguma maneira isto tem de ser resolvido.

Espero eu.

Un petit a part #56

Primeiro, parece que o Violet Clouds teve direito a um destaque e, como desnaturada que sou, não dei por isso. Mas! Obrigada pelo feito, Sapo. Fizeram-me sentir que talvez não esteja assim tão perdida por aqui.

destaque.PNG

E segundo, hoje é daqueles dias que só apetece entrar num comboio ou num avião às escondidas, sem sequer olhar para o destino, e não querer voltar.

Nota: a verdade é que escrevi isto ontem e lá ficou nos rascunhos, mas a vontade continua a ser a mesma.

Quero desaparecer. Ou voltar para onde me senti bem. Ou feliz. Ou capaz de ter forças para ultrapassar tudo isto.

 

Se me seguem no Instagram sabem que perdi recentemente a Lucky. E talvez não saibam tanto assim, embora o tivesse mencionado no post anterior, acerca de tudo o resto. Sei lá. Há dias de derrota, dias que simplesmente se questionam crenças e se quebram motivações. É daqueles dias do "sei lá".

É daqueles dias em que é difícil crer num amanhã melhor.

 

A autora

foto do autor

Light Purple Pointer

Mensagens

More of me ♥

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D