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Violet Clouds

Un petit a part #59

Já dei a volta a todas as minhas gavetas e mais algumas à procura de tudo o que possa ser necessário. Continuo com o compromisso de evitar comprar seja o que for até 2019, ainda assim lá comprei um caderninho A5...

Já li comentários muito úteis e outros muito tristes nas redes sociais acerca do assunto.

Já fui acalmada e já acalmei outros tantos mais novos que estão a passar por isto pela primeira vez. Mas os nervos são iguais ou talvez maiores.

Por muito que consulte um contador online, não preciso - há quem conte por mim e o expresse. E quando o fazem, quase que me provocam um AVC, mas não fico chateada. Pelo contrário - parte de mim fica orgulhosa por ver que ainda há alguém da geração mais nova a querer lutar por um dia melhor.

Portanto, no fim de contas:

♥ Isto tudo obrigou-me a fazer uma limpeza de Primavera muito atrasada aos meus pertences e, com alguma influência vossa, a desfazer-me de muita coisa inútil.

♥ Como se alguém tivesse adivinhado, a Amarsul fez-me o favor de voltar a espalhar pontos de reciclagem e fez de mim a verdocas mais feliz de Portugal.

♥ Com isto, passei a ter mais espaço e não pretendo preenchê-lo.

♥ Dei um mortal para trás de tanta alegria por ter apanhado um desconto de 35€ numa mochila que me vai dar para tudo e mais alguma coisa durante uns bons dez, quinze anos.

♥ Já voltei a ser branca e não azul, portanto o verão não foi tão penoso quanto achava. Viv'á praia e às estrias brancas que, incrivelmente, adoro-as.

♥ Estou a dar em louca a cada dia que passa com o medo e a ansiedade, mas vamos ver onde é que isto vai parar. Até agora a missão "Fica calada até ao fim" está a correr bem. São só mais 16 dias e 11 horas.

 

 

Un petit a part #58

(Em compensação do anterior, este vai ser mesmo petit, sim?)

 

Sabem aquela sensação lenta e suspeita de que vem aí bosta quando começam a aparecer sugestões frequentes, coincidências ou seja o que for a fazer referência a alguém que vocês não vêem há uma resma de anos, mas também não estão interessados em vê-los porque imediatamente isso significa que vai dar bosta da grave?

Daquela que dá uma sensação bem pior do que passar pelo Montijo de janela aberta e exclamar: "Ah! Cheirinho a gado!"?

 

É mais ou menos isso que se está a ocorrer. Queira Deus estar enganada e ser só mesmo coincidência.

Un petit a part #56

Primeiro, parece que o Violet Clouds teve direito a um destaque e, como desnaturada que sou, não dei por isso. Mas! Obrigada pelo feito, Sapo. Fizeram-me sentir que talvez não esteja assim tão perdida por aqui.

destaque.PNG

E segundo, hoje é daqueles dias que só apetece entrar num comboio ou num avião às escondidas, sem sequer olhar para o destino, e não querer voltar.

Nota: a verdade é que escrevi isto ontem e lá ficou nos rascunhos, mas a vontade continua a ser a mesma.

Quero desaparecer. Ou voltar para onde me senti bem. Ou feliz. Ou capaz de ter forças para ultrapassar tudo isto.

 

Se me seguem no Instagram sabem que perdi recentemente a Lucky. E talvez não saibam tanto assim, embora o tivesse mencionado no post anterior, acerca de tudo o resto. Sei lá. Há dias de derrota, dias que simplesmente se questionam crenças e se quebram motivações. É daqueles dias do "sei lá".

É daqueles dias em que é difícil crer num amanhã melhor.

 

Un petit a part #55

First of all, TCHAU JANEIRO. RUA.

Nossa, que mês tão pesky. Se há meses que detesto são Janeiro, Março e Agosto. Que horror. Janeiro é como a típica amiga falsiane que se apresenta toda bonita e cheia de inspiração e balelas e no fim é a coisa mais horrorosa e mais chata ao de cima da terra e debaixo de sol.

Até dá vontade de dizer asneiras.

Passando à frente, começamos Fevereiro meio em coma do mês anterior (please be gentle for once, February) e a entrar em modo desperada com o dia dos Namorados. Até que nem ligamos muito à data, mas como já somos muito lamechas ao longo do ano (só que não) a gente até que tenta pagar a falta de fofices dos outros 364 dias. Mas não sei sequer o que lhe oferecer (mal tenho tempo de me coçar, quanto mais de pensar). Se me ver muito aflitinha lá desenrasco qualquer coisinha doce, mas queria ser um nico mais original...

Enfim, logo vejo.

Outra coisa que me está a dar a volta ao cérebro é o blog. Sinto que falta qualquer coisa mas entretanto num ponto de vista mais geral, acho que ele está apresentável. Pode ser que me baste só adicionar e arranjar uma coisa aqui e outra acolá.

 

Aff. O que uma pessoa faz para se sentir minimamente orientada...

Un petit a part #54

Isto de estar a tentar com toda a minha pessoa voltar a saborear a época natalícia ainda está a ser custoso. Quanto mais me aproximo da véspera de Natal, mais sei que não vai ser como anseio. que a probabilidade é manter-se apático ou pior ainda. Mas continuo a tentar e por isso, amanhã vou fazer a árvore de Natal com os meus avós. Agora que penso bem no assunto, acho que me vou aventurar de manhã... Assim despacho-me mais depressa.

Comprar as prendas não é algo que me custe, até porque já ando a ter isso em conta desde há uns meses atrás e quando vi alguma promoção decente, trouxe-a logo. Já me falta pouquíssima coisa e acho que se tiver sorte, vou fazer uma visitinha à Primark ou à Tiger para as prendas que faltam e continuo dentro do meu budget. Também já as comecei a embrulhar para não deixar tudo para a última da hora.

Mas para a semana tudo isto vai ter uma pausa porque a minha Lucky vai ter de ser operada urgentemente. Tem um tumor mamário e está a crescer a olhos vistos. Já está tudo marcado, planeado e pensado e as contas que se lixem, porque a minha bichinha não vai ter o mesmo sofrimento que a minha Nina. E emocionei-me ao ver que as veterinárias ainda se recordam da dor tão grande que foi.

Portanto se realmente os nossos desejos são ouvidos nesta época, eu peço com todas as forças ao Pai Natal que a minha Lucky volte para casa tratada e bem.

Un petit a part #53

Note to self:

Não faças planos. Já sabias disso, que não se devem fazer planos seja de que forma for, a longo ou a curto prazo. Portanto não planeies de todo. Deixa a tentação de fechar os olhos e imaginar todo o resultado a partir de cada ação ficar apenas como isso mesmo, como algo a não mexer. Que os sonhos sejam só sonhos.

Por vezes o prazer de abrir as asas e voar por todo um céu de ideias e possibilidades não é mais forte do que a queda que se dá quando acreditamos mesmo nelas e a vida te faz aterrar à força. às vezes o receio que nós temos pouco antes de nos darmos a esse luxo, aquele de sonhar, era o melhor conselho que alguma vez devíamos ter conseguido.

Portanto vive o presente. O pouco que se aproveita de cada dia, já como o fazias. Assim nada te surpreende nem tão pouco te magoa. Aprecia cada momento, abraça cada segundo e não esperes pelo futuro para ser feliz.

Sê feliz agora.

 

 

Un petit a part #52

Digam-me que eu não sou a única a ter um nervoso miudinho, meio que a evoluir para um ataque cardíaco, quando estou ao telefone com algum serviço importante ou alguém desconhecido.

É meio constrangedor quando preciso de contactar alguém para esclarecer uma dúvida ou para solicitar algum serviço e, em milésimos de segundos, o meu tom de voz muda, as palavras tremem e perco a postura como se tivesse doze anos outra vez. Eu sei que ninguém me vai morder do outro lado do telefone mas enfim! E o mesmo se passa quando vou seja onde for em pessoa.

Não deixo de fazer o que tenho a fazer por causa disto mas fico com a sensação que as pessoas do lado de lá ficam com ideia de que sou uma idiota, chucra. No meio disto tudo eu prezo quem trabalha com telefones. Gente com coragem! Será que eu simplesmente tenho pré-designado no cérebro que os telefones têm dentes..?

 

 

Un petit a part #51

Numa tentativa frustrada de ao menos ver que recompensas deram no primeiro aniversário do Mystic Messenger (que já agora acabei por desinstalar de vez, porque não recebi nada e já fiz o jogo todo), descobri que o meu telemóvel branco - o que morreu sabia-se lá porquê e só conseguia estar ligado se eu não o bloqueasse - decidiu voltar dos mortos.

Eu na cozinha a atualizá-lo, a ver do jogo, quando a tia me vê com o desgraçado e me diz "Então, já trabalha??" e ao qual eu respondo "Não...Já que aqui estás, eu bloqueio-o e tu vês". E como diz o bom do alentejano, o cabr** não começou a reiniciar feito louco.

Consegue bloquear e simplesmente estar parado.

Consigo atualizar tudo.

Consigo usá-lo e nem me gasta muita bateria.

Resumindo: não sei até quando isto vai durar mas espero que tenha sido só uma paranóia temporária e que esteja de volta para mim.

Un petit a part #50

Faço 24 anos em exatamente sete dias (visto que já passa da meia noite) e a minha vontade de fazer uma celebração é -20. É que nem o bolo quero cortar.

Não sei se isto é sinal de que não quero mais envelhecer (e ainda nem cheguei aos 30) ou se simplesmente nunca tive a sorte de fazer uma boa festa. Mas perdi o gosto por ajuntamentos com os anos... Não gosto de ter gente presente de obriga.

Acho que se há forma de me voltar a fazer sorrir e sentir como uma pluma é se me surpreenderem a 100%. Um dia sem gritos, uma ida a algum lugar que eu goste, um sorriso sincero. Se for para uma prenda, que seja algo útil e versátil como uma luzinha para livros, que me permita ler no segredo silencioso da noite.

Bolas, que nova-adulta chata. Mas graças a Deus que não estou só nesse dia. Ainda há quem me anime no meio do escuro.

 

 

 

 

Un petit a part #49

Já estamos em Fevereiro de 2017 e embora não veja grandes mudanças, noto que têm aparecido coisas novas, tendências diferentes. Já voltei a desenhar, não como antes (pudera, mal tenho tempo de me coçar) mas já com alguma frequência, tenho tido interesse em alguns desafios e até mesmo em DIYs.

São praticamente todos a ver com o telefone, porque entretanto é aquilo que mais utilizo no meu dia-a-dia, mas sempre é qualquer coisa. Despachei muita gente que me deixava o cabelo em pé com conversas fora de série e voltei a interessar-me por coisas que gosto. Quanto muito, acho que isso já é uma evolução muito boa. Os fones voltaram a ser os meus aliados e quem paga as favas é a minha bateria, mas ao menos estou a gastá-la por algum motivo que me entretenha. Já não fazia isso há muito tempo; perder tempo com hobbies em cada buraco que encontre no meu trabalho. Em parte relembra-me os velhos tempos em que fugia para o cantinho do cais das ambulâncias do Hospital Geral de Santo António e perdia lá horas a desenhar à espera de ser chamada para serviço.

Ou mesmo quando era mandada, de bicicleta, ir buscar pão e jornais para o café às sete da manhã e quando estivesse livre, voltava a passar horas pela manhã fora a apanhar sol no parque, agarrada a um caderno. A ver os esboços ganhar vida, a ter algum interesse. A criar laços com aquilo que só o lápis consegue criar.

De facto nunca fui alguém sociável. Não sou assim tão besta nem repudio ninguém, mas sempre preferi estar sozinha. A diferença foi que com o passar do tempo esqueci-me de como é que isso me fazia feliz ao achar que devia tentar adaptar-me à sociedade. Porque a escola era assim mesmo, porque seria um ambiente novo, porque ficar sozinha o resto da vida ia deixar-me miserável, diziam eles.

Balelas.

Claro que não vou andar a pregar por aí acerca do quão fantástico que é, mas sou feliz em saber quem é mesmo meu amigo e conservá-lo. Dar-lhes toda a minha merecida atenção. Sou feliz por estar em paz comigo mesma e estou mais do que contente por voltar a aprender a aceitar-me como realmente sou e a celebrá-lo sem pensar que ser assim é "errado".

I'm happy in my own little world.

 

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